Brasil
Mulheres que transformam: políticas públicas, inclusão e sustentabilidade na COP30
O estande “Conheça o Brasil”, do Ministério do Turismo, na Green Zone da COP30, sediou nessa segunda-feira (17.11) o painel “Futuro é Feminino”, que debateu a importância da participação de mulheres na construção de políticas públicas.
O encontro reuniu a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes; a prefeita de Ulianópolis (PA), Kelly Destro; a vereadora Nay Barbalho, da capital paraense, e a diretora executiva da Rede Amazônica de Política para Mulheres, Natasha Vasconcelos.
Idealizadora do painel, Ana Carla Lopes – primeira mulher da história a liderar a Secretaria Executiva do Ministério do Turismo – apontou o aumento da presença feminina no corpo funcional do órgão.
“Nunca tinha tido uma mulher nesse lugar. Hoje, o Ministério do Turismo é um dos ministérios com mais mulheres em cargos de direção. Representação só existe se for coletiva”, enfatizou a secretária Ana Carla, lembrando que, de forma inédita, a COP30 terá dias dedicados ao turismo, evidenciado o papel do setor na superação de desafios do clima.
A prefeita Kelly Destro destacou o trabalho de conscientização ambiental realizado na educação pública de Ulianópolis, a fim de criar um legado na área. Ela apontou a criação das “salas floresta”, onde alunos aprendem sobre sustentabilidade plantando, cuidando de árvores e entendendo que “quem ama cuida”. “Essa frase é feminina”, salientou Kelly, que celebrou o destaque de Ulianópolis pelo turismo ecológico praticado no Rio Gurupi.
Já a vereadora Nay Barbalho, advogada e referência na pauta do Transtorno do Espectro Autista (TEA), frisou que a inclusão é condição para qualquer projeto de sustentabilidade. A parlamentar citou trabalhos desenvolvidos em Belém para promover o empreendedorismo inclusivo e transformar a cidade em referência nacional, indicando o papel do turismo como ferramenta de autonomia feminina.
“Precisamos não só de mais mulheres na política, mas de mulheres de verdade. Aquelas que falam com coragem, que lutam com coerência e que ocupam espaços por causa, não por conveniência”, defendeu Nay. Já Natasha Vasconcelos ressaltou que, apesar de o painel ter a palavra “futuro” como tema, as mulheres, mesmo em meio a desafios, já ocupam a linha de frente da política, da gestão pública e do cuidado.
O debate deixa uma mensagem clara: o futuro é feminino, sim, mas só existe se vier acompanhado de inclusão, verdade, coragem, políticas públicas e mulheres que não desistem.
INCLUSÃO – O Ministério do Turismo possui atualmente a Assessoria de Participação Social e Diversidade, que trabalha temas a exemplo da pauta feminina. O órgão disponibiliza uma série de materiais que orientam prestadores de serviços turísticos quanto ao adequado atendimento de diferentes públicos no setor, como mulheres, pessoas com deficiência, turistas LGBTQIA+ e idosos. Acesse AQUI as cartilhas.
PROGRAMAÇÃO – O estande do Ministério do Turismo tem uma programação robusta e estratégica ao longo da COP30. No Auditório Carimbó, especialistas nacionais e internacionais participam de debates de alto nível sobre turismo regenerativo, financiamento climático, justiça ambiental e a valorização de comunidades tradicionais, promovendo reflexões essenciais ao futuro do ramo.
Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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