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Obras, concessões e ferrovias reposicionam o Norte na infraestrutura nacional

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Na região Norte, os investimentos federais em infraestrutura de transportes avançaram de forma consistente ao longo de 2025. O setor rodoviário concentrou parte significativa dos aportes, com prioridade para recuperação, manutenção e ampliação de trechos estratégicos. As iniciativas reforçam a diretriz do Ministério dos Transportes de promover a expansão sustentável da malha viária, adequada às atuais demandas de tráfego e às características geográficas da região.

Rondônia: concessão histórica e entregas estratégicas

Rondônia registrou um marco inédito em 2025 com a realização da primeira concessão de uma rodovia federal no estado: o leilão da BR-364/RO. O contrato prevê investimentos de R$ 10,23 bilhões ao longo de 30 anos, destinados à operação, manutenção e modernização de 686,7 quilômetros da rodovia.

Entre as melhorias previstas estão 107 quilômetros de duplicação, quase 191 quilômetros de faixas adicionais, vias marginais, 24 passarelas, 90 pontos de ônibus, 24 passagens de fauna e pontos de descanso para caminhoneiros, ampliando a segurança e a fluidez do tráfego.

Ainda na BR-364, a ponte sobre o Rio Candeias foi reaberta com pista dupla após obras emergenciais. A liberação da estrutura resultou em mais segurança e melhor circulação no principal acesso de Porto Velho aos estados do Acre e do Amazonas.

Outro avanço inédito foi a autorização para a construção da ponte internacional sobre o Rio Mamoré, que ligará o Brasil à Bolívia, com conclusão prevista em até três anos e investimento de R$ 421 milhões. Cerca de 180 mil pessoas na fronteira entre os dois países serão beneficiadas.

Tocantins: reconectando em tempo recorde

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As obras das pontes de Aguiarnópolis e Xambioá marcaram avanços estratégicos na logística entre Norte e Centro-Oeste.

A ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), foi entregue em tempo recorde, exatamente um ano após o colapso da estrutura anterior, reconectando Tocantins e Maranhão. A entrega reforça a integração multimodal com a Ferrovia Norte-Sul e a Hidrovia Tocantins–Araguaia, impactando diretamente a logística regional.

a de Xambioá, sobre o Rio Araguaia, eliminou a travessia por balsas, facilitando o escoamento da produção agropecuária e reduzindo custos de transporte.

Ainda no Tocantins, as obras de duplicação da BR-153 avançaram de forma constante, com previsão de conclusão de mais 19 quilômetros no trecho de Talismã, no início de 2026, garantindo maior fluidez ao transporte de cargas que utilizam a Ferrovia Norte-Sul e seguem para os corredores de escoamento do Norte e do Sudeste.

Acre, Pará e Roraima: recuperação e trafegabilidade

No Acre, a principal ligação rodoviária com o restante do país, a BR-364, recebeu investimentos de R$ 870,9 milhões do Governo do Brasil em obras de recuperação, manutenção e ampliação, permitindo a abertura de novas frentes de serviço e a melhoria das condições de tráfego.

Já no Pará, estado de crescente relevância logística, um dos destaques foi a revitalização da BR-316. Com investimento de R$ 60,7 milhões, o trecho de 132,7 quilômetros entre Benevides e Capanema foi totalmente recuperado. Outros corredores importantes, como a BR-422, também receberam recursos para o início de obras de pavimentação e sinalização.

Em Roraima, o Ministério dos Transportes manteve o foco na recuperação e manutenção da BR-174 (trecho Norte) e da BR-210, solucionando problemas históricos de atoleiros e garantindo a trafegabilidade, essencial para o abastecimento e a conexão do estado.

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Reequilíbrio da matriz de transportes

Com estrutura operacional completa, a Ferrovia Norte-Sul (FNS) constitui o eixo central do transporte ferroviário na região, ligando o Porto de Itaqui (MA) ao Porto de Santos (SP) e assegurando o escoamento eficiente da produção agrícola.

Em 2025, o trecho entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA), continuidade do Tramo Norte da FNS, foi qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo do Brasil, passando a estar apto a receber investimentos públicos e privados.

Ferrogrão

O Ministério dos Transportes avançou na ampliação da participação do modal ferroviário na matriz de transportes brasileira, com a aprovação dos estudos técnicos atualizados da Ferrogrão (EF-170). O empreendimento entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), com 933 quilômetros de trilhos, segue para análise do Tribunal de Contas da União, etapa decisiva para a retomada do projeto.

A Ferrogrão foi concebida como alternativa logística para o agronegócio da região central do país, reduzindo a dependência da BR-163 e promovendo ganhos diretos em segurança viária, redução de custos logísticos, diminuição de emissões de gases de efeito estufa e aumento da competitividade brasileira no mercado internacional.

Ao longo de 2025, a estratégia do Ministério dos Transportes de promover o reequilíbrio da matriz de transportes no Norte do Brasil avançou de forma eficiente, fortalecendo uma infraestrutura mais moderna, integrada e preparada para responder às demandas de desenvolvimento econômico e de mobilidade da região.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

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“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

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Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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