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MJSP oferece curso de Libras para capacitar profissionais da segurança pública em atendimento inclusivo

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Brasília, 09/01/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), inicia a oferta do curso Libras para Profissionais de Segurança Pública a partir de sábado (10). A qualificação tem como objetivo capacitar integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) para um atendimento ético, inclusivo e qualificado a pessoas surdas e com deficiência auditiva. A formação será oferecida na modalidade a distância (EaD), com carga horária de 40 horas/aula, por meio da plataforma da Rede EaD Senasp.

A iniciativa faz parte do conjunto de ações do Governo Federal no âmbito do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Novo Viver sem Limite, que prevê medidas estruturantes para enfrentar o capacitismo e a violência contra pessoas com deficiência, incluindo a qualificação de profissionais da segurança pública. O curso também está alinhado à Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS) e à Matriz Curricular Nacional para Ações Formativas dos Profissionais da Segurança Pública.

Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, a capacitação representa um avanço institucional relevante. “A oferta de um curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para profissionais da segurança pública constitui a consolidação de uma política nacional de segurança inclusiva, alinhada aos princípios do Estado Democrático de Direito, conforme estabelecido na Constituição Federal. O objetivo primordial é garantir que a segurança pública seja acessível a todos os cidadãos”, afirma.

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Destinado a integrantes das Polícias Civil, Militar, Científica, dos Corpos de Bombeiros Militares e demais profissionais do Susp, o curso busca ampliar a comunicação institucional com a comunidade surda, promovendo atendimentos humanizados, acessíveis e eficazes. A proposta pedagógica contempla, além do aprendizado técnico da Língua Brasileira de Sinais (Libras), conteúdos sobre cultura surda, acessibilidade, legislação e práticas aplicadas ao cotidiano da segurança pública.

“O curso de Libras representa um avanço importante na construção de uma política de segurança pública mais equitativa, que reconhece a diversidade da população brasileira e qualifica os profissionais para atuar com respeito, empatia e eficiência no atendimento às pessoas surdas”, destaca a diretora de Ensino e Pesquisa substituta do MJSP, Carolina Taboada.

Ela acrescenta que ao investir na formação continuada, são fortalecidos não apenas a capacidade técnica dos profissionais, mas também o compromisso institucional com os direitos humanos e a dignidade da pessoa humana.

Estrutura e conteúdo do curso

A formação está organizada em quatro módulos, que abordam desde aspectos históricos e legais da Libras até atividades práticas de comunicação em situações reais de atendimento. Entre os conteúdos estão o alfabeto manual, ampliação de vocabulário, parâmetros básicos de Libras, cultura surda, acessibilidade e papel do intérprete. Um módulo prático consolida os conhecimentos adquiridos ao longo da capacitação.

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Durante o curso, os participantes terão acesso a materiais didáticos digitais, vídeos temáticos, exercícios interativos e conteúdos complementares, garantindo uma experiência de aprendizagem dinâmica e autônoma.

A avaliação será composta por exercícios ao final de cada módulo e por uma prova final, ambos com peso equivalente na nota. Para aprovação, o cursista deverá atingir no mínimo 70% de aproveitamento. Os participantes aprovados receberão certificado emitido pela Rede EaD Senasp, disponibilizado no sistema acadêmico após a conclusão das atividades obrigatórias.

Além de qualificar o atendimento à população surda, a iniciativa fortalece uma cultura institucional pautada na inclusão, equidade e respeito às diferenças, contribuindo para reduzir barreiras comunicacionais, atitudinais e sociais na segurança pública. Ao capacitar seus profissionais em Libras, o MJSP reafirma o compromisso com uma política de segurança pública acessível, democrática e alinhada aos princípios constitucionais de igualdade e cidadania.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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México busca experiência brasileira para construção de serviço universal de saúde

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 O Ministério da Saúde e o Instituto Mexicano de Seguridade Social para o Bem-Estar (IMSS-Bienestar) avançaram nesta quarta-feira (2) nas discussões para a construção do Serviço Universal de Saúde do México, que tem experiências do SUS entre as referências para sua estruturação. A reunião tratou de iniciativas brasileiras nas áreas de acesso a especialistas, medicamentos e saúde digital que despertam interesse dos mexicanos.

O encontro entre o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e o diretor-geral do IMSS-Bienestar, Alejandro Svarch Pérez, dá continuidade ao Memorando de Entendimento firmado entre Brasil e México em 8 de abril de 2026. O acordo estabelece áreas de cooperação e intercâmbio entre os dois países na área da saúde.

Desde a assinatura do documento, as equipes técnicas dos dois países já realizaram quatro reuniões sobre financiamento da saúde, assistência farmacêutica, acesso a medicamentos e avaliação de tecnologias em saúde. A cooperação também incluiu uma missão técnica brasileira ao México sobre preparação para emergências em eventos de massa, com foco na Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027, que será sediada no Brasil.

Acesso a medicamentos e especialistas

Entre as experiências brasileiras de interesse da delegação mexicana estão o Farmácia Popular e o Agora Tem Especialistas. As iniciativas foram discutidas como referências para a estruturação de ações mexicanas voltadas à ampliação do acesso a medicamentos e à atenção especializada.

No campo da assistência farmacêutica, o interesse mexicano está relacionado à ampliação da estratégia Farmacias del Bienestar, que conta com módulos de dispensação e pontos automatizados. A experiência do Farmácia Popular foi apresentada como uma referência sobre organização da oferta, definição do elenco de medicamentos e mecanismos de acesso.

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Na atenção especializada, o intercâmbio envolve estratégias para ampliar a oferta de consultas, exames e procedimentos e organizar o fluxo entre os diferentes pontos da rede. A experiência do Agora Tem Especialistas também é considerada na estruturação da iniciativa mexicana Mais Especialistas, Mais Enfermeiros, Mais Bem-Estar.

Para Adriano Massuda, o compartilhamento da experiência brasileira pode contribuir para que o México avance na implementação de suas próprias políticas. “O desenho dessa política, como ele foi montado, o elenco de medicamentos ofertados, o mecanismo de autorização e o impacto são experiências que a gente construiu ao longo de anos, e apresentar a experiência pode acelerar [para] que eles implementem no México.”, disse o secretário-executivo.

Segundo Alejandro Svarch Pérez, o Brasil é uma referência para o modelo que está sendo estruturado pelo México, especialmente pela experiência do SUS na organização de um sistema universal de saúde. “O Brasil é a principal referência global em sistemas universais de saúde e o México está estruturando um modelo inspirado na experiência brasileira. O SUS também nos interessa pela forma como organiza a governança regionalizada.”, afirmou.

Saúde digital

A transformação digital da saúde também esteve entre os temas de interesse da delegação mexicana. As equipes discutiram soluções brasileiras de integração de dados, serviços digitais e telessaúde, especialmente para ampliar o acesso em territórios remotos.

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Entre as experiências compartilhadas estão a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o aplicativo Meu SUS Digital e os serviços de Telessaúde. O intercâmbio inclui aspectos relacionados à integração de sistemas, disponibilização de informações e oferta de atendimento a distância.

Troca de experiências

A cooperação também contempla áreas nas quais o Brasil busca conhecer experiências desenvolvidas pelo México. Durante a reunião, Massuda destacou o interesse brasileiro em iniciativas relacionadas à saúde indígena, especialmente aquelas que valorizam saberes tradicionais e a farmacopeia local. “Ao mesmo tempo, para o Brasil é muito importante também aprender com a experiência mexicana, sobretudo no que diz respeito à saúde indígena, na experiência que eles têm de valorizar os saberes locais, a farmacopeia local e outras.”

A troca de conhecimentos amplia a cooperação entre os dois países e permite que experiências desenvolvidas em diferentes contextos sejam analisadas pelas equipes técnicas para subsidiar políticas e estratégias de saúde.

Próximos passos

A agenda de cooperação terá continuidade em setembro. Entre os dias 21 e 22, está prevista uma visita de uma delegação brasileira à Cidade do México. A programação inclui encontro com autoridades mexicanas e visitas à Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris) e à Birmex, estatal farmacêutica do país.

A agenda dará sequência às discussões iniciadas no âmbito do Memorando de Entendimento e ao intercâmbio técnico entre Brasil e México sobre políticas, gestão e organização dos sistemas universais de saúde.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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