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Brasil

MME inicia estudos para construção da Estratégia Nacional de Terras Raras

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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nessa terça-feira (21/01), a reunião de kick-off do estudo que irá subsidiar a elaboração da Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR) e que dá início aos trabalhos técnicos das metas e da metodologia do projeto. A iniciativa busca apoiar a formulação de diretrizes, metas e instrumentos que orientem o desenvolvimento organizado da cadeia de terras raras no Brasil, em alinhamento com as políticas industrial, ambiental, de inovação e de transição energética.

Durante a reunião, a secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, destacou a importância do estudo para a construção de uma política mineral alinhada ao desenvolvimento do país. “A Estratégia Nacional de Terras Raras é fundamental para que o Brasil transforme seu potencial geológico em desenvolvimento concreto, com mais industrialização, conhecimento e fortalecimento da nossa soberania diante dos recursos estratégicos. Queremos avançar da produção primária para a transformação mineral, capturando mais valor no território nacional e promovendo benefícios duradouros para toda a sociedade brasileira”, afirmou.

O estudo tem como objetivo oferecer subsídios técnicos para a tomada de decisão do Governo do Brasil, estimulando a atração de investimentos responsáveis, o fortalecimento da base industrial e tecnológica nacional e a mitigação de riscos nas cadeias globais de suprimento de minerais estratégicos. Além disso, prevê a elaboração de diagnósticos sobre oportunidades de desenvolvimento da cadeia de valor, orientações em sustentabilidade e propostas de governança e monitoramento.

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A Estratégia Nacional de Terras Raras é considerada um pilar para viabilizar uma transição energética justa e inclusiva, ao mesmo tempo em que potencializa os impactos econômicos e sociais nas regiões com vocação para terras raras, estimulando o desenvolvimento regional, a criação de empregos e renda, o avanço tecnológico e a inserção do país em áreas estratégicas da economia mundial.

Além do MME, a reunião contou com a participação de representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e de consultores que participaram da elaboração do estudo. O projeto integra os esforços para o fortalecimento da governança, da sustentabilidade e da visão estratégica do setor mineral brasileiro.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Ministério da Saúde participa de oficina no Panamá sobre formação profissional e desenvolvimento de competências na atenção primária

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O Ministério da Saúde esteve presente em uma oficina no Panamá com o objetivo de avaliar os avanços e desafios dos itinerários formativos do Campus Virtual de Saúde Pública da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com ênfase no fortalecimento da atenção primária. A iniciativa contou com a participação de especialistas, instituições formadoras, organizações profissionais e organismos de cooperação.

A oficina integra uma agenda internacional de educação permanente, com discussão sobre competências, certificação e reconhecimento de aprendizagens, inovação e transformação digital, qualidade educacional e monitoramento de resultados.

Itinerários formativos são percursos de aprendizagem orientados ao desenvolvimento progressivo de competências, com articulação de diferentes ofertas educacionais, como cursos, oficinas, seminários, webinários e atividades práticas em território. A proposta busca aproximar a aprendizagem das necessidades dos serviços locais de saúde. Dessa maneira, propõe-se também criar um senso de compreensão e pertencimento nas trabalhadoras e nos trabalhadores de saúde.

Duas representantes do Ministério da Saúde brasileiro, a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, Grasiela Damasceno de Araújo, e a coordenadora-geral de Saúde da Família e Comunidade, Ana Cláudia Cardozo Chaves, participaram do painel Educação continuada na região das Américas: perspectiva dos países e das organizações profissionais, em tradução livre.

“Não há como fortalecer o Sistema Único de Saúde sem fortalecer quem faz o SUS todos os dias. O Brasil tem trabalhado para que a formação dos profissionais de saúde esteja cada vez mais conectada às necessidades reais dos serviços, dos territórios e da população. Participar deste debate com outros países das Américas também é uma oportunidade de compartilhar a experiência brasileira e avançar em estratégias que transformem conhecimento em melhores práticas de cuidado”, destacou a diretora.

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Para Ana Cláudia Cardozo Chaves, a participação do Brasil identificou oportunidades de articulação com as estratégias já existentes no País de educação permanente. “Foi possível avaliar novas agendas de qualificação das equipes e a importância dessa construção para o fortalecimento da educação permanente na atenção primária à saúde (APS) brasileira. Além disso, a interlocução com experiências internacionais foi estratégica em função da complexidade do SUS, que demanda políticas de educação capazes de articular formação, trabalho, território e necessidades específicas da população”, explicou a coordenadora.

Entre os destaques da atividade, a APS foi apresentada como eixo prioritário para a construção dos itinerários formativos, enquanto organizadora da Rede de Atenção em Saúde. Os percursos de formação devem priorizar a equidade como dimensão transversal para dialogar com diferentes perfis de necessidades em saúde e não apenas com as atribuições regulares dos trabalhadores. Nesse sentido, é necessária a reflexão sobre as competências dos profissionais de saúde diante da inteligência artificial, considerando não apenas o domínio de conhecimentos, mas o desenvolvimento da capacidade de análise, pensamento crítico e aplicação em contextos diversos.

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Foi apresentada, ainda, a experiência brasileira de formação e educação permanente dos trabalhadores do SUS, destacando estratégias que aproximam a formação das necessidades dos serviços e dos territórios. Entre as iniciativas compartilhadas estão o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), o Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade para Discentes na Área da Saúde (AfirmaSUS), o Programa Nacional de Vivências no SUS, a formação permanente vinculada ao Mais Médicos para a atenção primária, além da expansão das residências em saúde e das estratégias de formação técnica para trabalhadores do SUS. A experiência brasileira reforça uma concepção de educação permanente que parte do cotidiano do trabalho para qualificar práticas, fortalecer as equipes e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.

A oficina Taller de Evaluación de Avances y Desafíos de los Itinerarios Formativos del Campus Virtual de Salud Pública – Aportes al fortalecimiento de la APS ocorreu nos dias 25 e 26 de agosto e também contou com participantes do México, da Colômbia, do Panamá, do Uruguai, da Argentina, da República Dominicana, de Barbados, do Peru e de El Salvador.

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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