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Curitiba

ONG Mãos Invisíveis promove ceia de Natal para pessoas em situação de rua; saiba como contribuir

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Mãos Invisíveis (Foto: Divulgação)

Ação será no dia 25 de dezembro, na Praça Generoso Marques

 

A ONG Mãos Invisíveis fará, no dia 25 de dezembro, uma ceia de Natal na Praça Generoso Marques para pessoas em situação de vulnerabilidade. A ação vai propiciar que todos celebrem a data com uma refeição tipicamente natalina, refrigerante, panetone, chocotone, música ao vivo, além de atividades e presentes para as crianças.

O Mãos realizou a primeira festa de Natal em 2018, na ceia do dia 24 de dezembro. “A partir de então a ação sempre foi no almoço do dia 25, com música, arte, comida natalina”, conta a historiadora Vanessa Lima, fundadora da organização. Para esta edição, o Mãos estima a presença de 600 pessoas. “Vamos produzir comida para 800 pratos bem cheios com arroz, salpicão, salada, farofa, chester, para que cada pessoa possa ter o privilégio da escolha como em um Natal de família: a pessoa serve-se do que quer comer, na quantidade e do que jeito que quiser”, completa Vanessa.

Toda a ceia é preparada pelos voluntários, com ingredientes adquiridos por meio de doações. Para ajudar o projeto a viabilizar o Natal de rua, as contribuições podem ser feitas por meio do pix [email protected].

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TRAJETÓRIA – Além de historiadora, Vanessa deu aulas de artes para educação infantil por muito tempo e também começou a fazer trabalho voluntário com crianças, no contraturno da escola em que trabalhava.

Em 2018, ela decidiu passar o Natal na rua e começou uma busca por organizações que trabalhassem com essa população. “Nesse processo, eu não consegui encontrar nada que me ‘vestisse’. Me deparei com organizações que faziam uma exposição absurda da vulnerabilidade do outro, ou que faziam apenas uma entrega de comida automática, sem ter nada alem disso pra oferecer ou lutar”, conta.

Até que se deparou com o MNPR (Movimento Nacional da População de Rua), cujos integrantes do movimento têm algum histórico de trajetória na rua. Ali, Vanessa descobriu uma vocação e entendeu exatamente o que eu queria fazer. “Passamos – eu, meu ex-marido e meus filhos – por um mês, ou um pouco mais, indo todos os dias (todos mesmo) para a rua. Escutando, conversando, aprendendo. Aí a gente primeiro se desmonta, né? Eu sempre digo que o primeiro monstro que eu tive que matar era eu mesma, com tudo que tinha sido construído sobre essa população dentro da minha formação enquanto pessoa. Planejei uma metodologia para estar sempre no mesmo horário, mesmo local e da mesma forma, com vários detalhes que servem tanto pra criar vínculo com a pessoa em situação de rua e falar sobre direitos, quanto para educar voluntários e pessoas interessadas na pauta”.

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Assim, ainda no início de 2018, nasceu um evento chamado “Café Pretexto”, na praça Generoso Marques. Todo domingo, até hoje, a ONG atende cerca de 300 pessoas distribuindo lanche como um pretexto para aproximação com a população atendida. São oferecidas diversas opções, para representar o privilégio da escolha. “Fazemos o café que a gente toma em casa e estamos ali: ouvindo demandas, fazendo encaminhamentos”, conta. No mesmo ano veio o primeiro Natal, que teve uma sequência e é realizado anualmente desde então.

Doações para o Natal de rua podem ser feitas por meio do pix [email protected].
Mais informações sobre a ONG e as campanhas de arrecadação estão no site www.maosinvisiveis.com.br

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Curitiba

Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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