Brasil
MMA promove workshop sobre governança climática para avançar na implementação da agenda de ação da COP30
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, na última quarta-feira (11/3), o workshop “Governança Multinível – Agenda de Ação da COP30 e os próximos passos do Plano de Aceleração de Soluções de Governança Multinível, Multissetorial e Participativa (PAS)”. O encontro reuniu representantes do Governo do Brasil, organismos internacionais, redes de governos subnacionais e instituições parceiras para discutir estratégias de fortalecimento da governança climática e definir caminhos para a implementação do PAS no ciclo pós COP30.
A iniciativa teve como objetivo alinhar ações entre diferentes níveis de governo e parceiros institucionais, consolidando o PAS como instrumento de articulação entre políticas climáticas nacionais, estaduais e municipais. A proposta é transformar compromissos firmados na agenda internacional do clima em políticas públicas concretas, com impacto direto nos territórios.
Organizado pelo MMMA, em conjunto com o Ministério das Cidades, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a ONU-Habitat, a atividade integrou o conjunto de ações voltadas à consolidação do legado político e operacional da presidência brasileira da COP30.
A abertura contou com a participação da diretora-executiva da COP30, Ana Toni; do secretário nacional de Mudança do Clima do MMA, Aloísio Lopes; do chefe da Assessoria Internacional do Ministério das Cidades, Antônio da Costa e Silva; do representante do ACNUR no Brasil, Davide Torzilli; e do representante regional para a América Latina e o Caribe da ONU-Habitat, Elkin Velásquez.
Durante sua intervenção, Ana Toni destacou que a COP30 consolidou uma nova etapa da governança climática internacional, marcada pela convergência entre negociações multilaterais e iniciativas de implementação lideradas por diferentes atores.
“A COP deve ser entendida como um processo contínuo, que começa antes da conferência e segue após seu encerramento. Hoje, avançamos em um multilateralismo em dois níveis: aquele das negociações formais entre Estados e aquele das coalizões e planos de ação capazes de gerar resultados concretos”, afirmou.
A diretora-executiva também ressaltou a importância de aprofundar a análise dos 120 Planos de Aceleração de Soluções lançados no contexto da Agenda de Ação da COP30, com atenção especial à forma como esses instrumentos incorporam o papel de cidades, estados e governos locais na implementação das políticas climáticas.
Ao abordar a fase pós-COP30, Aloísio Lopes enfatizou que o principal desafio do país passa a ser transformar compromissos internacionais em ações concretas nos territórios. Segundo ele, o ministério tem papel central na articulação da agenda climática com estados e municípios.
“O país entra agora em um novo ciclo focado na implementação e no monitoramento. O principal desafio é fazer com que compromissos climáticos e estratégias de adaptação se convertam em políticas públicas concretas nos governos locais”, destacou.
O secretário também apontou avanços da iniciativa AdaptaCidades, que já conta com pactuação formal com todos os estados e o Distrito Federal, além da adesão de centenas de municípios. A iniciativa busca fortalecer capacidades institucionais e ampliar o acesso de governos locais a financiamento climático.
Na sessão dedicada ao papel da governança multinível como pilar da ação climática, a diretora de Adaptação e Resiliência nas Cidades do MMA, Inamara Mélo, destacou o caráter estruturante do PAS para integrar políticas climáticas em diferentes escalas de governo.
“A agenda climática precisa ser tratada como prioridade de governo em todos os níveis. O PAS nasce justamente para fortalecer essa articulação entre políticas nacionais, estados, municípios e agendas internacionais”, afirmou.
Segundo a diretora, o plano está vinculado ao Objetivo 11 da Agenda de Ação da COP e reúne nove entregas e 21 ações estratégicas, construídas de forma colaborativa por 32 organizações. A iniciativa é orientada por quatro eixos estruturantes: fortalecimento da governança multinível, ampliação da capacidade institucional, tomada de decisão informada por risco e ampliação do acesso ao financiamento climático.
Ao longo da programação, os participantes debateram os resultados da COP30 no campo da governança climática, o papel da Coalizão CHAMP — Parcerias Multiníveis de Alta Ambição para a Ação Climática — e os desafios de articulação entre Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), políticas nacionais e agendas subnacionais. Também foram discutidos temas transversais, como transição justa, justiça climática, mobilidade humana e proteção de populações vulneráveis.
Para Davide Torzilli, do ACNUR, o PAS tem potencial para ampliar a cooperação entre diferentes atores e fortalecer respostas integradas aos impactos das mudanças do clima.
“O PAS é um catalisador para a cooperação de diversos atores na promoção e implementação de estratégias multinível e multissetoriais que melhor respondam aos efeitos das mudanças do clima. O ACNUR seguirá apoiando a iniciativa para contribuir com a discussão sobre temas transversais, notadamente naquilo que toca nos impactos dos efeitos das mudanças do clima nas dinâmicas de deslocamento humano e nas pessoas deslocadas forçadas”, afirmou.
A programação incluiu exposições técnicas, painéis temáticos e grupos de trabalho voltados à construção colaborativa de prioridades para a fase de implementação do PAS em 2026.
Entre os principais encaminhamentos do encontro, destacou-se a necessidade de consolidar mecanismos permanentes de diálogo entre União, estados e municípios, além de fortalecer a projeção internacional do plano. A expectativa é que o PAS se consolide como uma plataforma estratégica para ampliar a cooperação entre governos e parceiros multilaterais na implementação de políticas climáticas.
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Brasil
Capobianco debate como acelerar implementação da ação climática em reunião preparatória para a COP31 em Berlim
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, participa, nestas terça e quarta-feiras (22 e 23/4), do Diálogo Climático de Petersberg, em Berlim, na Alemanha. O encontro reúne representantes de alto nível de mais de 40 países para debater temas como medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação), financiamento climático e maneiras de acelerar a implementação dos objetivos do Acordo de Paris. O presidente e a CEO da COP30, André Corrêa do Lago e Ana Toni, também estão presentes.
Em discurso na terça-feira, o ministro afirmou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) “é um exemplo concreto de que cumprir a meta de 1,5ºC está ao nosso alcance”. De acordo com ele, a redução de 50% do desmatamento na Amazônia e de 32% no Cerrado desde 2022, combinada a bons resultados em outros biomas, evitou a emissão de aproximadamente 800 milhões de toneladas CO₂ equivalente. Este fato, disse, demonstra a escala de impacto positivo que o TFFF pode ter para o atingimento do compromisso central do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em comparação aos níveis industriais.
O TFFF é um mecanismo inédito liderado pelo Brasil para realizar pagamentos permanentes, em larga escala e baseados em desempenho a países tropicais que conservam suas florestas. Diferentemente de outros mecanismos de financiamento ambiental, o TFFF não se baseia em doações, mas em investimento feito por países, filantropia e empresas em um fundo. Desde que foi lançada na COP30, em novembro, a iniciativa mobilizou US$ 6,7 bilhões por meio de seis países. Já foi endossada, além da União Europeia, por 66 nações, que abrigam cerca de 90% do total das florestas tropicais e subtropicais do mundo.
A Alemanha é uma das apoiadoras do TFFF. Nesta semana, por ocasião da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Hanôver, o país europeu publicou declaração conjunta com o Brasil em que reafirma o compromisso, feito na COP30, de aportar EUR 1 bilhão ao mecanismo (leia mais aqui).
O ministro também citou o potencial do Brasil na área de biocombustíveis, que “desempenham um papel significativo na redução de emissões no setor de transportes” e “devem ser considerados como parte de um portfólio mais amplo de soluções, particularmente em setores em que a eletrificação permanece difícil no curto prazo”, destacou.
Capobianco enfatizou ainda que a Presidência da COP30 trabalha na elaboração de propostas de mapas do caminho para superar a dependência dos combustíveis fósseis e para pôr fim do desmatamento, pontos que não foram incluídos na decisão final na conferência de Belém, mas que angariaram o apoio de mais de 80 nações sob a liderança do presidente Lula.
“O clima já está integrado a todos os assuntos importantes que nós debatemos. Quando se fala de energia, estamos inevitavelmente falando de clima. Quando se fala de pobreza, injustiça, financiamento, também estamos falando de clima”, disse Corrêa do Lago, em sessão sobre as expectativas para a COP31. “Sabemos que 1,5 °C está ao nosso alcance e é extremamente importante compreendermos que a ambição não serve apenas para mitigação, mas também para financiamento. Todos nós queremos fazer muito, mas precisamos de recursos para agir”, completou o embaixador.
Diálogo Climático de Petersberg
Em sua 17ª edição, o Diálogo Climático de Petersberg é organizado anualmente pelo governo alemão em parceria com a Presidência Designada da COP do ano em questão. A conferência do clima de 2026 será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia, que copresidirá a COP31 com o governo da Austrália.
O ministro do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor da Alemanha, Carsten Schneider, abriu o Diálogo de Petersberg, seguido de intervenções do presidente designado da COP31 e ministro do Meio Ambiente da Turquia, Murat Kurum; do presidente das negociações da COP31 e ministro do Meio Ambiente da Austrália, Chris Bowen, que participou remotamente; e do secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Simon Stiell. O secretário-geral da ONU, António Guterres, transmitiu mensagem por meio de vídeo gravado para a sessão.
Além das sessões plenárias, há sessões para debater temas relacionados à mitigação, ao financiamento climático e a como o regime climático pode acelerar a implementação. Representantes da COP30 também realizaram reuniões bilaterais e participaram de debates sobre os temas dos três Mapas do Caminho da Presidência da COP30.
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