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Na Espanha, Fundação Araucária lança programa de cooperação em CT&I Paraná-Catalunha

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Uma delegação paranaense liderada pela Fundação Araucária cumpre nesta semana uma agenda em Barcelona, na Espanha, com o objetivo de ampliar a cooperação internacional em Ciências da Vida e da Saúde. A missão, que começou segunda-feira (13) e segue até esta quinta (16), reúne representantes de universidades, hospitais, centros de pesquisa, setor público e empresas, em uma estratégia voltada à consolidação do ecossistema de inovação no Paraná.

Entre os destaques das atividades está o lançamento do programa Interconexões em CT&I Paraná-Catalunha, que tem como objetivo fortalecer a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação, conectando pesquisadores paranaenses a profissionais e instituições de excelência vinculados à Catalunha. O lançamento aconteceu em encontro com dirigentes, pesquisadores e cientistas da Universidade Barcelona.

Também foi apresentado o programa Ganhando o Mundo da Ciência, que proporciona a alunos de graduação, que estão ou estiveram em estágio de Iniciação Científica no Paraná, a oportunidade de realizar mobilidade internacional por um período de até três meses, a depender das áreas prioritárias para a consolidação da cooperação internacional.

O programa Interconexões busca estimular a formação de redes colaborativas, promover o intercâmbio de conhecimento e ampliar a inserção do Paraná em ambientes globais de pesquisa. “Com investimento inicial de cerca de R$ 3 milhões, o Interconexões Paraná-Catalunha prevê o apoio a projetos conjuntos entre universidades, centros de pesquisa e empresas, incentivando a mobilidade acadêmica e o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas estratégicas”, destacou a top manager da Fundação Araucária e coordenadora do programa, Maria Zaira Turchi.

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O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, ressaltou que a missão busca estruturar, no Paraná, um modelo semelhante ao adotado na Catalunha, referência internacional no setor. “A delegação paranaense reúne importantes representantes da comunidade científica e tecnológica na área da saúde. Esperamos, nos próximos anos, consolidar o Cluster Paraná de Ciências da Vida e da Saúde, inspirado no modelo da Catalunha, que hoje responde por mais de 7% da produção de saúde da Europa. Esse resultado não aconteceu por acaso, mas por meio de uma estratégia estruturada”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa envolve a articulação entre universidades, hospitais universitários, poder público e empresas. “Estamos aqui para estreitar laços e construir, ao longo dos próximos meses e anos, um cluster dinâmico e consistente, com a participação de instituições e empresas como a Prati Donaduzzi e o Biopark”, completou.

A missão também anunciou a chamada pública voltada a pesquisas clínicas. Segundo a assessora de Relações Internacionais da Fundação Araucária, Eliane Segati, serão investidos R$ 20 milhões voltados a pesquisas clínicas, fortalecendo de forma concreta a cooperação internacional em saúde e inovação. “Com esta delegação, que representa o ecossistema de ciências da vida e da saúde do Paraná, reafirmamos o nosso compromisso com parcerias estratégicas e com o avanço da ciência de impacto global”, ressaltou Eliane. 

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A programação da missão conta, ainda, com reuniões institucionais, visitas técnicas e assinatura de acordos com instituições de referência, como a Universidade de Barcelona e o Hospital Vall d’Hebron. Inclui também visitas a centros de pesquisa biomédica, parques de inovação e empresas de biotecnologia, como a SpliceBio, além de encontros com lideranças científicas e gestores de saúde. 

A delegação também conta com representantes de instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fiocruz Paraná, hospitais universitários e a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, reforçando a integração entre pesquisa, assistência e inovação. 

INTERCONEXÕES – O Programa Interconexões em Ciência, Tecnologia e Inovação: Paraná–Catalunha busca impulsionar a formação de redes colaborativas, promovendo a troca de conhecimento e o desenvolvimento conjunto de projetos estratégicos. 

O edital, de R$ 3 milhões, prevê apoio a propostas que envolvam universidades, centros de pesquisa e empresas, estimulando a mobilidade acadêmica e a integração entre ciência e inovação. As manifestações de interesse dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) vão até 13 de maio e dos pesquisadores brasileiros vinculados a instituições da Catalunha ocorrem a partir de 10 de junho. O prazo de submissão de propostas de colaboração Paraná-Catalunha vai até 30 de junho. 

Fonte: Governo PR

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Atuação do MPPR e de forças de segurança resulta na prisão de foragido por mais de 20 anos após matar ex-companheira em 1989

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Atuação do Ministério Público do Paraná, em conjunto com a Polícia Federal e outras forças de segurança pública, resultou na prisão nesta quarta-feira, 15 de abril, em Assunção, no Paraguai, de um homem foragido por pouco mais de 20 anos após condenação pelo assassinato da ex-companheira cometido em 1989 em Londrina, no Norte Central do estado. Ele estava sendo procurado desde 1995 e foi preso na operação Memento Mei.

O caso – O crime ocorreu em 6 de agosto de 1989 no apartamento em que a vítima vivia, no Centro de Londrina. Eles tinham uma filha e estavam separados havia dois anos. Na época do crime, o autor tinha 23 anos, e a vítima, morta com 72 facadas, apenas 21. O caso teve ampla repercussão, inclusive nacional. O homicida passou por sucessivos julgamentos no Tribunal do Júri e, mesmo após sua condenação e decretação de prisão preventiva, nunca chegou a ser preso pelo crime. Na época, não existia na legislação brasileira o feminicídio, tanto como crime autônomo como qualificadora do crime de homicídio.

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A prisão decorreu de ampla apuração conduzida ao longo dos anos pelo Ministério Público do Paraná, que contou com troca de informações estratégicas com a Polícia Federal, as polícias militares do Paraná e de São Paulo e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), que executou o mandado de prisão expedido pela Vara Criminal de Londrina. Ele será entregue às autoridades brasileiras na fronteira com o Paraguai, e iniciará o cumprimento da pena de reclusão à qual foi condenado, de 19 anos e 6 meses de reclusão.

Significado – O termo em latim Memento Mei significa “lembre-se de mim”, em alusão ao não esquecimento das vítimas de feminicídio pelo Ministério Público brasileiro e pelas demais instituições do sistema de justiça e das forças de segurança do país.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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