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Brasil

Ministro Padilha recebe carta de Grupo da Terra para ampliar a equidade em saúde nos territórios

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Representantes de movimentos sociais e instituições de saúde entregaram ao ministro da saúde, Alexandre Padilha, a Carta de Brasília, documento com propostas para fortalecer a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (PNSIPCFA). O ato foi realizado durante a 8ª Reunião do Grupo da Terra, ocorrida entre os dias 4 e 6 de agosto, em Brasília-DF.

Na abertura do encontro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da participação social na construção das políticas públicas e da aproximação entre a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e as diferentes realidades dos territórios.

“O Grupo da Terra representa um espaço permanente de diálogo e participação social. É nesse encontro entre diferentes saberes, territórios e experiências que a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas é fortalecida e as estratégias de ampliação do acesso dessas populações ao SUS são qualificadas, destacou o ministro.

Criado em 2005 e regulamentado pela Portaria GM/MS nº 1.120, de 2023, o Grupo da Terra constitui a principal instância nacional de participação social da PNSIPCFA. O colegiado reúne representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Saúde e de movimentos sociais e organizações da sociedade civil que representam populações do campo, da floresta e das águas.

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A atuação do Grupo da Terra contribuiu para a formulação, o acompanhamento e a avaliação da política, além de ampliar a participação social na definição das estratégias do SUS para esses territórios.

Diálogo entre gestão e territórios

Durante os três dias, os participantes discutiram governança, financiamento, saneamento rural, monitoramento, informação em saúde, participação social e cooperação entre diferentes setores. As discussões ainda tiveram como ponto de partida o reconhecimento de que as condições de saúde também se relacionaram às características sociais, ambientais, culturais e econômicas de cada território.

Representante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Filomena Zamboni destacou a importância de considerar essas especificidades na promoção da equidade. “Não dá para discutir equidade em saúde sem olhar para os territórios. Não se constrói equidade em saúde sem discutir as determinações desses espaços territoriais”, reforçou.

O saneamento rural também ocupou espaço de destaque na programação. Os participantes relacionaram o acesso à água, o saneamento, a saúde, o meio ambiente e a soberania alimentar, com atenção às diferentes condições encontradas nas comunidades do campo, da floresta e das águas.

Para Noemi Margarida Krefta, integrante do Movimento de Mulheres Camponesas, os espaços de participação ampliaram a troca de experiências e fortaleceram a atuação coletiva. “Espaços como esse são fundamentais para que a gente troque experiências, troque forças e sinta que não estamos sós”, reforçou.

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Carta de Brasília

O documento reuniu propostas construídas de forma participativa por representantes do poder público, movimentos sociais e instituições parceiras. A Carta foi organizada em quatro eixos: Governança e Gestão; Monitoramento e Avaliação; Cooperação Social; e Participação Social.

Entre as propostas apresentadas estiveram o fortalecimento dos Grupos da Terra nos estados e municípios, a realização de oficinas regionais, a formação de gestores e lideranças, a integração de bases de dados e sistemas de informação, o fortalecimento da participação dos movimentos sociais nas instâncias de governança do SUS e a criação de estratégias permanentes de comunicação e educação popular.

O documento também apresentou propostas para ampliar a participação do Grupo da Terra no processo da 18ª Conferência Nacional de Saúde, com apoio à realização de Conferências Livres e à participação dos movimentos sociais nas etapas municipais, estaduais e nacional.

A Carta de Brasília consolidou, assim, uma agenda construída a partir da escuta dos territórios e da participação social. As propostas apresentadas contribuíram para fortalecer a implementação da PNSIPCFA e ampliar a articulação entre gestão pública, movimentos sociais e instituições parceiras.

 Tatiany Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Cânions do Velho Chico: descubra o Monumento Natural do Rio São Francisco

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Abraçando os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia, o Monumento Natural do Rio São Francisco é uma das unidades de conservação mais impressionantes do Nordeste brasileiro. Criada em 2009, a unidade protege cerca de 26 mil hectares ao longo do leito e das margens do Velho Chico, abrangendo municípios como Piranhas (AL), Canindé de São Francisco (SE) e Paulo Afonso (BA). O grande destaque da região são os Cânions do São Francisco, que estão entre os maiores cânions navegáveis do mundo.

A unidade desempenha um papel crucial na preservação do bioma Caatinga e dos ecossistemas aquáticos e terrestres do semiárido. Suas formações rochosas e a vegetação típica servem de refúgio para espécies exclusivas da fauna e flora brasileiras, além de abrigar sítios arqueológicos com pinturas rupestres.

Os atrativos da região combinam contemplação e imersão histórica. A experiência central é o passeio pelo Cânion do Xingó, onde visitantes navegam entre paredões avermelhados de mais de 50 metros de altura, que contrastam com o tom verde-esmeralda das águas. O percurso costuma incluir uma parada no famoso Paraíso do Talhado, um santuário entre as rochas, que é perfeito para banho e contemplação.

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Além das paisagens naturais, a visita se conecta intensamente à cultura do sertão. É possível explorar trilhas históricas do Cangaço – como o percurso até a Grota do Angico, local do último combate de Lampião e Maria Bonita –, além de caminhar pelo charmoso Centro Histórico de Piranhas (AL).

Para realizar os passeios de barco e as caminhadas históricas com segurança, recomenda-se buscar agências e condutores credenciados no Cadastur, garantindo o respeito às normas de conservação da Caatinga.

Como chegar

Para chegar ao Monumento Natural do Rio São Francisco por via aérea, as principais portas de entrada são o Aeroporto Internacional de Aracaju (AJU), em Sergipe (a cerca de 200 km de Canindé de São Francisco), e o Aeroporto Internacional de Maceió (MCZ), em Alagoas (a aproximadamente 280 km de Piranhas). 

A partir das capitais, o deslocamento até as cidades pode ser feito em carro, ônibus intermunicipais ou transfers privativos, operados por agências de turismo.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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