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MMA debate Plano Sisnama 2036 e reforça cooperação federativa na gestão ambiental

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu, nesta quarta-feira (8/4), um webinar para debater o Plano Decenal de Fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama 2036). O documento estabelece diretrizes para ampliar a cooperação entre União, estados e municípios na gestão ambiental, fortalecer capacidades institucionais, especialmente no nível municipal, e aprimorar mecanismos de coordenação e financiamento do sistema. 

O encontro reuniu representantes das três esferas de governo com o objetivo de discutir iniciativas estratégicas e avançar na governança ambiental no país. A atividade também buscou ampliar o debate público e incentivar a participação de gestores, técnicos e representantes da sociedade civil na construção do plano. 

Durante o evento, o secretário-executivo substituto do MMA, Guilherme Checco, destacou o processo de reconstrução do sistema ambiental em curso. “Desde 2023, o governo federal vem trabalhando em um processo contínuo de reconstrução e retomada do Sisnama. É um sistema com trajetória, histórico e acúmulo, mas que também exige um olhar prospectivo para o futuro. Esse plano tem o propósito de não apenas sistematizar diretrizes, mas ser um instrumento para viabilizar esse processo”, afirmou. 

Checco ressaltou ainda a importância estratégica da construção do plano para o país. “Esse esforço é central para projetar a política nacional de meio ambiente e pensar o país que queremos”, completou. 

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O plano foi elaborado com base em diagnóstico desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estruturado em três eixos principais: arquitetura e governança, capacidades estatais e financiamento. 

A construção do diagnóstico ocorreu em seis etapas: análise documental e revisão bibliográfica; pesquisa de campo com gestores municipais, estaduais e federais; observação de reuniões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e da Comissão Tripartite Nacional; aplicação de enquete virtual; análise de bases de dados secundárias; e realização de reuniões de trabalho e oficinas de validação. A coleta de dados foi realizada entre novembro de 2024 e setembro de 2025. 

“O sistema é eixo fundamental para uma atuação coordenada entre os órgãos ambientais. Nos próximos dez anos, teremos que adaptar significativamente a gestão das unidades de conservação diante das mudanças climáticas”, pontuou o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires. 

A coordenadora de Sustentabilidade Ambiental do Ipea, Adriana Magalhães, enfatizou a relevância do diagnóstico como base para o monitoramento das ações futuras. “Esperamos que esse diagnóstico seja um marco zero e que sirva como referência para acompanhar a implementação das propostas do plano, com indicadores claros”, afirmou. 

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Também participaram do evento a diretora do Departamento do Sisnama do MMA, Marcela Moraes; o pesquisador do Ipea, Gesmar Rosa; o presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Eduardo Taveira; o presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma), Marçal Cavalcante; e a presidente do Fórum Nacional de Dirigentes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), Julia Bochner. 

Consulta Pública 

O Plano Sisnama 2036 está disponível para consulta pública na plataforma Brasil Participativo até 24 de abril.  

Acesse a consulta pública aqui 

Sisnama 

Criado pela Lei nº 6.938/1981, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, o Sisnama articula órgãos da União, dos estados, do Distrito Federal, dos municípios e da sociedade civil na implementação da política ambiental brasileira. Trata-se da principal estrutura institucional de proteção ambiental do país. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

MTE apresenta resultados das medidas de liberação extraordinária de recursos do FGTS

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentou nesta terça-feira (16) os resultados das Medidas Provisórias (MPs) que liberaram saldos extraordinários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), durante reunião do Conselho Curador do FGTS. Foram apresentados os balanços da MP/FGTS Saúde, da MP do Saque Retido do FGTS e da MP do FGTS Desenrola 2.0.

A reunião, presidida pelo ministro Luiz Marinho, apontou que, no governo Lula, foram utilizados R$ 34,7 bilhões do FGTS em saques extraordinários; nos governos anteriores, o montante foi de R$ 168,9 bilhões.

Até o momento, foram concretizadas 17.085 operações de crédito dentro do programa Desenrola, totalizando R$ 10,3 milhões já reservados para o pagamento das instituições financeiras. Os repasses serão efetuados pela Caixa Econômica Federal no próximo dia 25 de junho. O valor médio das operações foi de R$ 604,73 por trabalhador.

Entre as instituições financeiras participantes, o Nubank concentra o maior volume de operações, com 14.657 contratos, correspondentes a aproximadamente R$ 8,2 milhões dos recursos reservados para a liquidação das dívidas. Os dados apresentados ao Conselho Curador do FGTS também mostram maior participação das mulheres na utilização da modalidade: 55% dos contratos foram firmados por trabalhadoras, enquanto os homens representam 45% das operações realizadas.

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Em relação à distribuição regional, o Sudeste concentra a maior parcela das operações, com 50% do total, seguido pelo Nordeste (18%), Sul (17%), Centro-Oeste (9%) e Norte (6%).

No âmbito da utilização dos recursos do FGTS para o setor de saúde, foram contratados, no prazo da MP, R$ 3,4 bilhões destinados a hospitais localizados em 73 municípios brasileiros. Desse total, 82% dos recursos foram aplicados na modalidade de reestruturação de dívidas, contribuindo para o fortalecimento financeiro das instituições de saúde e a manutenção dos serviços prestados à população.

A distribuição regional dos recursos mostra maior concentração nas regiões Sudeste e Sul. O Sudeste lidera com R$ 1,5 bilhão em contratações, enquanto o Sul responde por R$ 1,1 bilhão, reunindo, juntos, a maior parte dos investimentos já realizados por meio da linha de crédito do FGTS voltada ao setor hospitalar.

A iniciativa integra as medidas aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS para ampliar o apoio a hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos, contribuindo para a sustentabilidade financeira das instituições e para o fortalecimento da rede de atendimento à saúde no país.

O Ministério do Trabalho e Emprego também apresentou um balanço da liberação dos recursos do FGTS para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e tiveram o contrato de trabalho extinto ou suspenso entre 1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025, desde que possuíssem saldo bloqueado na conta vinculada ao vínculo empregatício encerrado ou suspenso.

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A medida possibilitou a liberação de R$ 16,7 bilhões em saldos anteriormente bloqueados, beneficiando 14,6 milhões de trabalhadores em todo o país. A distribuição regional dos recursos demonstra que o Sudeste concentrou a maior parcela dos pagamentos, com 48% do total liberado. Em seguida aparecem as regiões Sul e Nordeste, ambas com 18%, seguidas pelo Centro-Oeste (9%) e Norte (7%).

Do montante efetivamente pago, que alcançou R$ 14,9 bilhões, 34,3% corresponderam a pagamentos superiores a R$ 10 mil, enquanto 33,7% referem-se a valores entre R$ 500 e R$ 3 mil.

Os dados apresentados ao Conselho Curador indicam ainda que a maior parte dos trabalhadores contemplados pertence às faixas de renda entre dois e quatro salários mínimos, evidenciando o alcance social da medida e seu impacto direto sobre trabalhadores de renda média e baixa que tiveram acesso aos recursos retidos em suas contas do FGTS.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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