Agro
Mosaic abre inscrições para programa de estágio com foco em diversidade e inclusão
A Mosaic Fertilizantes, uma das principais produtoras globais de fosfatados e potássio combinados, anunciou a abertura das inscrições para a nova edição do programa de estágio “Novos Talentos”, voltado exclusivamente para mulheres e pessoas autodeclaradas pretas e pardas. O processo seletivo segue aberto até 5 de janeiro de 2026, e as inscrições podem ser realizadas pelo site oficial da companhia.
Oportunidades em diferentes estados e áreas de formação
As vagas estão disponíveis nas cidades de Araxá (MG), Catalão (GO), Rio Verde (GO), Rosário do Catete (SE), São Paulo (SP), Tapira (MG) e Uberaba (MG).
O programa é voltado a estudantes matriculados em cursos de nível superior, com formação prevista a partir de fevereiro de 2027, nas seguintes áreas:
Administração, Agronomia, Biologia, Ciência de Dados, Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comércio Exterior, Comunicação Social, Direito, Economia, Enfermagem, Engenharias, Geologia, Gestão Ambiental, Gestão da Qualidade, Gestão de RH, Gestão do Agronegócio, Jornalismo, Logística, Marketing, Matemática, Pedagogia, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, Relações Públicas, Secretariado Executivo, Serviço Social, Sistemas de Informação, Tecnologia da Informação, Turismo e cursos correlatos.
Os selecionados deverão ter disponibilidade para estagiar presencialmente por 30 horas semanais, com início das atividades previsto entre fevereiro e março de 2026.
Compromisso com a inclusão e desenvolvimento profissional
De acordo com Flávia Angelon, gerente de Talent Acquisition da Mosaic, o programa reafirma o compromisso da empresa com a formação de novos talentos e a promoção da diversidade:
“A Mosaic tem o compromisso de colaborar com o desenvolvimento profissional de jovens talentos e prepará-los para o futuro. Além disso, queremos ambientes de trabalho mais diversos e inclusivos, que promovam equidade de oportunidades. Esse programa afirmativo já faz parte do nosso calendário anual como forma de aumentar a presença de mulheres e pessoas autodeclaradas pretas e pardas em nossas operações”, destacou.
Durante o estágio, os participantes terão a oportunidade de desenvolver habilidades técnicas e comportamentais por meio da imersão no ambiente corporativo, com acesso a treinamentos e ferramentas de desenvolvimento. A experiência também proporciona aprendizado em dois setores estratégicos para a economia nacional: agronegócio e mineração.
Benefícios oferecidos pela Mosaic
O programa “Novos Talentos” oferece bolsa-auxílio, assistência médica com cobertura nacional, seguro de vida e acesso ao Wellhub (antigo Gympass) — plataforma digital de bem-estar e atividade física.
Os estagiários também contam com o Programa Apoiar, que oferece suporte psicológico, jurídico, financeiro e social.
Dependendo da localidade, a empresa disponibiliza vale-transporte ou transporte fretado e vale-refeição ou refeitório no local.
Processo seletivo e etapas de admissão
A seleção será conduzida com o apoio da consultoria Across, utilizando testes gamificados, além de entrevistas com o RH e lideranças da Mosaic.
Os aprovados passarão por etapas de admissão e integração, enquanto os candidatos não selecionados receberão feedback individualizado, como forma de apoio ao desenvolvimento profissional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete
O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.
A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.
O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.
O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.
O impacto na ponta
Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:
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Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.
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Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.
Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.
Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.
Fonte: Pensar Agro
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