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Ministro do Trabalho anuncia R$ 30 milhões para qualificação profissional em estados e municípios do Sine

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou, na manhã desta segunda-feira (18), a destinação de R$ 30 milhões para ações de qualificação social e profissional em 17 municípios e 14 estados conveniados ao Sistema Nacional de Emprego (Sine). O anúncio foi feito na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília, com a presença de representantes dos entes contemplados. 

Durante o evento, o ministro Luiz Marinho destacou a importância da cooperação entre os entes federativos para a execução das políticas públicas. Segundo ele, embora o Governo Federal seja responsável pela formulação e coordenação dessas políticas, sua efetividade depende da atuação integrada entre União, estados e municípios. “É importante que tudo seja realizado da melhor forma possível, com a devida prestação de contas ao Tribunal de Contas da União, trabalhando conjuntamente para alcançar os melhores resultados”, afirmou. 

O ministro Luiz Marinho também ressaltou que os critérios de distribuição dos recursos levam em conta tanto o número de habitantes quanto o desempenho na execução das políticas públicas. “Premia-se quem apresenta os melhores resultados lá na ponta, tanto para os trabalhadores e trabalhadoras, quanto para as empresas, que demandam intermediação de mão de obra qualificada.  Mas, especialmente aos trabalhadores e trabalhadoras, que, às vezes, a dica de aperfeiçoamento pode fazer uma grande diferença na sua empregabilidade”, disse.   

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A distribuição dos recursos foi definida com base em dois critérios: 50% do montante conforme o Índice Sociodemográfico (IS) e os outros 50% de acordo com o Índice de Gestão Descentralizada (IGD). A metodologia busca equilibrar o apoio a regiões com maior vulnerabilidade social e o incentivo à eficiência na execução das ações.

De acordo com o secretário Nacional de Qualificação, Emprego e Juventude, Luiz Henrique Aquino, maiores repasses previstos estão concentrados nos entes que combinaram maior porte populacional, maior peso demográfico ou melhor desempenho em ações efetivas de qualificação no período de apuração

Os cursos de qualificação deverão ser alinhados às demandas dos setores produtivos locais, com foco na ampliação da empregabilidade, na reinserção produtiva e na melhoria da renda dos trabalhadores.

Ao todos, 43 entes se candidataram aos recursos, sendo habilitados 31 que preenchiam os critérios técnicos.  Serão beneficiados os estados do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Também foram contemplados os municípios de Campina Grande (PB), Campo Grande (MS), Caucaia (CE), Contagem (MG), Curitiba (PR), Feira de Santana (BA), João Pessoa (PB), Magé (RJ), Maracanaú (CE), Mauá (SP), Piracicaba (SP), Recife (PE), Russas (CE), Salvador (BA), São Bernardo do Campo (SP), São Carlos (SP) e Serra (ES). 

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Confira aqui o material da apresentação.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Centro de Informação em Saúde e Clima passa a operar em Porto Alegre (RS) e reforça o monitoramento de riscos climáticos e sanitários

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O Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) de Porto Alegre (RS) passou a operar nesta sexta-feira (10). A unidade monitora riscos relacionados a eventos climáticos, incluindo os impactos associados ao El Niño, por meio da integração de informações climáticas, epidemiológicas, demográficas e socioeconômicas. As análises subsidiam a preparação e a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos órgãos de proteção e defesa civil em períodos de maior risco. 

Porto Alegre integra uma rede de oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que também contará com unidades em Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Santarém (PA) e Salvador (BA). Na Amazônia Legal, o monitoramento é realizado pelo Centro de Informação em Clima e Saúde da Fiocruz, em Porto Velho (RO), com atuação voltada especificamente para a região 

“O Centro de Informação em Saúde e Clima de Porto Alegre, integrado a essa rede nacional, vai produzir informações que permitirão aos profissionais de saúde se prepararem melhor. Também ajudará no planejamento das unidades de saúde e permitirá que a população compreenda como o clima pode afetar a saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Os centros monitoram eventos como ondas de calor, chuvas intensas, inundações, estiagens, secas, incêndios florestais e períodos de baixa umidade do ar. As informações produzidas permitem identificar áreas mais vulneráveis e apoiar o planejamento de ações de vigilância, a organização dos serviços de saúde e a comunicação de riscos. 

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Em Porto Alegre, o acompanhamento será voltado principalmente para chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa, níveis dos rios e episódios de calor extremo. As atividades também buscam reduzir o tempo entre a identificação de um risco e a resposta, com mobilização mais rápida de equipes, insumos e ações de comunicação para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis. 

A metodologia utilizada pelos CISCs tem como referência experiências brasileiras de integração entre saúde e clima, como o Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O modelo foi adaptado às características e às necessidades de cada território. 

El Niño deve intensificar eventos climáticos extremos no Brasil 

O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já está em curso e tem previsão de permanência até o início de 2027. De acordo com a NOAA (agência meteorológica dos Estados Unidos), há mais de 90% de chance de o fenômeno continuar nos próximos meses, com possibilidade de atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. 

Para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, as previsões indicam chuvas acima da média na Região Sul e abaixo do esperado no Centro-Norte do país, além de temperaturas mais elevadas que o normal em praticamente todo o território nacional. O cenário aumenta a possibilidade de ocorrência de ondas de calor, períodos de estiagem e maior risco de incêndios florestais em áreas mais secas. 

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No Sul do país, incluindo Porto Alegre, a previsão indica maior probabilidade de chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa e episódios de calor extremo. Por isso, o monitoramento realizado pelo CISC considera indicadores como precipitação acumulada, níveis dos rios, risco hidrológico e excesso de calor para apoiar o planejamento das ações de saúde. 

Historicamente, episódios de El Niño provocam alterações no padrão de chuvas e temperaturas no Brasil, mas os impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e a região afetada. Nos últimos eventos, como em 2023/2024, foram observados períodos de calor extremo e déficit de chuvas em grande parte do país, enquanto o Sul enfrentou episódios de chuvas intensas e enchentes de grande magnitude. 

Entre as ferramentas que apoiam esse monitoramento no Brasil está o Painel de Excesso de Calor do Ministério da Saúde, que acompanha diariamente as condições térmicas nos municípios brasileiros. As informações produzidas pelo painel auxiliam na identificação de áreas com maior risco para a saúde e apoiam a emissão de alertas e o planejamento de ações de vigilância e assistência durante períodos de calor intenso. 

Amanda Milan
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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