Paraná
Mulher Segura: forças estaduais promovem ações com moradores de Guaraqueçaba
Os moradores da comunidade de Almeida, em Guaraqueçaba, no Litoral do Estado, foram atendidos nesta quarta-feira (18) durante uma ação conjunta do PCPR na Comunidade e do Programa Mulher Segura, que levou serviços de polícia judiciária, orientações e ações de proteção social diretamente à população local.
A iniciativa foi estruturada para atender uma região de difícil acesso, onde o deslocamento até unidades policiais representa um obstáculo. O translado das equipes foi realizado pela Patrulha Costeira, do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), possibilitando os atendimentos na própria comunidade e aproximando os serviços do Estado dos moradores.
No local, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) promoveu ações voltadas à cidadania, como a confecção de documentos de identidade, orientações e encaminhamentos ligados às políticas de proteção. “Quando a distância vira obstáculo, o Estado precisa se aproximar. O PCPR na Comunidade leva atendimento, orientação e encaminhamentos essenciais diretamente às pessoas, com respeito e agilidade”, afirmou o coordenador do programa PCPR na Comunidade, João Mário Goes.
De forma integrada, o Programa Mulher Segura atuou com foco na prevenção e no enfrentamento da violência doméstica, por meio de abordagens diretas à população, a comerciantes e em locais de maior circulação.
Conforme o coordenador do programa, tenente-coronel Cleverson Rodrigues Machado, o contato próximo é decisivo para quebrar barreiras e ampliar a proteção. “A atuação corpo a corpo é fundamental para conscientizar, fortalecer a rede de apoio e mostrar que a denúncia pode ser feita com segurança, inclusive de forma anônima, ajudando a romper o ciclo da violência”, afirmou.
Cerca de 60 moradores foram atendidos durante a ação, que segue com programação estendida nesta sexta-feira (20), com a expectativa de ampliar ainda mais o número de pessoas beneficiadas.
A representante da Associação de Moradores, Marival Correia dos Santos, agradeceu a iniciativa. “É só agradecer imensamente a solicitação atendida. Essa ação faz muita diferença para a nossa comunidade”, afirmou.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Antonina, atuação do Ministério Público do Paraná resulta na exoneração de servidora e na alteração de lei municipal que permitiu licença irregular
Em Antonina, no Litoral do estado, intervenção do Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, resultou em alteração do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais e na exoneração voluntária de uma funcionária que havia sido beneficiada por uma mudança legislativa casuística. A medida buscou a moralização da legislação funcional do Município e a correção de irregularidades administrativas no quadro de servidores públicos locais.
Áudio do promotor de Justiça Alan Bolzan Witczak
A apuração teve início em inquérito civil que identificou manobra legislativa envolvendo o ex-prefeito e sua irmã, que tomou posse em fevereiro de 2023 em dois cargos efetivos no município (professora e cirurgiã-dentista). Pouco tempo após assumir, a servidora se licenciou, apesar de a legislação então vigente (Lei Municipal 033/1998) proibir expressamente a concessão de licença sem vencimentos para tratar de interesses particulares durante o estágio probatório.
Manobra – Para viabilizar o afastamento, o então prefeito encaminhou em regime de urgência um projeto de lei, aprovado como Lei Municipal 008/2023, autorizando a licença em estágio probatório. Apenas cinco dias após a sanção, a servidora obteve a licença sem vencimentos no cargo de professora (Portaria 096/2023) e foi nomeada pelo próprio irmão para o cargo em comissão de coordenadora geral de Odontologia. Investigação do MPPR comprovou que a servidora foi a única beneficiada pela mudança normativa.
A Promotoria de Justiça havia expediu inicialmente recomendação administrativa buscando resolver extrajudicialmente a situação, sem resposta do chefe do Executivo. Por isso, acabou ajuizando ação civil pública apontando desvio de finalidade, violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa e pedindo incidentalmente a inconstitucionalidade da norma flexibilizadora e a anulação da portaria de licença.
Reforma legislativa e exoneração – O ajuizamento da medida judicial levou à correção das irregularidades. A servidora requereu exoneração voluntária dos quadros do Município. Além disso, o Município de Antonina editou a Lei Municipal 015/2026, reestruturando o artigo 129 do Estatuto dos Servidores para proibir expressamente a concessão de licença para tratar de assuntos particulares a ocupantes de cargos efetivos que estejam em estágio probatório, vedando também a contagem do tempo de afastamento para qualquer efeito legal.
Diante da regularização da legislação e da exoneração voluntária da servidora envolvida, o MPPR manifestou-se pela extinção, sem resolução do mérito, da ação civil pública que questionava os atos irregulares.
Processo 0000384-02.2026.8.16.0043
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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