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Brasil

MJSP destina R$ 3,7 milhões para fortalecimento da Guarda Municipal de Macaé

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Macaé, 28/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, nesta quinta-feira (28), a solenidade de adesão ao Programa Município Mais Seguro, em Macaé (RJ). Durante o evento, foi anunciado investimento de R$ 3,7 milhões voltado ao fortalecimento das Guardas Municipais da cidade.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a iniciativa consolida as corporações locais como integrantes estratégicas do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e prevê a entrega imediata de 855 kits de armas de incapacitação neuromuscular e 1.760 espargidores, com foco no reaparelhamento das equipes com instrumentos de menor potencial ofensivo.

O coordenador-geral de Políticas de Prevenção à Violência e à Criminalidade do MJSP, Leandro Arbogast, destacou a importância da adesão do município para o fortalecimento das guardas municipais. “É uma política pública do MJSP que auxilia no combate à criminalidade e fortalece os profissionais da Guarda Municipal. Fico muito feliz em saber que temos cada vez mais municípios aderindo”, afirmou.

O prefeito de Macaé, Welberth Rezende, ressaltou a importância do trabalho integrado entre o município e o Governo Federal para fortalecer a segurança local. “É por meio da soma de esforços que vamos reduzir a violência. Estamos trabalhando em parceria com a esfera federal e já podemos perceber os resultados”, disse ao apresentar os principais índices de violência que diminuíram na cidade nos últimos anos.

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Segurança fortalecida nos municípios cariocas

Macaé foi escolhida como sede e prioridade do programa devido ao seu perfil estratégico e aos desafios identificados pela secretaria federal em relação aos índices de violência letal e vulnerabilidades territoriais.

A cidade, que atualmente conta com efetivo de 512 agentes, integra o primeiro grupo de municípios contemplados ao lado de Campos dos Goytacazes, com 635 servidores; Rio das Ostras, com 361; e Armação de Búzios, com 230 guardas municipais.

Representantes dessas quatro prefeituras fluminenses assinaram os termos de pactuação para ampliar a capacidade institucional de planejamento e gestão da segurança no nível local.

Além do aporte em equipamentos, o município receberá assistência técnica especializada para adequar normas e doutrinas operacionais aos parâmetros nacionais e internacionais de uso diferenciado da força, garantindo atuação mais técnica e juridicamente respaldada.

Capacitação de agentes com o Município Mais Seguro

O programa também investe na qualificação dos Guardas Municipais por meio de cursos presenciais integrados, que incluem capacitações em Polícia Comunitária Aplicada para atuação em territórios vulneráveis, treinamento especializado para as Patrulhas Maria da Penha voltadas ao atendimento humanizado de mulheres e formação para padronização de procedimentos éticos.

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Os agentes locais passarão a contar com o suporte do Projeto Escuta Susp, que oferece acolhimento especializado em saúde mental e apoio biopsicossocial on-line em parceria com universidades federais.

Essas ações regionais integram um plano estruturante nacional do Governo Federal, financiado pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), com orçamento global superior a R$ 170,6 milhões.

Desse total, mais de R$ 100 milhões apoiam o Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força e outros R$ 65 milhões são destinados ao Projeto Nacional de Polícia Comunitária, estabelecendo diretrizes modernas de policiamento preventivo, cidadania, resolução pacífica de conflitos e integração entre os entes federativos.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Brasil recebe 75,6 mil pedidos de refúgio em 2025 e ultrapassa 165 mil refugiados reconhecidos

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Brasília, 22/6/2026 – O Brasil recebeu 75,6 mil novos pedidos de reconhecimento da condição de refugiado em 2025 e soma 165.774 pessoas reconhecidas como refugiadas pelo Estado brasileiro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) na publicação Refúgio em Números 2026, apresentada pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), anuário produzido em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), durante evento em celebração ao Dia Mundial do Refugiado e aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, realizado em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

O levantamento mostra que o número de pessoas reconhecidas como refugiadas cresceu 5,9% entre 2024 e 2025. Desde 2010, o País acumulou 551.072 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado.

Realizado no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), o evento reuniu representantes do Governo Federal, organismos internacionais, academia, sociedade civil e comunidades refugiadas para debater os desafios da proteção internacional e os avanços do Brasil no acolhimento e na integração de pessoas refugiadas.

O relatório também registra uma mudança no perfil dos solicitantes de refúgio. Pela primeira vez, Cuba ultrapassou a Venezuela em número de novos pedidos e respondeu por 55,4% das solicitações registradas em 2025. Os venezuelanos representaram 28,1% do total. O levantamento identificou ainda solicitantes oriundos de 177 países.

Durante a abertura do evento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, enfatizou a importância histórica da Convenção de 1951 e o compromisso brasileiro com a proteção internacional.

“Essa data não marca apenas a assinatura de um tratado, mas a reafirmação da própria dignidade da pessoa humana diante do desafio do deslocamento forçado. Ao reconhecer a pessoa refugiada como sujeito de direitos, o Estado cumpre uma de suas funções mais elevadas: servir à lei, à justiça e à dignidade humana”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que o Brasil tem consolidado políticas voltadas à proteção e à integração de pessoas refugiadas, citando instrumentos como o reconhecimento da condição de refugiado, os vistos humanitários e o Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário.

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“Os relatórios apresentados hoje reforçam a relevância de políticas públicas baseadas em dados e evidências para qualificar a atuação estatal. O Brasil segue sendo reconhecido internacionalmente como um País capaz de proteger, acolher e reconhecer em cada pessoa refugiada uma vida com direitos, capacidades e futuro”, declarou.

Dia Mundial do Refugiado
Dia Mundial do Refugiado. Foto: Isaac Amorim/ MJSP

Acolhimento e integração

A secretária nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Maria Rosa Loula, destacou que a política de refúgio tem papel estratégico para o desenvolvimento social e para a promoção dos direitos humanos.

“O refúgio é um instrumento de transformação da sociedade brasileira e do mundo. O Brasil consegue dar exemplo de um paradigma que reúne segurança, direitos humanos, acolhimento e desenvolvimento social”, enfatizou.

Segundo a secretária, o trabalho desenvolvido pelo Estado brasileiro é resultado da atuação articulada entre Governo Federal, organismos internacionais, academia e sociedade civil. “Trata-se de uma política pública fundamental, construída coletivamente e comprometida com a proteção da dignidade humana”, acrescentou.

Desafios globais

O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Davide Torzilli, destacou que o contexto atual reforça a relevância da Convenção de 1951 e da cooperação internacional para garantir proteção às pessoas deslocadas à força.

Segundo ele, os números globais evidenciam a necessidade de fortalecer os sistemas de proteção. “Mais de 117 milhões de pessoas estão deslocadas à força em todo o mundo. Esses dados lembram que a necessidade de proteção internacional não diminuiu; ela se tornou ainda mais urgente”, observou.

Torzilli também reconheceu o papel desempenhado pelo Brasil no fortalecimento das políticas de acolhimento e integração. “O Acnur agradece ao Brasil por continuar promovendo espaços de diálogo, fortalecendo seu sistema de proteção internacional e buscando soluções que permitam não apenas proteger, mas também integrar pessoas refugiadas, deslocadas e apátridas”, disse.

O relatório Tendências Globais, com dados sobre deslocamento forçado no mundo e nas Américas, também foi apresentado no primeiro painel do evento. Acesse o relatório aqui: https://www.acnur.org/br/noticias/comunicados-imprensa/relatorio-tendencias-globais-2025

Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
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Programa é institucionalizado

Durante o evento, o ministro Wellington Lima assinou o ato de institucionalização do Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário. Coordenado pelo MJSP, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e outros órgãos do Governo Federal, e implementado em parceria com a sociedade civil, o Acnur e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o programa constitui uma iniciativa inovadora da política brasileira de acolhida humanitária.

Implementado inicialmente como projeto-piloto voltado à população afegã, o programa tem promovido a acolhida, a proteção e a integração de pessoas em situação de vulnerabilidade por meio do engajamento direto de organizações da sociedade civil e comunidades locais. Sua institucionalização representa um passo importante para consolidar a experiência e permitir sua expansão gradual a outros grupos que necessitam de proteção e acolhida humanitária.

Programação

Além da apresentação dos relatórios Refúgio em Números 2026, o encontro contou com um bate-papo com a cantora e refugiada iraniana Mah Mooni, que compartilhou sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil.

A programação também incluiu um painel dedicado aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, reunindo especialistas, representantes do governo, da academia, da sociedade civil e de organismos internacionais para discutir os desafios atuais da proteção internacional e as perspectivas para o fortalecimento das políticas de refúgio no Brasil.

Também compuseram a mesa de abertura o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; a secretária-executiva adjunta do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Isadora Lacava; a secretária de Comunidades Brasileiras no Exterior e Assuntos Consulares do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Márcia Loureiro; o subprocurador-geral da República, André de Carvalho Ramos; e o representante do Acnur no Brasil, Davide Torzilli.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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