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Na COP6 de Minamata, MMA fortalece compromissos brasileiros para proteger saúde humana e natureza dos efeitos do mercúrio

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) encerrou nesta sexta-feira (7/11) sua participação na 6ª Conferência das Partes (COP6) da Convenção de Minamata sobre Mercúrio, em Genebra, na Suíça, como ator-chave para consolidar o Brasil como referência na implementação do tratado internacional, que busca proteger a saúde humana e a natureza contra os efeitos nocivos do metal.

“O Brasil tem avançado de forma firme e articulada para eliminar o uso do mercúrio, proteger populações vulneráveis e fortalecer a governança ambiental. Nosso compromisso é implementar a Convenção de Minamata de maneira efetiva e integrada, com justiça ambiental e desenvolvimento sustentável”, disse a diretora de Qualidade Ambiental do MMA e ponto focal técnico da convenção no país, Thaianne Resende. 

A conferência, realizada de 3 a 7 de novembro, aprovou decisões que refletem as propostas defendidas pelo Brasil.

Declarações em Genebra

O país garantiu que cumprirá o prazo final de 2025 para eliminar o uso de mercúrio metálico nas últimas três plantas de cloro-álcalis em funcionamento, sem solicitar prorrogação. Este é um marco histórico na descontinuidade do metal na indústria. No campo da saúde pública, o Ministério da Saúde (MS) confirmou a antecipação do prazo de eliminação gradual das amálgamas dentárias no Sistema Único de Saúde (SUS) para 2030, adiantando-se à meta global definida para 2034.

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Amazônia, justiça socioambiental e financiamento

A delegação brasileira obteve sucesso em pautar propostas voltadas à justiça socioambiental e à Amazônia. Foi aprovado o fortalecimento das medidas de rastreabilidade, transparência e transição justa no setor de mineração de ouro artesanal e em pequena escala (MAPE)

“Temos um papel central no diálogo entre governo e sociedade civil, e seguiremos atuando para assegurar que o Plano Nacional de Ação da MAPE, atualmente em elaboração pelo Ministério de Minas e Energia (MME), seja amplamente debatido com outras instituições governamentais e não governamentais, fortalecendo a transparência, a participação e a construção coletiva de soluções”, destacou Thaianne.

 Essas medidas são cruciais, considerando o lançamento, em outubro e novamente durante a conferência, do relatório inédito Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança, que revela a complexidade das redes criminosas transnacionais ligadas ao comércio ilícito do metal. O relatório é resultado de ação conjunta entre a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o MMA.

Além disso, foi aprovada a ampliação do mecanismo financeiro da Convenção para apoiar o monitoramento ambiental e humano, com ênfase nas terras indígenas e comunidades tradicionais — uma proposta central defendida pelo MMA.

Outra agenda apresentada em evento paralelo, coordenado pelo MMA, foi a Calculadora de Impactos do Garimpo, desenvolvida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Conservation Strategy Fund (CSF), utilizada para mensurar os impactos ambientais e sociais da mineração ilegal de ouro.

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Fortalecimento da governança

O MMA apresentou na COP6 uma série de ações estruturantes, como a instituição do Grupo de Trabalho Permanente da Convenção de Minamata no âmbito da Comissão Nacional de Segurança Química (CONASQ), visando a coordenação interministerial. Este avanço segue o diagnóstico detalhado do Relatório Final do Projeto de Avaliação Inicial (MIA) das fontes e liberações de mercúrio. 

O país conduz o monitoramento ambiental inédito nas Terras Indígenas Yanomami, Munduruku e Kayapó. O MMA também facilitou a apresentação de ações do MS e do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), como o desenvolvimento de Manual Técnico para Atendimento de Indígenas Expostos ao Mercúrio e de um plano estratégico para medidas de atenção, vigilância e promoção à saúde de populações expostas ao mercúrio.

Delegação brasileira

Além do MMA, MS, MPI, MME e Abin, a delegação brasileira teve a participação de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

[email protected]

(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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SUS registra aumento de 138% na distribuição de medicamentos para parar de fumar

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O Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado nas ações de combate ao tabagismo. Nos anos de 2022 e 2025, a distribuição de medicamentos para o tratamento da dependência de nicotina registrou um aumento de 138,51%. Em números absolutos, o volume de itens enviados a estados e municípios saltou de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades. Os dados reforçam a importância do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no último domingo (31/05).

A oferta dos itens integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que tem a disponibilização dos medicamentos coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde.

Para a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o crescimento dos números reflete diretamente a busca dos cidadãos por uma vida mais saudável. “Esse aumento evidencia o desejo da população por apoio especializado para abandonar o cigarro, cenário que reforça a importância das políticas públicas de prevenção e tratamento”.

A assistência farmacêutica oferecida pelo SUS conta atualmente com cinco itens essenciais para o suporte aos pacientes na dependência do tabagismo: o cloridrato de bupropiona (150 mg), a goma de mascar de nicotina (2 mg) e os adesivos transdérmicos de nicotina em três dosagens (7 mg, 14 mg e 21 mg). A estratégia também abrange ações de educação em saúde.

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De acordo com a secretária, a prioridade da pasta é assegurar estoques desses medicamentos em todo o país. “Assumimos o compromisso com o fortalecimento das estratégias de abastecimento, distribuição e promoção do uso racional dos medicamentos utilizados no combate ao tabagismo. Garantir que o tratamento farmacológico chegue a quem precisa, de forma contínua, segura e orientada, é um pilar inegociável para o sucesso dessa política de saúde”, ressaltou De Negri.

Confira a relação dos itens distribuídos:

Medicamento 2022 2025
Bupropiona 150 mg 8.682.800 18.628.500
Adesivo de nicotina 7mg 3.136.805  6.326.558
Adesivo de nicotina 14mg 3.141.159  8.135.477
Adesivo de nicotina 21mg 3.581.018  8.897.007
Goma de nicotina 2mg 1.008.240 4.641.540

Roberta Paola e Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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