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Agro

Paraná bate recorde na produção de carne suína e amplia participação no mercado nacional

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O Paraná consolidou em 2025 um novo recorde na produção de carne suína, destacando-se como o estado com maior crescimento absoluto no país. Os dados foram divulgados no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), com base na Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE.

Produção de suínos no Paraná cresce 7,6% em 2025

De acordo com o levantamento, o Paraná produziu 1,226 milhão de toneladas de carne suína em 2025, estabelecendo um novo recorde histórico.

O volume representa um aumento de 86,71 mil toneladas em relação a 2024, o que corresponde a um crescimento de 7,6% no período. O desempenho reforça a relevância do estado na cadeia produtiva nacional.

Outros estados também ampliam produção

Além do Paraná, outros importantes estados produtores registraram avanço na produção de carne suína ao longo de 2025.

  • Minas Gerais: aumento de 69,46 mil toneladas (+11,3%)
  • Rio Grande do Sul: alta de 67,46 mil toneladas (+7,1%)
  • Mato Grosso do Sul: crescimento de 36,97 mil toneladas (+14,4%)
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No total, a produção brasileira avançou 297,14 mil toneladas, registrando alta de 5,5% no ano.

Participação no mercado nacional cresce

Com o resultado, o Paraná ampliou sua participação na produção nacional de carne suína, passando de 21,3% para 21,7%, mantendo a segunda posição no ranking brasileiro.

A liderança segue com Santa Catarina, que produziu 1,601 milhão de toneladas, equivalente a 28,3% do total nacional.

Na sequência aparece o Rio Grande do Sul, com 1,018 milhão de toneladas, representando 18% da produção do país.

Abate de suínos também atinge recorde

O número de animais abatidos no Paraná também foi recorde em 2025. Ao todo, foram abatidos 12,877 milhões de suínos, um aumento de 457,3 mil cabeças em relação ao ano anterior, o que representa crescimento de 3,7%.

No ranking nacional de crescimento absoluto:

  • Minas Gerais liderou, com alta de 760,7 mil animais (+11,3%)
  • Rio Grande do Sul ficou em segundo, com aumento de 692,5 mil cabeças (+6,8%)

No Brasil, o total de abates cresceu em 2,513 milhões de animais, avanço de 4,3%.

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Ganhos de produtividade impulsionam o setor

O relatório aponta que o crescimento da produção em ritmo superior ao aumento no número de abates indica ganhos de produtividade no Paraná.

Esse desempenho está associado ao aumento do peso médio dos animais. Em 2025, o peso médio dos suínos abatidos no estado atingiu 95,2 quilos por cabeça, alta de 3,8% — equivalente a um ganho de 3,5 quilos por animal em comparação ao ano anterior.

Perspectivas para 2026 são positivas

A expectativa é de continuidade do crescimento da produção em 2026, impulsionada pela expansão da demanda tanto no mercado interno quanto no externo.

O Paraná deve seguir como um dos principais fornecedores de carne suína do país, mantendo sua relevância no abastecimento e nas exportações do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Galinhas soltas e felizes, ovos caipiras, orgânicos: Mapa acompanha diversificação do mercado

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Happy eggs, galinhas livres, ovos orgânicos, caipiras, com ômega 3, líquidos ou em pó, brancos, vermelhos e até azulados. O mercado de ovos no Brasil oferece uma variedade de produtos e sistemas de produção. As diferentes denominações estão relacionadas às características do sistema de criação, à composição ou ao processamento do alimento e devem observar as regras previstas para produção e rotulagem.

De acordo com o Instituto Ovos Brasil, o consumo por habitante passou de 120 ovos por ano, em 2010, para 310 ovos em 2026. O país é o sexto maior consumidor e o quarto maior produtor mundial.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha a evolução do setor, estabelece normas para a produção e fiscaliza estabelecimentos e produtos de origem animal, dentro de suas competências. Os produtos podem ser identificados conforme a espécie de origem e as características do sistema de produção. No caso de ovos de outras aves, como codornas, patos e avestruzes, a espécie deve ser informada na embalagem. Denominações como “caipira” e “orgânico” também devem observar regras específicas de produção e rotulagem.

DIFERENÇAS

Os ovos convencionais, brancos ou vermelhos, apresentam a mesma composição nutricional. A principal diferença entre eles está relacionada à linhagem ou raça das galinhas: ovos brancos geralmente vêm de aves de penas brancas, enquanto os de casca vermelha são produzidos por linhagens de penas mais escuras. A cor da casca, por si só, não determina diferenças nutricionais.

Na produção convencional, as aves podem ser criadas em diferentes sistemas, inclusive em gaiolas, conforme as normas aplicáveis.

A produção de ovos caipiras prevê requisitos específicos para a criação das aves, incluindo acesso a áreas externas de pastejo. As áreas destinadas às aves devem observar medidas de biosseguridade para reduzir riscos sanitários, inclusive relacionados ao contato com aves silvestres.

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Já as galinhas criadas em sistemas livres de gaiolas ficam soltas em galpões. Conforme o sistema adotado, podem ter ou não acesso a áreas externas. As condições de criação e a densidade das aves devem observar os requisitos previstos para o sistema de produção.

Expressões como “galinhas felizes” ou “happy eggs” podem ser utilizadas como estratégia de comunicação ou marketing. Elas, no entanto, não substituem as denominações e informações exigidas pela legislação. Quando a embalagem apresenta uma característica diferenciada, a informação deve corresponder às condições efetivamente verificadas na produção.

Também existem ovos cuja composição é associada à presença de nutrientes específicos, como ômega 3, selênio ou vitamina E. Nesses casos, a alimentação fornecida às aves pode ser formulada para influenciar a composição do produto final. As informações e alegações apresentadas na embalagem devem observar as regras aplicáveis à rotulagem de alimentos.

O ovo orgânico segue a legislação de produção orgânica em vigor no país, que estabelece requisitos específicos para alimentação, manejo das aves e utilização de insumos. O sistema também prevê restrições específicas para medicamentos, insumos e componentes utilizados na alimentação.

Ovos líquidos e em pó são produtos obtidos a partir do processamento dos ovos. Podem ser utilizados pela indústria de alimentos, por padarias e também em preparações destinadas ao consumidor. A apresentação facilita a manipulação e o uso do produto, e clara e gema podem ser comercializadas separadamente.

No Brasil, os ovos de diferentes cores ainda são menos comuns, mas existem variedades com casca azulada e outras tonalidades. A cor da casca está relacionada à linhagem ou raça da galinha e, por si só, não indica diferença nutricional. Quando essa característica estiver associada à origem genética da ave, a informação deve observar as regras de identificação e rotulagem.

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CURIOSIDADES

A diversificação dos produtos não é, por si só, uma exigência legal. No entanto, quando o produtor declara uma condição diferenciada, como “caipira” ou “orgânico”, é necessário atender aos requisitos correspondentes.

Cabe aos serviços de inspeção competentes verificar o cumprimento dessas condições dentro de suas atribuições. Assim, as características declaradas na embalagem devem corresponder ao produto efetivamente produzido e comercializado.

VENDAS

A fiscalização da produção de ovos nos estabelecimentos produtores envolve os serviços de inspeção competentes, conforme o tipo de estabelecimento e o âmbito de comercialização. O estabelecimento deve estar registrado no serviço de inspeção correspondente – municipal, estadual ou federal – de acordo com as regras aplicáveis à comercialização do produto.

No varejo, a fiscalização também envolve as vigilâncias sanitárias municipal ou estadual, conforme suas atribuições.

De acordo com o Instituto Ovos Brasil, cerca de 20% da produção nacional de ovos chega às grandes redes de supermercados. Os demais são comercializados por outros canais, como pequenos estabelecimentos, feiras e diretamente à indústria.

O Brasil também exporta ovos. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações em 2025 somaram 40.894 toneladas, aumento de 121% em relação ao ano anterior. Entre os principais destinos estiveram Estados Unidos, Japão, Chile, México e Emirados Árabes Unidos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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