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Agro

Mapa entrega máquinas agrícolas a seis municípios do Paraná por meio do Promaq

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na segunda-feira (15), em Curitiba, a entrega de máquinas agrícolas a seis municípios paranaenses. A iniciativa integra o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) e tem como objetivo fortalecer a infraestrutura rural e ampliar a capacidade de atendimento aos produtores locais.

Foram beneficiados os municípios de Cândido de Abreu, Centenário do Sul, Medianeira, Ortigueira, Piên e São João do Triunfo. Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar.

Entre os equipamentos entregues estão caminhões caçamba basculante de 6 m³, escavadeiras hidráulicas e pá carregadeira, destinados ao apoio das atividades desenvolvidas pelas prefeituras e à melhoria da infraestrutura rural.

A cerimônia contou com a presença de deputados federais, prefeitos, representantes municipais, lideranças do setor agropecuário e autoridades estaduais e federais.

Durante o evento, o superintendente de Agricultura e Pecuária no Paraná, Almir Gnoatto, destacou a importância dos investimentos para o fortalecimento dos municípios e das atividades desenvolvidas no meio rural. “O Promaq tem proporcionado resultados concretos para os municípios paranaenses. As máquinas entregues ampliam a capacidade de atendimento das prefeituras, contribuem para a manutenção da infraestrutura rural e apoiam diretamente os produtores, que dependem de estradas em boas condições e de serviços públicos eficientes para desenvolver suas atividades”, afirmou.

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Instituído pelo Mapa, o Promaq tem como objetivo ampliar a mecanização agrícola e fortalecer a infraestrutura rural por meio da destinação de máquinas e equipamentos a estados, municípios e outros entes públicos. A iniciativa busca aumentar a produtividade no campo, melhorar as condições de trabalho dos produtores e promover o desenvolvimento das comunidades rurais.

Com as entregas realizadas nesta etapa, o Paraná alcança cerca de 110 máquinas agrícolas destinadas a mais de 40 municípios, totalizando aproximadamente R$ 36 milhões em investimentos.

Entre os principais benefícios proporcionados pelo programa estão a recuperação e manutenção de estradas rurais, o apoio ao escoamento da produção, a melhoria da logística no campo e o fortalecimento das ações de suporte aos produtores rurais.

Municípios contemplados pelo Promaq no Paraná

O Promaq já beneficiou 43 municípios paranaenses: Almirante Tamandaré, Arapuã, Barra do Jacaré, Boa Ventura de São Roque, Bom Sucesso, Borrazópolis, Cândido de Abreu, Califórnia, Centenário do Sul, Contenda, Curiúva, Engenheiro Beltrão, Faxinal, Florestópolis, Foz do Iguaçu, Grandes Rios, Guaraniaçu, Guarapuava, Ibaiti, Imbituva, Itambaracá, Jacarezinho, Laranjal, Marialva, Mariluz, Medianeira, Munhoz de Melo, Ortigueira, Palmeira, Paranacity, Piên, Pontal do Paraná, Prudentópolis, Quinta do Sol, Ribeirão Claro, Rio Branco do Sul, Sabáudia, São João do Triunfo, São Jorge do Ivaí, São Jorge do Patrocínio, São Manoel do Paraná, Sarandi, Terra Roxa e Turvo.

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Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

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O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

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Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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