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MPPR em Antonina expede recomendação ao Município de Guaraqueçaba para garantir direitos da comunidade indígena Guarani Kuaray-Guatã-Porã

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No Litoral do estado, o Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao Município de Guaraqueçaba para que sejam adotadas diversas providências pelo poder público para a garantia de direitos da comunidade indígena Guarani Kuaray-Guatã-Porã, que vive na Ilha do Cerco Grande, no município. Dirigido à prefeita de Guaraqueçaba e aos titulares das secretarias de Assistência Social, Meio Ambiente, Saúde, Obras e Planejamento e Projetos, a medida extrajudicial decorre de visita feita à comunidade pelas Promotorias de Justiça de Antonina, sede da Comarca, na última semana, no dia 23 de junho, quando foram constatadas diversas deficiências na prestação de serviços públicos pela Municipalidade.

Entre as medidas recomendadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Antonina a serem adotadas pelos gestores públicos está a concessão de benefícios de acesso à alimentação com regularidade e qualidade, em atenção à política de segurança alimentar e nutricional. Sugere-se o fornecimento de cestas básicas à comunidade em situação de vulnerabilidade, conforme indicação da equipe de referência da assistência social. Outra orientação é a efetivação de busca ativa na comunidade visando identificar a carência de moradias para possível inclusão em programas habitacionais. Também foi indicada a necessidade de cadastramento das mulheres da comunidade no projeto “Estrela do Mar”, ação de educação ambiental gerida pelo Município, de acordo com critérios estabelecidos em legislação municipal.

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Saúde e acesso – Como medida para melhorar e garantir mais segurança aos moradores no deslocamento até o centro de Guaraqueçaba, a Promotoria de Justiça recomendou a realização de adequações e melhorias na trilha de acesso à comunidade – atualmente, nos períodos de maré baixa, o deslocamento precisa ser feito pelo mangue ou por uma trilha, que apresentam alguns riscos, especialmente às crianças e idosos. Além disso, deverá ser adequada rampa de acesso ao posto de saúde indígena (que atualmente se encerra em um barranco, sem condições seguras de acessibilidade). Ainda na área da saúde, a recomendação indica que deverão ser adquiridos equipamentos necessários aos atendimentos médico e odontológico na aldeia indígena, devendo ainda ser apresentado calendário de agendamento de atendimentos na comunidade. Por ocasião da visita dos agentes ministeriais, foi identificada recente construção de unidade de saúde que não conta, entretanto, com nenhum equipamento ou pessoal para atendimento.

Outra medida a ser encaminhada pelo Município, segundo a recomendação da Promotoria de Justiça, é a realização de capacitação dos servidores municipais, em especial das áreas de Assistência Social, Saúde e Conselho Tutelar, a respeito da promoção de direitos humanos das comunidades e povos tradicionais. Durante o atendimento, indígenas relataram à equipe do Ministério Público diversas situações de discriminação e preconceito por parte da população, inclusive muitas vezes praticadas por próprios agentes públicos.

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No encaminhamento das providências recomendadas pelo MPPR, a Municipalidade deverá sempre respeitar a tradição cultural e as práticas locais, além da garantir a consulta prévia, livre e informada à comunidade indígena, conforme prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Encaminhada nesta terça-feira, 27 de junho, a recomendação fixa prazo de 15 dias para o envio de resposta ao MPPR. A recomendação foi expedida no âmbito de procedimento administrativo que tramita na Promotoria de Justiça (MPPR-0006.23.000264-1).

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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CastraPet consolida legado ambiental com a instalação de 3,4 mil placas educativas

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Para além do atendimento veterinário, com a castração de mais de 140 mil pets desde 2019, o Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná) representa um legado considerável na educação ambiental do Estado. Nos últimos 18 meses, a iniciativa coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT) viabilizou a instalação de 3.402 placas educativas em diferentes municípios paranaenses. Os materiais tratam de medidas como guarda responsável, segurança e proteção animal, entre outras ações.

A colocação das placas é uma contrapartida exigida pelo órgão às cidades contempladas pelas ações de saúde e bem-estar animal desenvolvidas a partir da iniciativa. O IAT é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

“O CastraPet é reconhecido nacionalmente pela atuação baseada em um conceito de saúde única, integrando saúde animal, humana e preservação ambiental. E nesse contexto as placas educativas complementam as demais ações do programa, como os mutirões de castração“, afirma a médica veterinária e coordenadora técnica do CastraPet, Girlene Jacob.

Posicionadas em pontos estratégicos dos municípios, em locais com grande circulação de pessoas, as placas abordam temas fundamentais para a segurança coletiva. Entre eles, a necessidade de contenção adequada de animais agressivos, a obrigatoriedade do uso de guia e focinheira em determinadas situações e a importância do manejo responsável por parte dos tutores dos animais. “Dessa forma, o material auxilia na prevenção de acidentes e promove maior conscientização sobre os deveres relacionados à posse responsável”, diz a veterinária.

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“Essa iniciativa transforma os espaços públicos em ambientes permanentes de conscientização. Com isso, milhares de pessoas têm acesso diário às informações que incentivam atitudes responsáveis e fortalecem a cultura e a proteção animal”, acrescenta. 

CASTRAPET – Lançado em 2019, o CastraPet está no 5º ciclo, iniciado em novembro do ano passado. A proposta contempla pets da população de baixa renda, de pessoas vinculadas a organizações da sociedade civil e protetores independentes. O investimento do Governo do Estado nesta etapa é de R$ 19,8 milhões, um incremento de 106% em relação ao 4º período (R$ 9,6 milhões), concluído em maio do ano passado. 

Além da esterilização, o programa propõe práticas de educação sobre a tutela responsável de cães e gatos, contribuindo para a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes — um dos requisitos para o município participar do projeto. O outro ponto é a intensificação da vacinação antirrábica nos animais, visando a promoção da saúde pública.

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Para isso, o Governo do Estado fiscaliza as atividades organizadas por todas as cidades parceiras do projeto. O programa ainda oferece palestras sobre zoonoses, vacinação e desvermifugação de animais. A colaboração se estende a uma rede que une várias ONGs e diversos protetores independentes, todos compartilhando o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade em relação aos animais.

Ao final desta etapa, no segundo semestre deste ano, o projeto terá alcançado todas as 399 cidades paranaenses. 

COMO PARTICIPAR – Para agendar um horário para a castração dos bichinhos, o cidadão deve ir diretamente em um dos pontos determinados pela prefeitura da sua cidade, parceiras do Estado nesta iniciativa. No momento da inscrição os tutores já receberão todas as orientações sobre o pré e pós-operatório, além de medicamentos para os cuidados após a cirurgia dos pets e aplicação de um microchip eletrônico para identificação do animal.

Fonte: Governo PR

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