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Brasil

Ministro da Pesca e Aquicultura participa da 10ª aula presencial do curso Multiplicadores Aquícolas em Goiás

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O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, participou nesta quinta-feira (25) da aula presencial do curso Multiplicadores Aquícolas, realizada no auditório do Câmpus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. A atividade marcou a 10ª etapa presencial do curso, que já conta com mais de 5 mil inscritos em todo o país.

Ao lado do ministro, a secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, destacou o papel estratégico do estado de Goiás para a aquicultura nacional. “Goiás, em 2024, atingiu a produção de 17 mil toneladas de pescado, totalizando 176 municípios, dentre eles, que se destacam, Niquelândia, Quirinópolis e Naçolândia, que correspondem a 90% dessa produção sendo de tilápia-do-nilo”, afirmou.

Segundo Fernanda, os 11 reservatórios de domínio da União localizados no estado têm potencial de suporte para 255 mil toneladas. “Tem noção do que é isso em termos práticos? A nossa produção irá aumentar absolutamente quando a gente conseguir atingir todo esse potencial”, completou.

Participaram também do evento o secretário-executivo Adjunto Lázaro Medeiros e Diogo Lobo Favoretto Pereira de Souza, Superintendente da Pesca do Estado.

Conclusão do curso e entrega de certificados
Os participantes que concluíram todos os módulos do curso e estavam presentes na solenidade receberam o certificado de conclusão diretamente das mãos do ministro e da secretária. Entre eles estava , técnico em Agropecuária da EMATER, que destacou a importância da formação para sua atuação profissional. “Foi uma satisfação grande terminar o curso, aprendi coisas que não sabia e poderei repassar esse conhecimento para os produtores rurais aos quais nós, da EMATER, prestamos assistência técnica”, afirmou.

Wesley Eloy - Multiplicadores Aquícolas
Wesley Eloy concluiu o curso a tempo de receber o certificado presencialmente
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Contratos de cessão de uso de águas da União
Na cerimônia, também foram assinados quatro contratos de cessão de uso de águas da União para fins de aquicultura: um no reservatório da UHE Emborcação, no rio Paranaíba, município de Três Ranchos, e três no reservatório da UHE Cana Brava, no rio Tocantins, município de Minaçu. Juntos, os contratos somam uma capacidade de produção estimada em 13.460 toneladas de peixes por ano, com potencial de geração de 840 empregos.

Após a assinatura, o ministro André de Paula ressaltou o potencial hídrico do estado. Conhecido como “Berço das Águas” por abrigar nascentes que alimentam três das maiores bacias hidrográficas do país, Goiás ainda produz menos pescado do que poderia. “Contratos como esse, que potencializam a capacidade de produção do estado, são muito importantes. São iniciativas que vão sendo tocadas e vão mudando a realidade do nosso setor para melhor. Nós temos que ampliar a nossa produção de pescado e nós temos que, sobretudo, fomentar o nosso consumo”, afirmou.

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Aula sobre políticas públicas
Durante o evento, a secretária Fernanda de Paula também ministrou uma aula com o tema “Políticas públicas para o desenvolvimento da aquicultura”, na qual apresentou o trabalho realizado pelo governo federal, além de abordar as oportunidades e desafios atuais do setor.
Ao falar sobre o curso, Fernanda destacou seu caráter inovador. “O curso Multiplicadores Aquícolas é o primeiro curso da área de aquicultura que é 100% gratuito e 100% online da história do Brasil”, disse.

Curso e próximos passos
O curso é resultado de parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura, a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Inicialmente, a meta era capacitar mil agentes multiplicadores, mas já são quase 6 mil inscritos em todo o Brasil, dos quais 148 em Goiás.

Até o final deste ano, estão previstas mais seis aulas presenciais do curso, que ocorrerão em localidades estratégicas e deverão ser divulgadas em breve.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Inaep amplia colegiado com especialistas de diferentes regiões do Brasil

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A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, realizou na última sexta-feira (14), em Brasília, a primeira reunião ordinária com a formação completa de seus membros. A composição foi definida por meio de edital público que selecionou 30 representantes da comunidade científica, sendo 15 titulares e 15 suplentes, com representantes de todas as regiões do país, com diferentes formações e conhecimentos nas diversas áreas do saber.

O acolhimento dos selecionados foi realizado no dia anterior (13) com a participação virtual do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a pluralidade de representantes que integra o colegiado. “Ela demonstra que a ética e pesquisa é uma política de Estado, construída por diferentes órgãos e instituições, com diálogo, dependência e compromisso com o interesse público.”

Instituída em 2024, a Instância integra o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) e é responsável por orientar e definir as diretrizes de ética em pesquisas científicas que envolvem pessoas. “Esse novo marco regulatório aproxima o país das melhores práticas internacionais, fortalece a confiança da sociedade na ciência e cria condições para que o Brasil amplie sua participação em estudos multicêntricos”, afirmou Padilha.

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O ministro ressaltou ainda os resultados já alcançados desde a implementação do Sinep. Entre novembro de 2025 e julho de 2026, mais de 59 mil pesquisas envolvendo seres humanos já foram aprovadas. Atualmente, o país conta com 915 Comitês de Ética em Pesquisa credenciados, reunindo mais de 16 mil profissionais.

Diálogo e diversidade

Além dos especialistas, a Inaep é composta por representantes dos Ministérios da Saúde; da Educação; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A articulação de um espaço diverso também foi evidenciada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri.  “A ética é uma construção coletiva que se faz no dia a dia do diálogo entre pessoas que pensam diferente, que têm seus pontos de vista diferentes”.

Com esse entendimento, explicou a secretária, a seleção dos participantes considerou critérios como a formação acadêmica, a qualificação técnico-científica, a experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).  A iniciativa estabeleceu ainda requisitos de representatividade, promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero. Além disso, a participação no colegiado tem caráter voluntário e não remunerado.

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Ao destacar a atuação, a coordenadora da instância, Meiruze Freitas, reiterou que “a Inaep se fortalece ao congregar diferentes perspectivas e trajetórias, o que amplia o diálogo para o desenvolvimento da pesquisa científica”.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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