Brasil
MMA promove workshop com secretarias da Amazônia Legal para alinhar ações contra o desmatamento
“Queremos pactuar uma agenda comum de trabalho com tolerância zero para o desmatamento ilegal na Amazônia Legal”, reiterou o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Lima, na última quarta-feira (15/10). A afirmação foi feita na abertura do workshop sobre o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e Planos Estaduais (PPCDQs), encerrado na quinta-feira (16/10), em Brasília (DF).
A atividade reuniu representantes das secretarias estaduais de Meio Ambiente dos nove estados da Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins -, com o objetivo de alinhar estratégias entre o governo federal e os estados para intensificar o controle do desmatamento e da degradação florestal.
“O encontro evidenciou um elevado padrão técnico e a convergência entre o MMA e as secretarias estaduais de meio ambiente. Ao compartilhar a experiência do Pacto do Matopiba, demonstramos como a integração institucional e a coordenação de políticas públicas podem gerar resultados mensuráveis, como a redução significativa do desmatamento e o alinhamento dos quatro estados à estratégia nacional de combate ao desmatamento ilegal”, avaliou o presidente do Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal, Pedro Chagas, que também é secretário de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão.
5ª fase do PPCDAm (2023–2027)
A fase atual do PPCDAm consolida as diretrizes definidas pelo Grupo Técnico de Meio Ambiente da Comissão de Transição Governamental de 2022 e reúne contribuições de diversos ministérios que compõem a Comissão Interministerial e a Subcomissão Executiva do plano. O objetivo é intensificar ações integradas de monitoramento, fiscalização, regularização ambiental e instrumentos econômicos.
“Estamos aqui com todos os estados discutindo dificuldades e caminhos para aprimorar nossa atuação conjunta”, explicou André Lima. Em 2025, o Brasil consolidou pela primeira vez planos para todos os seus biomas, a partir da experiência exitosa do PPCDAm.
Diálogo, debate e compartilhamento
Representantes dos estados puderam apresentar suas experiências na implementação de seus PPCDQs, além de identificar sinergias e desafios entre o PPCDAm e os planos estaduais. “Para nós é muito importante termos essa integração para conseguirmos resultados. Precisamos discutir as próximas ações, fazer uma análise da implementação dos planos, de forma que possamos continuar reduzindo as emissões. Esperamos levar isso também para as discussões durante a COP30”, declarou o secretário de Meio Ambiente do Acre, Leonardo Carvalho.
Cooperação internacional
O workshop contou com apoio do Projeto Ação para as Florestas (Action4Forests), implementado pela GIZ Brasil, que fortalece atores nacionais, subnacionais e locais para acessar e executar recursos de financiamento climático, promovendo a preservação das florestas e o uso sustentável dos recursos naturais.
A diretora do iniciativa, Alicia Spengler, destacou a importância da parceria. “Com o Ação para Florestas e o Parcerias para a Inovação, conseguimos apoiar tanto o MMA na elaboração dos planos nacionais para os biomas, quanto os estados na construção de seus PPCDQs. Isso é fundamental para que possam acessar recursos de financiamento climático. Com essas duas frentes, criamos uma plataforma robusta de intercâmbio entre os níveis federal e estadual para avançar no objetivo comum: reduzir o desmatamento e a degradação florestal.”
A Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCF TF, na sigla em inglês) e o Consórcio da Amazônia Legal (CAL) são também parceiros de implementação da iniciativa, que contou ainda com participantes das embaixadas britânica e alemã no Brasil, além do Banco Nacional para o Desenvolvimento (BNDES).
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
Ministério dos Transportes, ANTT e Arteris firmam protocolo para acelerar melhorias na BR-116/376/PR e BR-101/SC

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Motoristas que utilizam as BR-116/376, no Paraná, e a BR-101, em Santa Catarina, poderão contar com uma agenda de investimentos de aproximadamente R$ 15 bilhões, destinada à ampliação da capacidade das rodovias, ao reforço da segurança viária e à modernização da concessão. Na sexta-feira (26), o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Autopista Litoral Sul e a Arteris assinaram um Protocolo de Intenções que define as diretrizes para viabilizar essas melhorias em três frente de atuação, desenvolvidas de forma simultânea.
A iniciativa institui uma agenda conjunta de cooperação institucional para conferir maior previsibilidade às tratativas entre as instituições e estruturar soluções para gargalos históricos de infraestrutura no trecho entre Curitiba (PR) e Paulo Lopes (SC). Entre as prioridades estão as intervenções no Morro dos Cavalos e para a ampliação da capacidade da BR-101/SC.
Fases de atuação
O documento prevê a possibilidade de reversão à União dos trechos conhecidos como Morro dos Cavalos e Eixão, na BR-101/SC, por meio de eventual termo aditivo ao contrato de concessão. A medida permitirá a posterior transferência desses segmentos para outro concedente, caso sejam cumpridas as etapas legais e regulatórias previstas, o que possibilitará a execução de mais de R$ 3 bilhões em obras, além da execução dos túneis e do aproveitamento do licenciamento ambiental e do projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Paralelamente, os participantes avaliarão um acordo substitutivo de multas, que poderá converter passivos decorrentes de autos de infração em investimentos na própria rodovia. Isto é, as multas serão convertidas em obras, conforme a regulamentação da ANTT.
O documento também contempla a análise da inclusão de cerca de R$ 4 bilhões em investimentos para ampliar a capacidade das rodovias, elevar a segurança viária e melhorar imediatamente o nível de serviço nos trechos considerados críticos. A recomposição do equilíbrio econômico-financeiro poderá ocorrer por meio de tarifa e/ou da extensão do prazo de concessão.
Além disso, o documento estabelece a estruturação de uma modernização mais ampla da concessão, com a expectativa de investimentos estimados em até R$ 10 bilhões, sujeitos às análises técnicas, regulatórias e ao controle prévio do Tribunal de Contas da União (TCU).
O protocolo, além de definir as fases de atuação, estabelece uma agenda permanente de cooperação entre os participantes para agilizar análises, compartilhar estudos, identificar entraves técnicos, ambientais, jurídicos e regulatórios e estruturar soluções para melhorar os níveis de serviço das rodovias.
A assinatura do acordo define a política pública e autoriza a ANTT a alterar o contrato de concessão para viabilizar a execução das tão esperadas obras.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
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