Brasil
Operação coordenada pelo MJSP causa prejuízo de mais de R$ 500 milhões ao crime organizado
Brasília, 28/11/2025 – Com a articulação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), as Polícias Militares de todos os estados e do Distrito Federal se reuniram para a 3ª Operação da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe), que ocorreu de 19 a 24 de novembro. O objetivo foi intensificar o enfrentamento e o combate às organizações criminosas.
O desdobramento da ação foi divulgado nesta sexta-feira (28). Foram presas 1.899 pessoas, apreendidas 165 armas de fogo e 8 toneladas de drogas. O prejuízo estimado ao crime organizado é de mais de R$ 551 milhões.
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Rodney da Silva, afirma que os resultados mostram a competência das Polícias Militares em todo o Brasil. “Os números refletem o comprometimento das PMs com a segurança pública e com o enfrentamento direto das organizações criminosas”, diz.
De acordo com ele, as atuações coordenadas entre o serviço de inteligência e as equipes especializadas de pronta-resposta demonstram a eficácia do planejamento integrado promovido pela Senasp no âmbito da Renoe.
* Entre as principais ocorrências, destacam-se:
• Apreensão de grande quantidade de drogas e de armas de fogo após confronto com suspeitos armados;
• Queima de plantio de maconha;
• Captura de foragido, com apreensão de revólveres e pistolas;
• Desarticulação de pontos de armazenamento e distribuição de drogas; e
• Identificação de integrantes de facções criminosas, com apreensão de cadernos de contabilidade do tráfico, balanças de precisão, embalagens e prensa hidráulica.
Integração
A Renoe é uma iniciativa que visa fortalecer as ações de combate ao crime organizado e fomentar a realização de operações ostensivas especializadas. Promove a articulação entre diferentes órgãos, além da troca de experiências e de boas práticas para a repressão qualificada ao crime organizado. Também busca integrar as forças de segurança em todo o Brasil, promovendo união e compartilhamento de conhecimento para o enfrentamento da criminalidade. A implementação ocorre por meio de eventos técnicos e de operações ostensivas coordenadas.
O MJSP coordena outros projetos de segurança pública. Alguns deles são a Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renocrim) e a Rede Nacional de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc), que reforçam o combate à criminalidade e promovem a prevenção de crimes.
Brasil
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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