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Ministro Fávaro realiza série de encontros bilaterais durante a Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas

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Em Brasília, nesta terça-feira (4), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou uma série de encontros bilaterais com ministros da Agricultura do Haiti, República Dominicana, Suriname, Trinidad e Tobago e Chile. As reuniões resultaram em abertura de mercado, trataram da ampliação do comércio entre o Brasil e esses países, além de temas de interesse comum, como a formalização de acordos de cooperação técnica e a troca de tecnologias.

Os encontros ocorreram paralelamente à Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025, promovida pela Junta Interamericana de Agricultura (JIA), órgão máximo de governança do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Participaram também das reuniões a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e secretários do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

SURINAME

Durante a reunião com o ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Suriname, Mike Noersalim, foi confirmada a abertura de mais um mercado para os produtos agropecuários brasileiros, totalizando 472 desde 2023. O Brasil poderá exportar carne suína para o país vizinho.

No encontro, ainda foi formalizado um termo de cooperação técnica voltado ao controle e à erradicação da praga quarentenária da mosca-da-carambola, com foco em capacitação, monitoramento e ações integradas.

“Estamos à disposição para discutir o desenvolvimento agropecuário com foco em cana-de-açúcar, arroz, coco e também na possibilidade de fornecimento de material genético, fortalecendo a cooperação técnica e comercial entre nossos países. O presidente Lula sempre reforça que uma boa relação comercial é aquela que vende, mas também compra”, afirmou Fávaro.

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O ministro Mike Noersalim destacou o interesse de seu país em fortalecer a parceria com o Brasil. “O Brasil é um grande país agrícola, com muita pesquisa voltada à agricultura e à pecuária. Queremos colaborar com vocês para desenvolver nossa agricultura e reduzir nossa dependência de importações”, afirmou.

O Suriname também manifestou interesse em estabelecer acordos com a Embrapa, especialmente para o enfrentamento da praga da vassoura-de-bruxa do cacau. Um acordo trilateral entre Brasil, Suriname e Guiana Francesa, com foco em monitoramento transfronteiriço, transferência de tecnologias e capacitação, foi apontado como uma iniciativa estratégica para o controle da praga. Além disso, o país demonstrou interesse em cooperações voltadas ao desenvolvimento de cultivares de arroz de terras altas e de variedades irrigadas.

HAITI

A reunião com o ministro da Agricultura do Haiti, Vernet Joseph, abordou parcerias agrícolas e humanitárias. O país enfrenta graves impactos do furacão Melissa, que causou insegurança alimentar e prejuízos significativos aos produtores locais.

“A agricultura representa cerca de 25% do PIB do nosso país. Temos muitos recursos hídricos, mas eles foram fortemente afetados. Por isso, queremos investir em infraestrutura de irrigação, seguindo o exemplo do Brasil”, destacou Joseph.

O Haiti também demonstrou interesse em importar milho e soja do Brasil, voltados para a alimentação do plantel de aves do país.

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O ministro Fávaro reafirmou a solidariedade e o apoio do governo brasileiro ao povo haitiano. “Como o Haiti integra a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, a cooperação alimentar entre nossos países poderá ser conduzida de forma mais ágil e efetiva”, afirmou.

REPÚBLICA DOMINICANA

O ministro Fávaro também se reuniu com representantes da República Dominicana para fortalecer o diálogo e identificar novas oportunidades de cooperação. As discussões abordaram o avanço do comércio bilateral, a ampliação do acesso a mercados e o aprimoramento das certificações e da cooperação sanitária, com foco em um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável.

TRINIDAD E TOBAGO

Em encontro com o ministro da Agricultura e Pesca de Trinidad e Tobago, Ravi Ratiram, foram abordadas novas oportunidades de parceria no agronegócio e o fortalecimento da cooperação técnica entre os países.

“Atendendo à determinação do presidente Lula, seguimos empenhados em ampliar a atuação da Embrapa e compartilhar o conhecimento que faz do Brasil uma referência mundial em produção de alimentos e sustentabilidade”, destacou Fávaro.

CHILE

Encerrando a agenda de reuniões bilaterais, o ministro Carlos Fávaro se encontrou com a ministra da Agricultura do Chile, María Ignacia Fernández Gatica. Durante o encontro, foram discutidos os avanços nas cooperações técnicas e científicas entre os dois países e as oportunidades de diversificação da pauta exportadora, fortalecendo os setores agropecuários do Brasil e do Chile.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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