Brasil
Ministro Silvio Costa Filho assina contrato de dragagem do Porto do Recife, que passará a receber navios maiores
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, assinou nesta sexta-feira (30), no Recife (PE), o contrato para a execução da obra de dragagem de readequação da infraestrutura aquaviária do Porto do Recife, iniciativa que representa um investimento estimado em R$ 100 milhões e que está prevista na licitação homologada em 26 de janeiro de 2026.
O contrato contempla a dragagem de manutenção e a readequação do acesso aquaviário do complexo portuário, com profundidade mínima de 12 metros, calado operacional de 10,7 metros, canal de acesso com 240 metros de largura e bacia de manobra de 500 metros de diâmetro, permitindo que o Porto do Recife passe a operar navios de até 210 metros de comprimento, o que amplia a eficiência logística e reforça a segurança das operações.
Durante a assinatura, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a obra está em sintonia com a estratégia do governo federal para o crescimento econômico e o fortalecimento da infraestrutura logística do país. “Esse investimento em uma obra aguardada há mais de dez anos reforça o compromisso do governo do presidente Lula com o desenvolvimento regional, a ampliação da capacidade dos portos brasileiros e a geração de emprego e renda. Ao permitir a chegada de navios maiores, o Porto do Recife amplia suas operações, reduz custos logísticos e se consolida como um ativo estratégico para economia de Pernambuco e do Nordeste”, afirmou.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, destacou a importância da parceria com o governo federal para viabilizar obras estruturantes no estado. “Essa dragagem e os investimentos anunciados são resultado de uma parceria fundamental com o governo do presidente Lula, representado aqui pelo ministro Silvio Costa Filho, que tem sido decisiva para destravar obras sonhadas há muito tempo por Pernambuco. Estamos fortalecendo a logística, ampliando a competitividade dos nossos portos e criando condições reais para gerar desenvolvimento, emprego e mais qualidade de vida para a população”, afirmou.
Investimentos
Os recursos destinados à obra incluem R$ 54,1 milhões empenhados em 2025 e R$ 45,8 milhões previstos para 2026, com início das obras programado para até março de 2026 e conclusão estimada para maio de 2027. A iniciativa integra o conjunto de investimentos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) voltados à modernização da infraestrutura portuária e ao fortalecimento da logística nacional.
O presidente do Porto do Recife, Guilherme Cavalcante, destacou que a obra representa um avanço estratégico para o terminal. “Esse investimento é fundamental para modernizar a infraestrutura do Porto do Recife. Com o aumento do calado e a melhoria do canal e da bacia de manobra, vamos receber navios maiores, reduzir custos logísticos, ampliar a competitividade e melhorar também a operação de cruzeiros e a experiência dos turistas”, afirmou.
A dragagem do Porto do Recife se soma a outras ações estruturantes em andamento em Pernambuco, reforçando o papel do estado como eixo estratégico da navegação de cabotagem e do comércio exterior no Nordeste.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Brasil e Canadá formalizam cooperação internacional em saúde com assinatura de memorando e adesão à Coalizão Global do G20
Após duas décadas sem acordos estruturados na área da saúde entre Brasil e Canadá, os dois países retomaram, nesta terça-feira (19), a cooperação bilateral com a assinatura de um memorando de entendimento no terceiro dia da missão oficial do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Genebra. A iniciativa consolida a agenda internacional da saúde no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inaugura uma nova etapa da parceria entre os países em temas estratégicos como saúde e clima, adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, saúde digital, fortalecimento de sistemas públicos universais e transferência de tecnologia.
Outro resultado do encontro foi a manifestação formal de interesse do Canadá em integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde, iniciativa liderada pelo Brasil e, atualmente, presidida pelo ministro Padilha. A adesão reforça o protagonismo internacional brasileiro na agenda de saúde global e amplia a articulação entre países do Norte e do Sul Global em torno de uma agenda comum de acesso equitativo à saúde.
Em carta encaminhada à Coalizão, a vice-ministra da Saúde do Canadá, Shalene Curtis-Micallef, e a presidente da Agência de Saúde Pública do Canadá, Nancy Hamzawi, reafirmaram o compromisso do país com a cooperação internacional voltada à ampliação do acesso a vacinas, diagnósticos, terapêuticos e outras tecnologias em saúde, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade e doenças negligenciadas, em alinhamento aos princípios da Carta de Genebra, documento que marca a criação da iniciativa.
“A Coalizão responde a uma das maiores prioridades do governo do presidente Lula: reduzir a dependência externa do Sul Global na produção de medicamentos, vacinas, diagnósticos e equipamentos de saúde, por meio do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O Brasil tem orgulho de contar com instituições públicas de excelência, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, e reafirma seu compromisso com o acesso equitativo, porque inovação sem acesso não é inovação, é injustiça”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O Canadá também indicou representantes para integrar o Comitê Diretor da Coalizão, responsável pelas decisões estratégicas da iniciativa. A entrada do país fortalece o peso político e técnico da Coalizão, diante da reconhecida capacidade canadense em pesquisa biomédica, inovação, regulação sanitária e produção biofarmacêutica, especialmente após os investimentos realizados para ampliar sua capacidade de resposta a futuras pandemias.
O ministro Alexandre Padilha anunciou a adesão de quatro organismos internacionais à Coalizão: a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Medicines for Malaria Venture (MMV), o Medicines Patent Pool (MPP) e o South Centre. Com isso, a Coalizão amplia sua articulação internacional e passa a contar com 28 organizações participantes, reunindo atores estratégicos das áreas de inovação, pesquisa, financiamento, produção e políticas públicas em saúde.
O presidente da Fiocruz e secretário-executivo da Coalizão, Mario Moreira, destacou que a iniciativa representa um avanço estratégico para a soberania sanitária global. “Precisamos superar a lógica em que alguns países apenas produzem, enquanto outros permanecem dependentes de tecnologias em saúde. Essa discussão trata de soberania, resiliência e do direito de cada país desenvolver suas próprias capacidades científicas, tecnológicas e produtivas”, afirmou.
Durante a reunião, o Canadá também aderiu ao Plano de Ação de Belém, iniciativa internacional voltada à adaptação dos sistemas de saúde frente aos impactos da crise climática. Com isso, o país passa a integrar os esforços liderados pelo Brasil para fortalecer sistemas de saúde mais resilientes e sustentáveis.
O encontro também reforçou a parceria entre a Anvisa e a agência reguladora canadense. As duas instituições ocupam atualmente as vice-presidências da Associação Internacional de Agências Reguladoras e vêm ampliando a articulação conjunta em temas regulatórios, produção local e vigilância sanitária.
Dengue como pauta central da Coalizão
Em março deste ano, durante reunião de alto nível dos membros da Coalizão, a dengue foi definida como o primeiro desafio prioritário da iniciativa. Atualmente, quase metade da população mundial está em risco de contrair a doença, com estimativas entre 100 milhões e 400 milhões de infecções por ano
“A dengue, que historicamente afetava países tropicais, hoje está presente em mais de 100 países e em todos os continentes. As mudanças climáticas ampliaram as condições para transmissão da doença e reforçam a necessidade de integrar as arboviroses ao Plano de Ação de Belém”, afirmou Padilha.
O ministro destacou ainda a importância da inovação e da produção regional de tecnologias em saúde no enfrentamento da doença. “A vacina Butantan-DV representa uma esperança concreta para o Brasil e demonstra a importância de fortalecer capacidades nacionais e regionais de pesquisa, desenvolvimento e produção”, ressaltou.
Padilha também convidou governos, instituições de pesquisa, organizações internacionais, financiadores e o setor privado a participarem da primeira Chamada de Propostas da Coalizão, aberta até 1º de julho. “Os desafios globais exigem respostas ambiciosas e coordenadas. Esta chamada representa apenas o início de uma agenda internacional de cooperação voltada à inovação, produção regional e acesso equitativo à saúde”, concluiu.
Sobre a Coalizão Global do G20
Criada a partir da assinatura da Carta de Genebra, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde, a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde atua para reduzir desigualdades no acesso a tecnologias em saúde e promove a produção local e regional, o fortalecimento das cadeias de suprimento e a cooperação internacional em pesquisa, inovação e desenvolvimento produtivo.
A iniciativa é multissetorial e reúne governos, organizações internacionais, setor privado, instituições públicas, filantrópicas, academia e sociedade civil. A Coalizão tem secretariado executivo da Fiocruz e foi concebida durante a presidência brasileira do G20, em 2024, e consolida-se como uma das principais iniciativas internacionais voltadas à soberania sanitária e à redução das desigualdades globais em saúde.
Carolina Miltão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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