Brasil
Navegação brasileira cresce em fevereiro, aquecendo o comércio e a economia
O setor de portos e hidrovias fechou fevereiro com resultados positivos na navegação, registrando uma movimentação total de 101,0 milhões de toneladas. O volume representa alta de 3,78% em comparação com o período anterior, evidenciando a capacidade de expansão do comércio exterior e da logística interna do país.
Os dados revelam um desempenho forte nos Terminais de Uso Privado (TUPs), que movimentaram 67,7 milhões de toneladas, um aumento de 8,90%. A performance dos TUPs representa a importância dos investimentos privados e da eficiência operacional para o avanço do setor.
Entre os destaques de crescimento, o Porto de Suape (PE) se sobressaiu com um aumento de 19,3%, movimentando 2,1 milhões de toneladas. O terminal marítimo Ponta Ubu (ES) apresentou um crescimento ainda maior, de 83%, com 1,4 milhão de toneladas movimentadas, demonstrando o potencial de regiões estratégicas para o escoamento de cargas.
A navegação de longo curso, essencial para o comércio internacional, cresceu 3,6%, atingindo 69,1 milhões de toneladas. A cabotagem, que impulsiona o transporte de cargas entre portos brasileiros, também registrou um aumento representativo de 8,2%, com 24,5 milhões de toneladas.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os resultados de fevereiro são um reflexo do trabalho contínuo e dos investimentos estratégicos que o ministério está realizando para modernizar e expandir nossa infraestrutura portuária e aquaviária. “Nosso compromisso é com a otimização logística e a integração de modais, garantindo que o Brasil continue a fortalecer sua posição no cenário global do comércio. Estamos focados em atrair mais investimentos privados e em promover a inovação para que o setor continue a ser um pilar para o desenvolvimento econômico do país e a geração de empregos”, comentou Tomé Franca.
“Estamos focados em atrair mais investimentos privados e em promover a inovação para que o setor continue a ser um pilar para o desenvolvimento econômico do país e a geração de empregos” Tomé Franca
Em se tratando dos tipos de carga, o granel líquido teve um aumento de 11,2%, alcançando 26,9 milhões de toneladas. A carga conteinerizada também demonstrou bom desempenho, com um aumento de 10,2% na movimentação de 12,4 milhões de toneladas, e um crescimento de 14,1% em unidades equivalentes a vinte pés, totalizando 1,2 milhão de TEUs. As cargas de granel sólido cresceram 0,2%, somando 57 milhões de toneladas.
Mercadorias específicas apresentaram desempenhos expressivos. O carvão mineral registrou um aumento de 48,8%, com 1,6 milhão de toneladas movimentadas. O sal cresceu 39,1%, atingindo 741 mil toneladas, e o óleo bruto de petróleo teve um acréscimo de 16,2%, com 17,7 milhões de toneladas.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Governo do Brasil amplia as formas de participação social para o setor da pesca e aquicultura
A 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (4ªCNAP) é um importante espaço de diálogo e participação social para discutir o presente e o futuro da pesca e da aquicultura no Brasil. Dentre as diversas etapas estão conferências livres e temáticas, conferências estaduais e distrital, etapa virtual e a etapa nacional, que acontecerá em novembro.
Com o tema “Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado”, esta edição marca a reconstrução da gestão participativa no setor, integrando conhecimentos científicos e saberes tradicionais para construir um Brasil mais resiliente e socialmente justo. A Conferência busca ampliar o diálogo e construir, de forma coletiva, propostas que fortaleçam o setor, garantam direitos, promovam o desenvolvimento sustentável e assegurem a continuidade das políticas públicas.
A etapa virtual está disponível até o dia 03 de julho (sexta-feira), através da plataforma Brasil Participativo. Todos os cidadãos com cadastro no site gov.br podem enviar as propostas.
O processo da 4ª CNAP foi deflagrado pelo Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), reafirmando o papel da sociedade civil na construção de propostas e diretrizes para políticas públicas duradouras. A última edição da Conferência Nacional ocorreu em 2009 e a retomada do processo representa um avanço significativo para o fortalecimento da participação social no setor.
Ao longo do processo, serão debatidos temas como a valorização da pesca artesanal e das comunidades tradicionais, o desenvolvimento sustentável da aquicultura, a geração de emprego e renda, a equidade de gênero, o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado, o ensino, a pesquisa, a inovação e os desafios relacionados às mudanças climáticas.
A Etapa Nacional da Conferência será realizada entre os dias 11 e 13 de novembro, em Brasília (DF), presidida pelo Ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Edipo Araujo. O processo contará com o apoio do CONAPE e será organizado pela Comissão Organizadora Nacional, com participação de diferentes áreas do MPA. O Governo Federal reafirma o compromisso com a participação social para a melhoria do setor aquícola e pesqueiro.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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