Brasil
Nova emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica moderniza o acesso ao sistema de transmissão
O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, na última sexta-feira (12/12), a aprovação da segunda emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) de 2025. O documento define novas instalações de transmissão e distribuição, além de equipamentos necessários à expansão das redes elétricas em diversas regiões do país.
A nova emissão é motivada pela instituição da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), estabelecida pelo Decreto nº 12.772/2025, publicado em 8 de dezembro de 2025. A política introduz novas diretrizes com o objetivo de modernizar o acesso à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN).
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que essa nova publicação reflete o compromisso do Governo do Brasil com o planejamento de longo prazo e a confiabilidade do SIN. “Essa atualização do Plano de Outorgas é mais um passo concreto para modernizar o setor elétrico brasileiro. Estamos atentos às demandas reais do sistema e dos agentes, antecipando necessidades e garantindo que a infraestrutura de transmissão acompanhe o crescimento do país. É assim que fortalecemos a segurança do fornecimento, damos previsibilidade ao setor e preparamos o sistema elétrico para os desafios atuais e futuros”, afirmou.
Um dos destaques desta edição são os estudos técnicos conduzidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que avaliaram expansões da rede com essa finalidade. As análises indicaram a necessidade de instalação de compensadores síncronos em pontos estratégicos da rede de 500 kV da Região Nordeste. Esses equipamentos aumentam a estabilidade e a capacidade de transmissão do sistema elétrico, facilitando a integração de grandes cargas em áreas com alta participação de renováveis.
Além disso, o documento contempla obras relevantes para o atendimento em diferentes regiões do país, com ênfase nos reforços da Rede Básica de Fronteira (RBF) e das Demais Instalações de Transmissão (DIT), consideradas de necessidade sistêmica imediata. Esses empreendimentos envolvem, majoritariamente, a substituição, modernização ou instalação de unidades transformadoras de potência, com o objetivo de mitigar restrições operativas, reforçar a confiabilidade do suprimento e viabilizar o atendimento ao crescimento projetado da carga das distribuidoras.
Com a publicação desta edição do POTEE, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) inicia os procedimentos necessários para a contratação das novas infraestruturas definidas pelo poder concedente, seja por meio de processos licitatórios, seja por autorizações, conforme a classificação de cada empreendimento.
Acesse aqui o POTEE 2025.
Plano de Outorgas de Transmissão
O Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) é o instrumento pelo qual o poder concedente consolida os resultados dos estudos de planejamento da transmissão elaborados pela EPE e do Plano de Ampliações e Reforços (PAR/PEL), desenvolvido pelo ONS. O documento define, em caráter determinativo, os equipamentos e as instalações necessárias à expansão e ao reforço do SIN.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares
Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.
Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.
A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.
O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.
O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).
Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).
Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.
A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.
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