Brasil
MMA investe em infraestrutura para fortalecer manejo sustentável do pirarucu no Amazonas
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), apoia o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia, unindo conservação da biodiversidade, geração de renda e permanência das comunidades em seus territórios. Neste mês, foi concluído um investimento em equipamentos para conservar o pirarucu manejado, na comunidade da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), em Carauari (AM), visando fortalecer a economia local.
Uma fábrica de gelo e uma câmara fria foram instaladas na comunidade do Médio Juruá e ampliarão a renda de mais de mil pessoas. A fábrica de gelo, com capacidade de produção de até 12 toneladas de gelo por dia, passa a atender uma cadeia produtiva que envolve 282 famílias, em 47 comunidades, alcançando diretamente 1.052 manejadores e manejadoras. Já a nova câmara fria amplia a capacidade de armazenamento do entreposto em até 100 toneladas.
As estruturas foram implantadas no entreposto de pescado da ASPROC com o objetivo de reduzir perdas, melhorar a qualidade do pescado e ampliar as condições de comercialização do pirarucu manejado – uma das principais cadeias da sociobiodiversidade amazônica.
Para chegar até a região, os equipamentos passaram por longo trajeto, enfrentando transporte terrestre, fluvial, e impactos da seca severa. As peças saíram do Sul do país em julho de 2025 e chegaram ao destino em agosto do mesmo ano. Durante o percurso, a estiagem extrema refletida no rio Juruá dificultou a navegação e evidenciou os desafios de levar infraestrutura a territórios de difícil acesso na Amazônia. A instalação da fábrica teve início em abril de 2026 e foi concluída neste mês.
Para Quilvilene Figueiredo da Cunha, diretora da ASPROC, a chegada da fábrica representa mais do que um avanço logístico. “O rio Juruá é um dos mais sinuosos do mundo e, em cada curva, existem histórias de luta e de resistência. Parcerias como esta criam condições para melhorar a qualidade de vida e fortalecer a permanência das comunidades em seus territórios”, destacou.
Infraestrutura soluciona gargalo logístico
O investimento público trouxe resolução para um gargalo histórico da região amazônica, visto que o deslocamento entre a capital Manaus e Carauari pode levar até sete dias de viagem.
A produção de gelo é considerada estratégica para o manejo do pirarucu, pois garante a conservação do pescado desde a captura até a comercialização na capital amazonense. Com isso, a cadeia ganha em qualidade sanitária, segurança alimentar e confiabilidade junto aos mercados.
Com a nova fábrica, a produção de gelo passa a ser local, reduzindo a dependência de fornecedores externos e aumentando a autonomia das comunidades. A expectativa é de que a iniciativa fortaleça a logística de escoamento e traga mais estabilidade para os produtores.
Cadeia produtiva alia renda e conservação
No Médio Juruá, o manejo comunitário do pirarucu é resultado de mais de duas décadas de organização social, com acordos de pesca, vigilância dos lagos e definição coletiva de regras de uso sustentável. O modelo envolve comunidades ribeirinhas e indígenas, unidades de conservação e outros arranjos territoriais que formam um conjunto de práticas que conecta conhecimento tradicional, gestão territorial e ciência aplicada.
Essa é uma das principais fontes de renda para comunidades da região amazônica e um instrumento de conservação ambiental. Ao valorizar o uso sustentável dos recursos naturais, o modelo contribui para a proteção dos lagos e o controle da pesca predatória.
A cadeia do pirarucu também tem ampliado a participação de mulheres em atividades como manejo, beneficiamento e organização comunitária. A nova estrutura contribui para fortalecer essas iniciativas e dar mais visibilidade aos diferentes papéis desempenhados nos territórios.
Permanência nos territórios
Ao melhorar a infraestrutura da cadeia produtiva e do entreposto de beneficiamento de pescado, as novas estruturas contribuem para a permanência das comunidades em seus territórios e para a manutenção de modos de vida ligados à floresta e aos rios.
A experiência do Médio Juruá mostra que a conservação da biodiversidade pode caminhar junto com geração de renda, segurança alimentar e organização social. A região avança na consolidação de um modelo baseado no uso sustentável dos recursos naturais.
“O apoio ao entreposto da ASPROC é parte da estratégia do Projeto ASL Brasil em fomentar a conservação e o protagonismo local, por meio do manejo sustentável de recursos naturais e do fortalecimento de coletivos locais de governança territorial em áreas de manejo integrado da paisagem, como o Sítio Ramsar Juruá.” conclui Henrique Santiago-coordenador técnico do projeto ASL Brasil.
Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil)
A Amazônia é essencial para a vida no mundo e sua paisagem vem passando por mudanças que ameaçam seus ecossistemas. Para reverter este cenário e contribuir com sua conservação e restauração, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio de sua Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBIO), coordena o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), executado pela Conservação Internacional (CI-Brasil), pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV Europe), em parceria com órgãos federais, estaduais e municipais de Meio Ambiente nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia.
O ASL Brasil é uma iniciativa do Governo Federal e integra o Programa Regional ASL, gerido pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e implementado pelo Banco Mundial (BM). O programa abrange projetos no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, com o objetivo de fortalecer a gestão integrada da paisagem na Amazônia.
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Brasil
Dia das Crianças: 5 destinos brasileiros para sair da rotina e viver momentos inesquecíveis
O Dia das Crianças está chegando e, com ele, a oportunidade de planejar viagens que fujam dos roteiros tradicionais. Trocar os brinquedos e as telas por experiências reais é um presente que marca a memória para o resto da vida. Prepare as malas, pois a aventura em família está prestes a começar!
Anavilhanas (AM)
Já imaginou a sensação de navegar por uma floresta que parece não ter fim? No arquipélago de Anavilhanas, no Amazonas, esse cenário de filme é a mais pura realidade.
O destino é composto por centenas de ilhas, rios sinuosos e caminhos aquáticos que se integram à imensidão da Floresta Amazônica. Para as crianças, a magia está em navegar pelas águas calmas e descobrir quais mistérios e belezas a natureza esconde logo após a próxima curva do rio.
Parque Nacional da Furna Feia (RN)
E se o passeio de férias incluísse uma descida às profundezas da terra? O Parque Nacional da Furna Feia, no interior do Rio Grande do Norte, guarda uma das maiores concentrações de cavernas do país. O ambiente é repleto de formações rochosas e caminhos subterrâneos, que despertam a curiosidade dos visitantes.
A experiência convida a família inteira a colocar a imaginação em prática para explorar um mundo escondido, oferecendo aos pequenos a fascinante sensação de serem exploradores de cavernas desbravando segredos guardados há milênios debaixo da terra.
Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT)
Para as famílias que adoram caminhar e contemplar o meio ambiente, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, é o destino ideal. A paisagem majestosa é formada por imensos paredões de pedra avermelhada, trilhas e cachoeiras. No entanto, o grande atrativo para o imaginário infantil é a rica diversidade de fauna local. A viagem ganha contornos onde a brincadeira e a experiência consistem em caminhar com atenção para tentar avistar pegadas curiosas no chão e observar animais selvagens livres em seu habitat.
Uberaba (MG)
Quem disse que os dinossauros só existem nas telas de cinema? Na cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, esses gigantes pré-históricos deixaram marcas muito reais. Reconhecida oficialmente como um Geoparque Mundial pela Unesco, a região abriga um dos maiores tesouros de fósseis pré-históricos de todo o Brasil.
A visita se transforma em uma verdadeira máquina do tempo, onde as crianças podem vivenciar a emoção única de descobrir fósseis incríveis, aprendendo sobre a história do nosso planeta de uma forma lúdica e imersiva.
Garopaba (SC)
Se a ideia for curtir a brisa do litoral, que tal adicionar um espetáculo grandioso da natureza ao roteiro? Na região de Garopaba, em Santa Catarina, a temporada das baleias-francas atrai e emociona visitantes de todas as idades.
Durante os passeios pela costa catarinense, é possível observar esses imensos mamíferos marinhos bailando tranquilamente nas águas brasileiras. A experiência de ficar à beira-mar ou em mirantes estratégicos, observando atentamente o horizonte à espera dos gigantes que emergem do oceano, é garantia de um momento de pura magia em família.
De norte a sul, viajar pelo Brasil no Dia das Crianças é a certeza de oferecer momentos únicos para os pequenos. Sair da rotina e conhecer a riqueza natural, histórica e cultural do nosso país não apenas fortalece os laços familiares, mas também desperta desde cedo o respeito e a paixão pelas nossas belezas nacionais.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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