Connect with us


Brasil

MMA realiza oficina para pactuar diretrizes de programa de agroecologia e resiliência climática

Publicado em

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), realizou, nos dias 21 e 22 de maio, no Edifício Sede do Banco do Brasil, a II Oficina de Construção do Programa de Formação em Mudança do Clima e Agroecologia. A atividade integrou o processo de consolidação de uma estratégia nacional de formação voltada ao fortalecimento da adaptação climática nos territórios rurais brasileiros, com foco nas populações mais vulneráveis aos impactos das mudanças do clima.

A oficina representou mais uma etapa da construção do programa, avançando na consolidação dos marcos conceituais para a definição de sua estrutura técnica, metodológica e institucional.

A iniciativa parte do reconhecimento de que a mudança do clima já produz impactos concretos sobre os territórios rurais do país, afetando de forma mais intensa agricultores familiares, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e populações do campo, das águas e das florestas. Eventos extremos, secas prolongadas, insegurança hídrica e perda de biodiversidade têm comprometido sistemas produtivos, meios de vida e a segurança alimentar dessas populações, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à adaptação climática e ao fortalecimento da resiliência territorial.

Nesse contexto, a agroecologia constitui o eixo estruturante do Programa, articulando conhecimentos científicos, saberes tradicionais e práticas sustentáveis capazes de promover a conservação da biodiversidade, o manejo sustentável dos recursos naturais e o fortalecimento dos sistemas alimentares locais. A proposta busca construir estratégias formativas conectadas às realidades dos territórios e às experiências já desenvolvidas pelas populações rurais na convivência com os desafios ambientais e climáticos.

Leia mais:  MME destaca potencial em minerais críticos e estratégicos e reforça papel nas cadeias globais da transição energética

Para a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, a iniciativa desempenha papel estratégico na valorização dos povos e comunidades tradicionais do campo, das águas e das florestas. “O Programa de Formação em Mudança do Clima e Agroecologia é importante para reconhecer, valorizar e integrar quem historicamente faz e vive a agroecologia, mas precisa de instrumentos para fortalecer a adaptação dessa produção em seus territórios e, assim, continuar criando e produzindo alimentos agroecológicos e garantindo a sustentabilidade desses territórios”, destacou.

A iniciativa tem como público-alvo agricultores familiares, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, agentes de assistência técnica e extensão rural, educadores, estudantes, lideranças territoriais e gestores públicos. A proposta pretende alcançar diretamente os sujeitos que atuam nos territórios e que estão na linha de frente da construção de soluções para o enfrentamento da crise climática.

Durante os dois dias de oficina, especialistas, pesquisadores, educadores e profissionais das áreas de mudanças do clima, agroecologia, assistência técnica e extensão rural e educação ambiental, além de representantes do IFSP, debateram os principais elementos para a implementação do programa. A programação incluiu discussões sobre alinhamento conceitual, metodologia, construção pedagógica, definição de conteúdo programáticos, territorialização das estratégias formativas, critérios de seleção de territórios e participantes, logística, permanência e uso de ambientes virtuais de aprendizagem

O diretor do Departamento de Políticas de Gestão Ambiental Rural do MMA, Daniel Peter Beniamino, ressaltou a importância do encontro para o desenho de um modelo capaz de atender às especificidades regionais. “A oficina foi fundamental para construir uma proposta nacional que atenda efetivamente ao público-alvo, considerando as diferentes necessidades e realidades dos territórios”, enfatizou.

Leia mais:  MME participa de intercâmbio internacional sobre cadeia de valor do lítio

A oficina também avançou na discussão sobre a estrutura operacional e a governança do programa, incluindo a construção de uma rede executora e a articulação institucional necessária para sua implementação em escala nacional. O MMA mantém diálogo com diferentes órgãos federais, além de instituições de ensino e pesquisa em todo o país, visando fortalecer a implementação da iniciativa.

A proposta prevê ainda a formação de uma ampla rede de apoio envolvendo universidades, Institutos Federais, escolas técnicas, escolas rurais, Escolas Família Agrícola e Núcleos de Estudos em Agroecologia, com o objetivo de garantir capilaridade territorial e ampliar o acesso das populações mais vulnerabilizadas às estratégias formativas. O programa deverá contemplar diferentes modalidades de oferta, incluindo cursos presenciais com vivências territoriais, formação híbrida e atividades de educação a distância.

A expectativa é de que a oficina contribua para consolidar a etapa de planejamento e preparar a proposta para o próximo ciclo de diálogo com movimentos sociais e entidades representativas do público-alvo. O processo busca assegurar legitimidade social, participação efetiva e aderência às realidades concretas dos territórios rurais brasileiros.

Sobre o programa

O Programa de Formação em Mudança do Clima e Agroecologia busca estruturar uma estratégia nacional de formação baseada na participação social, na articulação institucional, na justiça climática, na agroecologia e no fortalecimento do desenvolvimento rural sustentável diante dos desafios impostos pela crise climática.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o
 Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook

Brasil

MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil

Published

on

O Ministério de Minas e Energia publicou, nesta quarta-feira (3/6), a Portaria Normativa que estabelece as diretrizes e a sistemática do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, por meio de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias – LRCAP de 2026 – Armazenamento. A medida representa um marco para a modernização do setor elétrico brasileiro, ao viabilizar a contratação de sistemas de baterias em larga escala para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa une segurança energética, transição energética e a política industrial desenvolvida pelo governo liderado pelo presidente Lula. 

“O Brasil dá mais um passo decisivo para modernizar o seu sistema elétrico. O leilão de baterias vai permitir armazenar energia e entregá-la nos momentos em que o sistema mais precisa, aumentando a estabilidade, aproveitando melhor as fontes renováveis e estimulando a produção nacional de equipamentos estratégicos para a transição energética”, afirmou.

A novidade é que o certame será estruturado em dois leilões distintos, nos dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, será destinado a sistemas de armazenamento de energia em baterias que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização, conforme critérios de credenciamento no âmbito do Sistema CFI do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O segundo, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias. 

Os leilões terão como objetivo contratar disponibilidade de potência, em megawatts (MW), a partir de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias eletroquímicas. Esses equipamentos poderão armazenar energia elétrica e devolvê-la ao sistema quando houver necessidade operativa, contribuindo para o atendimento da demanda nos horários de maior consumo. Em paralelo, também contribuem para a gestão de excedentes de geração renovável e para o aumento da flexibilidade do SIN.

Leia mais:  MMA avança na revisão de indicadores do sistema de REDD+ voltados à redução de emissões por desmatamento

Armazenamento Nacional

O LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, por ser realizado primeiro, terá a prioridade no atendimento da demanda a ser definida, observada a capacidade produtiva nacional apurada e a quantidade definida para atendimento às necessidades de potência do Sistema Interligado Nacional – SIN. 

Quem poderá participar do leilão

Somente poderão participar do leilão novos Sistemas de Armazenamento de Energia – SAEs, ou seja, baterias novas, conectadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN.

Esses empreendimentos poderão ter ponto de conexão próprio ou compartilhar o ponto de conexão e as instalações de interesse restrito com outros agentes. A regra amplia as possibilidades de participação, favorece o melhor aproveitamento da infraestrutura elétrica existente ou planejada e assegura que os projetos contratados representem nova capacidade de armazenamento para atendimento ao sistema elétrico.

Contratos

Em ambos os casos, os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. 

A contratação será feita por meio de Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs), com remuneração pela disponibilidade da potência contratada. Os empreendimentos vencedores deverão atender aos comandos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para recarga e descarga, tanto na programação diária quanto na operação em tempo real.

Critérios

Entre os principais requisitos técnicos previstos estão a disponibilidade mínima de 30 MW, capacidade de operação contínua por pelo menos quatro horas, eficiência total mínima de 85%, tempo máximo de recarga completa de seis horas e atendimento aos requisitos técnicos de conexão definidos por ONS e EPE, incluindo funcionalidades de grid-forming. 

O cadastramento dos projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) será realizado entre 15 de junho de 2026 e 31 de julho de 2026. Excepcionalmente, a apresentação de Licença Prévia, Licença de Instalação ou Licença de Operação não será requisito para a habilitação técnica, cabendo ao edital definir o prazo para obtenção do licenciamento ambiental pelos projetos vencedores. 

Leia mais:  Inscrições abertas para o Seminário de Relançamento do Observatório Nacional de Economia Popular e Solidária

Para o leilão com conteúdo nacional, a assinatura do contrato ficará condicionada à apresentação de documentação comprobatória emitida pelo BNDES, referente ao credenciamento do sistema de armazenamento no Sistema CFI. A medida busca compatibilizar a contratação de potência para segurança do sistema elétrico com o estímulo à indústria nacional de equipamentos para armazenamento de energia.

A portaria também prevê mecanismos de competitividade locacional. Projetos conectados em pontos do SIN que proporcionem benefícios sistêmicos adicionais poderão fazer jus, exclusivamente para fins de competição no leilão, à aplicação de bonificação locacional, conforme estudos da EPE e do ONS. Esses pontos estão definidos no Anexo II da  Portaria.

Esse mecanismo busca valorizar empreendimentos cuja localização contribua de forma mais eficiente para a operação e a expansão do sistema elétrico, considerando aspectos como a redução de restrições de transmissão, o alívio de carregamentos em áreas críticas, o aumento da confiabilidade do atendimento e a melhor integração dos recursos contratados às necessidades elétricas do SIN.

Com a publicação da portaria, o MME consolida as bases para a primeira contratação estruturada de sistemas de armazenamento em baterias. A iniciativa reforça o papel das baterias como tecnologia estratégica para a transição energética brasileira, ao ampliar a confiabilidade do sistema e permitir maior integração de fontes renováveis variáveis à matriz elétrica nacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


Instagram Twitter Facebook YouTube Flickr LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262