Brasil
MTE realiza Seminário Nacional das Trancistas nesta quinta-feira (27)
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realiza nesta quinta-feira (27), às 9h, em Brasília, o Seminário Nacional das Trancistas, encontro que marca a celebração do reconhecimento oficial da atividade de trançar cabelos, agora incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) sob o código 5199-45.
A formalização da ocupação, resultado de mobilização nacional das trancistas, de organizações do movimento negro, de especialistas e de áreas técnicas do MTE, representa um avanço histórico para uma atividade baseada em saberes ancestrais de matriz africana e exercida majoritariamente por mulheres negras.
O evento contará com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que fará a abertura oficial. Para ele, o reconhecimento formal corrige uma desigualdade histórica no mundo do trabalho. “Trançar cabelos é uma prática ancestral que sempre teve enorme relevância cultural, afetiva e econômica para a população negra. Ao reconhecer oficialmente essa ocupação, o Estado brasileiro afirma que esses saberes têm valor e merecem respeito, proteção e direitos”, destaca o ministro.
O ministro também destaca que a construção do novo código ocorreu a partir do diálogo com a categoria, reforçando o compromisso do Governo Federal com políticas baseadas na participação social e na justiça racial.
Anatalina Lourenço, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério do Trabalho e Emprego, destaca que a criação do novo código fortalece as políticas públicas e amplia o acesso das trancistas a instrumentos de cidadania laboral. “A inclusão da ocupação na CBO garante visibilidade institucional e possibilita o registro na Carteira de Trabalho, a inscrição como MEI, o acesso ao crédito, à previdência social e à qualificação profissional”, afirma.
Para Anatalina, o avanço representa também um gesto de reparação. “Trata-se de um passo concreto para corrigir desigualdades que penalizaram essas trabalhadoras por décadas”, avalia.
A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia. O seminário também contará com transmissão ao vivo pelo canal do MTE no YouTube.
Programação:
9h – Mesa de abertura
10h30 – Painel 1 — História, Cultura e Trabalho das Trancistas
12h40 – Painel 2 — Direitos adquiridos e acesso a políticas públicas
14h – Grupos de debate — saúde, qualificação, condições de trabalho e organização da categoria
Local: Auditório do Ministério do Trabalho e Emprego
Transmissão: ao vivo pelo canal do MTE no YouTube
Brasil
Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país
O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.
O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.
“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.
A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).
Priorização de Análise na Anvisa
Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.
Reestruturação da assistência oncológica no SUS
O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.
Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.
Ana Freitas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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