Connect with us


Paraná

MPPR em Antonina expede recomendação ao Município de Guaraqueçaba para garantir direitos da comunidade indígena Guarani Kuaray-Guatã-Porã

Publicado em

No Litoral do estado, o Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao Município de Guaraqueçaba para que sejam adotadas diversas providências pelo poder público para a garantia de direitos da comunidade indígena Guarani Kuaray-Guatã-Porã, que vive na Ilha do Cerco Grande, no município. Dirigido à prefeita de Guaraqueçaba e aos titulares das secretarias de Assistência Social, Meio Ambiente, Saúde, Obras e Planejamento e Projetos, a medida extrajudicial decorre de visita feita à comunidade pelas Promotorias de Justiça de Antonina, sede da Comarca, na última semana, no dia 23 de junho, quando foram constatadas diversas deficiências na prestação de serviços públicos pela Municipalidade.

Entre as medidas recomendadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Antonina a serem adotadas pelos gestores públicos está a concessão de benefícios de acesso à alimentação com regularidade e qualidade, em atenção à política de segurança alimentar e nutricional. Sugere-se o fornecimento de cestas básicas à comunidade em situação de vulnerabilidade, conforme indicação da equipe de referência da assistência social. Outra orientação é a efetivação de busca ativa na comunidade visando identificar a carência de moradias para possível inclusão em programas habitacionais. Também foi indicada a necessidade de cadastramento das mulheres da comunidade no projeto “Estrela do Mar”, ação de educação ambiental gerida pelo Município, de acordo com critérios estabelecidos em legislação municipal.

Leia mais:  Ministério Público do Paraná realizará posse de Francisco Zanicotti no cargo de Procurador-Geral de Justiça em 9 de abril

Saúde e acesso – Como medida para melhorar e garantir mais segurança aos moradores no deslocamento até o centro de Guaraqueçaba, a Promotoria de Justiça recomendou a realização de adequações e melhorias na trilha de acesso à comunidade – atualmente, nos períodos de maré baixa, o deslocamento precisa ser feito pelo mangue ou por uma trilha, que apresentam alguns riscos, especialmente às crianças e idosos. Além disso, deverá ser adequada rampa de acesso ao posto de saúde indígena (que atualmente se encerra em um barranco, sem condições seguras de acessibilidade). Ainda na área da saúde, a recomendação indica que deverão ser adquiridos equipamentos necessários aos atendimentos médico e odontológico na aldeia indígena, devendo ainda ser apresentado calendário de agendamento de atendimentos na comunidade. Por ocasião da visita dos agentes ministeriais, foi identificada recente construção de unidade de saúde que não conta, entretanto, com nenhum equipamento ou pessoal para atendimento.

Outra medida a ser encaminhada pelo Município, segundo a recomendação da Promotoria de Justiça, é a realização de capacitação dos servidores municipais, em especial das áreas de Assistência Social, Saúde e Conselho Tutelar, a respeito da promoção de direitos humanos das comunidades e povos tradicionais. Durante o atendimento, indígenas relataram à equipe do Ministério Público diversas situações de discriminação e preconceito por parte da população, inclusive muitas vezes praticadas por próprios agentes públicos.

Leia mais:  Em União da Vitória, bombeiros militares preparam apoio à limpeza da cidade e residências

No encaminhamento das providências recomendadas pelo MPPR, a Municipalidade deverá sempre respeitar a tradição cultural e as práticas locais, além da garantir a consulta prévia, livre e informada à comunidade indígena, conforme prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Encaminhada nesta terça-feira, 27 de junho, a recomendação fixa prazo de 15 dias para o envio de resposta ao MPPR. A recomendação foi expedida no âmbito de procedimento administrativo que tramita na Promotoria de Justiça (MPPR-0006.23.000264-1).

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook

Paraná

Policial civil denunciado pelo MPPR em Umuarama perde o cargo e é condenado a 5 anos e 9 meses de prisão por desviar caça-níqueis para explorar jogos ilegais

Published

on

Um agente da Polícia Civil do Paraná foi condenado à perda do cargo público e à pena de 5 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 12.144,00, pelo crime de peculato. A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, que julgou parcialmente procedente ação penal ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná a partir da Operação Alcova, deflagrada em setembro do ano passado contra uma organização criminosa que explorava jogos de azar e jogo do bicho no município.

A investigação revelou que o policial civil, valendo-se das facilidades de sua função, desviou sete máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas e que deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial. O material foi transportado durante a noite e fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada, até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso. Posteriormente, uma das máquinas foi localizada pela polícia, novamente em operação, em um dos bares pertencentes ao grupo.

Leia mais:  Promotorias de Justiça emitem recomendação para evitar aumentos de preços em municípios da região de Bonito do Iguaçu que sofrem efeitos de tornado

Outras condenações – Além do policial, a Justiça condenou um empresário, apontado como gestor operacional e financeiro da organização criminosa, os proprietários de dois bares e o gerente dos equipamentos pelas práticas de organização criminosa e contravenção de jogos de azar e jogo do bicho. As penas foram de 6 anos, 4 meses e 10 dias mais cerca de R$ 75.900,00 de multa para o empresário, 5 anos, 4 meses e 5 dias mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 2.176 para um dos réus que administrava um bar e 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão mais multa de aproximadamente R$ 2.682 para os outros dois réus. Eles mantinham de forma estável pontos de aposta com máquinas de caça-níqueis, de apostas e aplicativos de bingo. Cabe recurso da decisão.

Processos 0005080-16.2025.8.16.0173 e 0013003-93.2025.8.16.0173

Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262