Agro
Ministro André de Paula recebe representante do Instituto Pensar Agropecuária
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu a presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e presidente-executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, para tratar das contribuições do IPA e do cooperativismo à agropecuária brasileira. A reunião ocorreu nesta quinta-feira (9), na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Durante o encontro, o ministro destacou que a agenda teve como objetivo estabelecer um canal direto de diálogo com o setor, por meio do fortalecimento de parcerias institucionais, como, por exemplo, com o IPA.
O IPA é constituído por 57 entidades do setor agropecuário e atua como o braço técnico e estratégico da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional. Além disso, atua de forma estratégica junto ao Executivo e ao Judiciário, bem como fomenta a transparência e o diálogo sobre temas relevantes do agronegócio.
O Ministério atua na abertura de novos mercados internacionais e no fomento à assistência técnica, assegurando que os produtores, incluindo o segmento cooperativista, tenham acesso a práticas mais sustentáveis e maior competitividade.
A agenda reforçou o compromisso do Mapa com a geração de renda, a inclusão produtiva e o fortalecimento da agropecuária nacional, em diálogo com as entidades representadas pelo IPA.
Informação à imprensa
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Agro
Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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