Paraná
Museu da Escola Paranaense preserva memória da educação pública do Paraná
Carteiras de madeira, cadernos antigos, materiais pedagógicos históricos e uma reprodução fiel das salas de aula das décadas de 1940 e 1950 chamaram a atenção de estudantes do Colégio Estadual Professora Rosilda de Souza Oliveira, de Piraquara, durante visita ao Museu da Escola Paranaense (MEP), em Curitiba. Vinculado à Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), o espaço preserva documentos, objetos e registros que ajudam a contar a trajetória da educação pública paranaense ao longo das décadas.
Localizado na Rua Bispo Dom José, 2006, o museu recebe estudantes das redes municipal, estadual e privada, além de pesquisadores, universitários, profissionais da educação e interessados em geral. O museu possui entrada gratuita e recebe visitas de escolas mediante agendamento prévio. Além do percurso guiado pelo acervo, os estudantes também participam de atividades pedagógicas desenvolvidas de acordo com a faixa etária das turmas.
Pela primeira vez no Museu, a aluna Emanuely Monteiro da Silva, 10 anos, se surpreendeu com as diferenças entre as salas de aula antigas e a realidade atual das escolas. “O que mais me chamou atenção foi a sala de aula antiga. É bem diferente da nossa escola hoje”, afirmou.
O também estudante Oliver Dias Alves Cabral Santana, 11 anos, destacou a experiência de conhecer objetos históricos utilizados por estudantes de outras gerações. “O que mais me chamou atenção foram as carteiras antigas e os materiais usados pelos alunos antigamente. Nunca tinha visto alguns objetos”.
Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o museu aproxima os estudantes da trajetória da educação pública paranaense. “Preservar esta memória é reconhecer a trajetória de milhares de estudantes e professores que ajudaram a construir a história da escola paranaense. O museu permite que os alunos conheçam essa evolução e fortaleçam o sentimento de pertencimento”, afirmou.
O professor Sandro Aparecido da Rocha, responsável pelo agendamento e acompanhamento dos estudantes do colégio de Piraquara durante a visita, explica que a atividade foi organizada como parte das ações sobre memória e fontes históricas desenvolvidas com as turmas do sexto ano.
Para ele, a experiência ajuda os alunos a relacionar o conteúdo trabalhado em sala de aula com a história da educação pública. “A visita aproxima os estudantes da história da educação e permite que eles conheçam, na prática, como era a realidade das escolas antigamente. Muitos nunca tinham visitado um museu antes”, afirmou.
ACERVO – Reinaugurado no fim de agosto de 2025, o espaço já recebeu mais de 1,3 mil visitantes entre estudantes, pesquisadores e comunidade em geral. O Museu da Escola Paranaense conta com três salas de exposição permanente, além de um hall de entrada com fotografias históricas de estudantes e ambientes temáticos que recriam o cotidiano escolar de diferentes períodos da educação brasileira.
Entre os espaços que mais despertam o interesse dos visitantes está a reprodução de uma sala de aula antiga, montada com mobiliário original, materiais pedagógicos, documentos e objetos utilizados no ambiente escolar da época.
O ambiente chamou a atenção dos estudantes pelas diferenças em relação às salas de aula atuais e pelos objetos históricos preservados no espaço. Os alunos Damarys Celestina Aguiar e Samuel Chagas, ambos com 11 anos, ficaram encantados pelo quadro preto, pelas fotografias históricas e pelos materiais pedagógicos utilizados antigamente. Já Lucas Alexandre Kunkel dos Santos, 11 anos, destacou os instrumentos utilizados no aprendizado de matemática. “Achei interessante conhecer o ábaco e outros objetos antigos usados nas escolas”, afirmou.
PATRIMÔNIO – Segundo a diretora-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), Eliane Teruel Carmona, o órgão contribuiu diretamente para a ampliação e revitalização do espaço, com doações de peças e apoio para a reinauguração do museu.“Foram mais de 2,1 mil peças doadas para o acervo fotográfico e mais de 50 itens para o acervo audiovisual, além da viabilização dos recursos para a reinauguração”, afirmou.
Para Eliane, o museu também contribui para preservar a memória da educação pública paranaense e aproximar estudantes e comunidade da história das instituições de ensino do Estado.
A coordenadora do museu, Vânia Maria Pereira Machado, conta que o acervo reúne cerca de 1 mil livros catalogados, mais de 1,2 mil documentos históricos, aproximadamente 405 objetos pedagógicos e cerca de 5 mil fotografias relacionadas à trajetória da educação pública no Paraná. “Muitos estudantes se surpreendem ao conhecer como eram as salas de aula e os materiais utilizados antigamente. O museu ajuda a preservar essa memória e permite que diferentes gerações compreendam a evolução da educação pública no Paraná”.
O edifício que abriga o Museu da Escola Paranaense também possui relevância histórica. A construção foi erguida em 1906 para sediar a antiga Casa Escolar Cruz Machado, uma das referências da educação pública no início do século XX no Paraná. A arquitetura preserva características históricas como janelas centenárias, estrutura original e elementos que remetem ao período de expansão da educação pública paranaense.
O MEP foi oficialmente criado pelo Decreto nº 8.242/2013 com a finalidade de preservar, conservar e expor o patrimônio histórico e cultural das escolas públicas do Paraná. Após períodos em que o imóvel foi cedido para outros órgãos estaduais, entre eles a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a Seed-PR reassumiu integralmente o espaço em 2023, retomando o projeto de fortalecimento do museu e reorganização do acervo histórico.
Serviço:
Museu da Escola Paranaense
Rua Bispo Dom José, 2006 – Batel – Curitiba
Atendimento de terça a sexta-feira, das 9h às 17h
Visitas escolares mediante agendamento prévio pelo e-mail: [email protected]
Fonte: Governo PR
Paraná
Estado cria novos departamentos para operações especiais e combate ao crime organizado na PCPR
A Polícia Civil do Paraná ganha uma estrutura mais especializada para combater o crime organizado e atuar em operações de alto risco a partir de uma nova legislação aprovada nesta semana na Assembleia Legislativa. A Lei Orgânica da PCPR cria o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado, o DRACO, organiza o Departamento de Operações Especiais, o DOESP, e estabelece o Departamento de Inteligência Policial, o DIP, consolidando três grandes frentes de atuação com atribuições definidas em lei.
A nova legislação ainda moderniza a estrutura institucional da Polícia Civil após mais de quatro décadas do antigo Estatuto da Polícia Civil do Paraná, instituído pela Lei Complementar nº 14, de 1982, revogada pela nova lei. A atualização prepara a PCPR para os desafios atuais da segurança pública, com uma organização voltada à investigação qualificada, ao uso estratégico da inteligência, à atuação integrada e à resposta operacional especializada.
O secretário da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, afirma que a nova lei representa avanço na capacidade institucional da Polícia Civil. “A nova Lei Orgânica organiza a PCPR para enfrentar crimes cada vez mais complexos, com mais especialização, inteligência e capacidade operacional. O Paraná passa a contar com uma estrutura própria para combater organizações criminosas, sem abrir mão da atuação especializada em situações de alto risco”, diz.
O delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, destaca que a nova Lei Orgânica moderniza a instituição e fortalece todas as áreas da Polícia Civil. “Essa legislação organiza a Polícia Civil para o presente e para o futuro. Estamos falando de uma estrutura mais eficiente, mais especializada e mais preparada para investigar crimes complexos, apoiar o trabalho dos policiais e entregar melhores resultados à sociedade paranaense”, afirma.
DRACO E DOESP – O DRACO nasce com atribuição legal para identificar, investigar e desarticular organizações criminosas em todo o Paraná, incluindo crimes que envolvam mais de um município ou outros estados da federação. O novo departamento concentra investigação e inteligência voltadas ao enfrentamento de grupos com estrutura organizada, divisão de tarefas e atuação em crimes de maior impacto social.
Com reforço de delegados e policiais especializados, a PCPR passa a ter uma unidade própria para padronizar ações, integrar informações e ampliar a repressão qualificada contra o crime organizado. A atuação busca alcançar não apenas os autores diretos dos crimes, mas também lideranças, redes de apoio e estruturas que sustentam a atividade criminosa.
Já o DOESP organiza a atuação das equipes especializadas da Polícia Civil em situações críticas, operações de alto risco ou alta complexidade, resgate de reféns, investigação de sequestros e extorsões mediante sequestro, além de apoio tático-operacional às demais unidades da PCPR em todo o Estado. O departamento concentra o emprego de recursos e técnicas especiais nas ocorrências de maior risco e complexidade, ampliando a capacidade de apoio tático-operacional às unidades da PCPR em todo o Estado.
Com a nova lei, por exemplo, a experiência acumulada pelo Centro de Operações Policiais Especiais da PCPR (Cope) no enfrentamento ao crime organizado será fortalecida. A frente investigativa e de inteligência do Cope passa a integrar o DRACO, com reforço de delegados e policiais especializados. Já a atuação tático-operacional de operações especiais será organizada no DOESP, junto com outras equipes especializadas da Polícia Civil.
O novo modelo distribui as competências de forma mais técnica e eficiente. A investigação contra o crime organizado ganha o DRACO, as operações especiais ganham o DOESP e a inteligência policial ganha coordenação estratégica por meio do DIP. A mudança preserva a experiência acumulada pelas equipes especializadas e amplia a capacidade da Polícia Civil de atuar contra crimes complexos, violentos e organizados.
DIP – Em paralelo, o DIP planeja, coordena, orienta, supervisiona e controla as atividades de inteligência de segurança pública no âmbito da Polícia Civil. O departamento produz e protege conhecimentos para subsidiar a alta direção da PCPR, acompanha ameaças reais ou potenciais e organiza o Sistema Estadual de Inteligência da Polícia Civil, com integração entre unidades e preservação do sigilo das atividades.
MODERNIZAÇÃO INSTITUCIONAL – Além das mudanças voltadas ao enfrentamento do crime organizado, a nova Lei Orgânica reorganiza a estrutura da Polícia Civil em áreas de direção, assessoramento, apoio instrumental e execução. O modelo dá mais clareza às atribuições internas, melhora a coordenação administrativa e operacional e fortalece a capacidade de planejamento da instituição.
A legislação também reforça áreas estratégicas para o funcionamento da PCPR, como formação e capacitação dos policiais civis, tecnologia da informação e inovação, controle interno, identificação humana, gestão de dados e atuação especializada em crimes patrimoniais, cibernéticos, homicídios, corrupção e proteção a vulneráveis. A modernização amplia a eficiência institucional e permite respostas mais adequadas às diferentes formas de criminalidade.
Com a nova Lei Orgânica, o Governo do Paraná consolida uma Polícia Civil mais especializada, com investigação dedicada ao crime organizado, operações especiais estruturadas para situações de alto risco e inteligência policial com coordenação estratégica. Durante toda a gestão do governador Ratinho Junior, iniciada em 2019, foram incorporados 1.624 novos policiais civis, sendo 1.217 agentes de polícia judiciária, 285 delegados e 122 papiloscopistas.
Fonte: Governo PR
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