Brasil
Novo sistema informatizado moderniza gestão de Reservas Particulares do Patrimônio Natural
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançaram, na última quinta-feira (11/6), em Brasília (DF), o novo Sistema Informatizado de Monitoria de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (SIMRPPN). O lançamento integrou a programação da Semana do Meio Ambiente e representa um avanço na desburocratização e no fortalecimento da conservação biológica em propriedades particulares.
Desenvolvido e gerido pelo ICMBio, o sistema contou com o apoio do Projeto GEF Áreas Privadas. A iniciativa visa otimizar os processos de criação, manejo e gestão das RPPNs — Unidades de Conservação (UC) criadas voluntariamente por proprietários de terra para proteger a natureza em caráter permanente.
Centralização de dados e novas funcionalidades
A nova plataforma atende tanto proprietários interessados em criar novas reservas quanto aqueles que já possuem áreas instituídas, centralizando dados de todo o território nacional em dois módulos principais. O Módulo Plano de Manejo permite aos proprietários elaborar e gerenciar seus planos de manejo de forma direta e digital na plataforma, enquanto o Módulo Compartilhamento integra órgãos ambientais federais, estaduais e municipais em uma base única de dados, onde cada instituição possui um ambiente próprio com permissões independentes, promovendo a padronização das informações.
“A mudança do clima está nos fazendo voltar a atenção para o aprimoramento dos processos de gestão das nossas áreas protegidas”, destacou a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita. “Trazemos a visão de que é possível simplificar sem perder a qualidade e a efetiva gestão desses espaços”, pontuou.
A secretária também ressaltou que o compartilhamento da ferramenta com os estados e municípios promove uma gestão inteligente e adaptativa, que se retroalimenta para apoiar quem coloca seu patrimônio a serviço da sociedade.
Valorização e atualização normativa
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, reforçou a necessidade de apoiar os proprietários e a agenda de regulamentação das reservas. “As RPPNs são uma medida de conservação extremamente importante e que, em alguns lugares, é a única porção de vegetação nativa existente”, ressaltou.
Paralelamente ao lançamento, a Oficina de Regulamentação de RPPNs, realizada na sede do ICMBio, reuniu a sociedade civil e órgãos técnicos para debater e subsidiar a revisão do Decreto nº 5.746, de 2006. Esta será a primeira atualização do marco legal que trata da criação e gestão dessas reservas desde sua publicação original.
Também participaram do evento a diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, Iara Vasco, o secretário executivo e geógrafo da Associação Mico-Leão-Dourado, Luís Paulo Ferraz, a presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota, e da presidente da Associação de RPPNs do RS, Ana Maria Juliano.
Sobre o Projeto GEF Áreas Privadas
O Projeto GEF Áreas Privadas – Conservando Biodiversidade em Paisagens Rurais é coordenado tecnicamente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sua gestão financeira é realizada pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS). Os principais objetivos são contribuir para a conservação da biodiversidade, fortalecer a provisão de serviços ecossistêmicos e ampliar o manejo sustentável da paisagem em áreas privadas no Brasil.
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Brasil
MME apresenta versão preliminar do Plano de Ação Nacional para o garimpo de ouro e amplia diálogo para construção participativa
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, na quarta-feira (28/5), da 1ª Reunião Extraordinária do Grupo de Trabalho (GT) da Convenção de Minamata, criado no âmbito da Comissão Nacional de Segurança Química (CONASQ). Durante o encontro, o Ministério apresentou a versão preliminar do Plano de Ação Nacional para a Mineração Artesanal e em Pequena Escala (PAN MAPE) de ouro, documento que estabelece estratégias, ações e metas para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil.
A iniciativa integra a estratégia do MME de ampliar a participação de representantes do Governo, da sociedade civil e de outras instituições envolvidas no tema na construção do plano. O GT constitui um importante espaço de articulação entre os diversos atores que acompanham a implementação da Convenção de Minamata sobre Mercúrio no Brasil. Entre suas atribuições está o acompanhamento das ações relacionadas à mineração artesanal e em pequena escala de ouro, atividade que tem no garimpo de ouro sua principal expressão no contexto brasileiro.
Representando o MME, a diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração, Julevânia Olegário, apresentou a versão preliminar do PAN MAPE, que visa estabelecer ações e diretrizes para eliminar, no menor tempo possível, o uso de mercúrio na mineração artesanal e em pequena escala de ouro no Brasil, promovendo práticas mais seguras e sustentáveis para a atividade.
Segundo ela, o plano busca conciliar a importância socioeconômica do garimpo legal com a adoção de medidas que reduzam impactos ambientais e riscos à saúde das populações envolvidas.
“O papel do MME é promover políticas públicas que ofereçam alternativas viáveis para que essa atividade seja realizada de forma responsável, ambientalmente sustentável e socialmente justa. O PAN MAPE representa um importante avanço nesse processo e reforça o compromisso do Brasil com a eliminação do uso do mercúrio no garimpo de ouro”, destacou a diretora.
A próxima etapa prevê a disponibilização do documento para consulta pública, ampliando a participação da sociedade civil, do setor produtivo, da academia e dos demais interessados na construção das ações que irão compor a versão final do plano.
A iniciativa reforça o compromisso do MME com o desenvolvimento sustentável da atividade mineral, alinhando a produção de ouro às melhores práticas ambientais e às diretrizes internacionais de proteção à saúde e ao meio ambiente.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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