Brasil
MJSP realiza quinta edição do curso de Gestão de Crise de Segurança nas Cidades
Manaus, 12/06/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, de 8 a 12 de junho, a quinta edição do curso Gestão de Crise de Segurança nas Cidades. A capacitação foi destinada a integrantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas e abordou modalidades criminosas recentes, como o Novo Cangaço e o Domínio de Cidades.
Os participantes receberam treinamento para atuação em ocorrências de alta complexidade, com foco em medidas preventivas e respostas imediatas. A formação também contribuiu para o aprimoramento do planejamento operacional e da integração entre as forças de segurança, ampliando a capacidade de resposta a diferentes tipos de ocorrência.
O curso é promovido pelas diretorias de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) e de Ensino e Pesquisa (DEP), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do MJSP.
Preparação das forças de segurança
O diretor da Diopi, José Anchieta Nery, ressalta que o plano desenvolvido para o curso também visa preparar as forças de segurança para enfrentar desafios como o resgate violento de detentos em instituições penitenciárias e os chamados “salves”. “Essas são ações violentas executadas por organizações criminosas, que frequentemente envolvem a queima de veículos de transporte público, ataques a prédios públicos e agressões a agentes do Estado”, explica.
Durante a capacitação, foram ministradas disciplinas como domínio de cidades, evolução dos crimes violentos contra o patrimônio, preservação de local de crime, estudo de casos, análise de risco, direitos humanos e legislação aplicada. Também foram realizados exercícios práticos com simulações de ataques a carros-fortes e a instituições responsáveis pela guarda de valores.
O curso proporcionou aos participantes a oportunidade de aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos em sala de aula e desenvolver estratégias voltadas à proteção das cidades.
“A expectativa é que ações de formação e qualificação como esta sejam replicadas em outras unidades da Federação, ampliando o alcance e a eficácia das ações de segurança em nível nacional”, acrescenta o diretor da Diopi.
Participação
O curso contou com representantes das forças de segurança das esferas federal, estadual e municipal. Participaram integrantes das polícias Civil, Militar, Penal, Federal e Rodoviária Federal, além da Perícia Oficial, do Corpo de Bombeiros Militar, do Exército Brasileiro e da Guarda Municipal.
Brasil
Conama aprova nova resolução para licenciamento ambiental da aquicultura
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta quarta-feira (2), a nova resolução que estabelece regras para o licenciamento ambiental da atividade de aquicultura. A norma substituirá a Resolução Conama nº 413/2009 e atualiza os critérios de enquadramento dos empreendimentos, adequando o licenciamento às características atuais do setor.
Entre os principais avanços da nova resolução está a definição do porte dos empreendimentos com base na produção. A modalidade de licenciamento também passa a considerar o porte da atividade: empreendimentos de pequeno porte poderão ser enquadrados na Licença por Adesão e Compromisso (LAC); os de médio porte, na Licença Ambiental Única (LAU); e os de grande porte estarão sujeitos ao licenciamento ordinário, conforme o enquadramento.
A nova regra também estabelece que o cultivo de espécies exóticas não altera, por si só, a modalidade de licenciamento. Além disso, o monitoramento ambiental deverá ser adequado ao porte do empreendimento, permitindo maior proporcionalidade entre as exigências ambientais e a escala da atividade.
A resolução incorpora ainda conceitos relacionados à realidade atual da aquicultura, como boas práticas aquícolas, adensamento, escapes em massa, espécies ornamentais, sistemas de cultivo integrado ou consorciado e sistemas de produção fechados.
Construção da nova resolução
A revisão da Resolução Conama nº 413/2009 foi conduzida por um Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e contou com a participação de diferentes órgãos públicos, instituições de pesquisa, representantes do setor produtivo, entidades estaduais e municipais de meio ambiente, especialistas e sociedade civil.
O grupo realizou reuniões ordinárias e extraordinárias entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, período em que foram discutidas e construídas as propostas de atualização da regulamentação.
Entre os temas analisados esteve a atualização dos conceitos utilizados na regulamentação, buscando incorporar a evolução dos sistemas e das práticas de produção aquícola. Também foi discutido um novo modelo de enquadramento dos empreendimentos, considerando porte e sistema de produção.
A proposta também retirou o chamado grau de severidade da espécie como critério. Para o cultivo de espécies exóticas, alóctones ou híbridas, permanecem previstas medidas específicas de prevenção e mitigação de potenciais impactos ambientais, incluindo ações para evitar escapes e mecanismos de biossegurança.
Com a aprovação da nova resolução pelo Conama, a Aquicultura ganha muito com critérios mais justos e respeito a cadeia.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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