Economia
Na Índia, secretário-executivo do MDIC debate economia de impacto e fomento à inovação
O fortalecimento da iniciativas de Economia de Impacto entre Brasil e Índia esteve entre os temas tratados pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, em Nova Délhi, onde integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita ao país asiático, iniciada na quinta-feira (19/2).
Já na quinta, Elias Rosa esteve na Wadhwani Foundation, uma organização filantrópica global, sem fins lucrativos, fundada em 2001, debatendo convergências entre as políticas públicas do governo brasileiro e as iniciativas desenvolvidas pela fundação no Brasil e internacionalmente.
“A economia de impacto é uma prioridade da política de desenvolvimento produtivo, ao criar um ambiente favorável para investimentos responsáveis, fomentar a inovação e viabilizar soluções com impacto social e ambiental em escala nacional”, destacou o secretário-executivo.
No encontro, foi apresentada a Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto) como marco estruturante. Liderada pelo MDIC, a política tem o objetivo de ampliar a oferta de capital, fortalecer negócios de impacto e avançar na construção de um ambiente regulatório favorável.
Nesta sexta (20/2), Márcio Elias participou da inauguração do 1º escritório da ApexBrasil em Nova Délhi, na Índia. É a 11ª sede internacional da agência. A iniciativa representa um avanço estratégico no fortalecimento das relações comerciais bilaterais entre Brasil e Índia.
A abertura do escritório consolida a presença permanente do Brasil em um mercado estratégico, ampliando o apoio às empresas nacionais interessadas em exportar, atrair investimentos e acompanhar, de forma mais próxima, as oportunidades geradas pelo dinamismo da economia indiana.
De acordo com o perfil de comércio e investimentos da Índia elaborado pela ApexBrasil, foram identificadas cerca de 378 oportunidades de exportação para o Brasil em setores como minerais, máquinas, alimentos, tecnologias em saúde e energias renováveis. Em 2025, as exportações brasileiras para a Índia atingiram um recorde histórico, somando US$ 6,9 bilhões, o maior valor registrado nos últimos vinte anos.
Relações Brasil–Índia
A visita à Índia ocorre em um contexto de fortalecimento das relações entre os dois países. Em 2025, o comércio bilateral alcançou US$ 15 bilhões, maior valor da série histórica, com crescimento de 25,5% em relação ao ano anterior.
Brasil e Índia estabeleceram a meta de alcançar US$ 20 bilhões em comércio até 2030 e iniciaram negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial Mercosul–Índia.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Retomada do diálogo comercial Brasil – EUA – Nota Conjunta MRE/MDIC
Como consequência das conversas mantidas pelos Presidentes Lula e Donald Trump, os Ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reuniram-se, de maneira virtual, na tarde de hoje, com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, com o intuito de avançar nas negociações em torno de duas decisões recentes daquele país em aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
O lado brasileiro reafirmou estar aberto ao diálogo com as autoridades norte-americanos, em linha com os históricos laços de amizade e de comércio mutuamente benéfico que marcam as relações entre os dois países.
Os Ministros reiteraram, ademais, que o governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o País, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio. Uma vez mais, indicaram que as justificativas apresentadas pelo Governo dos Estados Unidos nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil.
As partes concordaram em voltar a reunir-se em nível ministerial, em data oportuna, a fim de revisar o progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas.
Admitiu-se, ainda, que as próximas reuniões sejam virtuais ou presenciais.
O governo brasileiro reitera que seguirá perseguindo um acordo equilibrado e mutuamente benéfico com os EUA, pautando-se sempre pelo respeito ao diálogo e à soberania nacional.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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