Paraná
Opera Paraná promove triagem para cirurgias eletivas em Foz do Iguaçu
Com objetivo de reduzir o tempo de espera e garantir um maior acesso aos serviços hospitalares, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu neste sábado (2) o processo de triagem para a realização de cirurgias eletivas em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado. A iniciativa aconteceu no Centro de Especialidades do município, local de referência na região.
O mutirão ofereceu o processo completo de triagem em ortopedia para cerca de 200 pacientes, desafogando as filas de espera por cirurgias eletivas e promovendo atendimento humanizado e de qualidade. Durante a triagem é feita avaliação do paciente para agendamento da cirurgia, caso ela seja necessária.
“O Opera Paraná é um programa fundamental para expandir o atendimento em todo o Estado. Durante a pandemia, as cirurgias eletivas tiveram de ser paralisadas e agora realizamos essas ações que nos permitem retornar à normalidade”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto. “Seguimos as orientações do governador Ratinho Junior para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse.
O deputado federal maranhense, Josivaldo JP, também acompanhou o mutirão, que considerou um sucesso. “O Paraná é um estado que está dando certo, pois tem realizado grandes investimentos em áreas estratégicas, como a saúde. São ideias e exemplos que temos interesse de reproduzir, pois mostram um caminho correto para o bem da população”, destacou o deputado.
OPERA PARANÁ – Dados da Sesa revelam que o Paraná registrou um aumento de mais de 41% no número de cirurgias eletivas realizadas no último ano. Ao todo, foram efetivadas 468.450 cirurgias em 2022, contra 331.787 em 2021.
Já neste ano, até junho, foram feitas mais de 220 mil cirurgias. O Opera Paraná contempla as especialidades de maior procura no Sistema Único de Saúde (SUS): sistema osteomuscular; aparelho digestivo; aparelho de visão; aparelho geniturinário; vascular e das vias aéreas superiores e do pescoço.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Antonina, atuação do Ministério Público do Paraná resulta na exoneração de servidora e na alteração de lei municipal que permitiu licença irregular
Em Antonina, no Litoral do estado, intervenção do Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, resultou em alteração do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais e na exoneração voluntária de uma funcionária que havia sido beneficiada por uma mudança legislativa casuística. A medida buscou a moralização da legislação funcional do Município e a correção de irregularidades administrativas no quadro de servidores públicos locais.
Áudio do promotor de Justiça Alan Bolzan Witczak
A apuração teve início em inquérito civil que identificou manobra legislativa envolvendo o ex-prefeito e sua irmã, que tomou posse em fevereiro de 2023 em dois cargos efetivos no município (professora e cirurgiã-dentista). Pouco tempo após assumir, a servidora se licenciou, apesar de a legislação então vigente (Lei Municipal 033/1998) proibir expressamente a concessão de licença sem vencimentos para tratar de interesses particulares durante o estágio probatório.
Manobra – Para viabilizar o afastamento, o então prefeito encaminhou em regime de urgência um projeto de lei, aprovado como Lei Municipal 008/2023, autorizando a licença em estágio probatório. Apenas cinco dias após a sanção, a servidora obteve a licença sem vencimentos no cargo de professora (Portaria 096/2023) e foi nomeada pelo próprio irmão para o cargo em comissão de coordenadora geral de Odontologia. Investigação do MPPR comprovou que a servidora foi a única beneficiada pela mudança normativa.
A Promotoria de Justiça havia expediu inicialmente recomendação administrativa buscando resolver extrajudicialmente a situação, sem resposta do chefe do Executivo. Por isso, acabou ajuizando ação civil pública apontando desvio de finalidade, violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa e pedindo incidentalmente a inconstitucionalidade da norma flexibilizadora e a anulação da portaria de licença.
Reforma legislativa e exoneração – O ajuizamento da medida judicial levou à correção das irregularidades. A servidora requereu exoneração voluntária dos quadros do Município. Além disso, o Município de Antonina editou a Lei Municipal 015/2026, reestruturando o artigo 129 do Estatuto dos Servidores para proibir expressamente a concessão de licença para tratar de assuntos particulares a ocupantes de cargos efetivos que estejam em estágio probatório, vedando também a contagem do tempo de afastamento para qualquer efeito legal.
Diante da regularização da legislação e da exoneração voluntária da servidora envolvida, o MPPR manifestou-se pela extinção, sem resolução do mérito, da ação civil pública que questionava os atos irregulares.
Processo 0000384-02.2026.8.16.0043
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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