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Ministério dos Transportes realiza 23º leilão rodoviário com aporte de R$ 13,16 bilhões e desconto de 19% na tarifa de pedágio da BR-116/251/MG

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No primeiro leilão de 2026 realizado pelo Ministério dos Transportes, o trecho de 735 quilômetros entre Montes Claros e Governador Valadares, em Minas Gerais, foi arrematado pela EcoRodovias. Após disputa acirrada entre vários lances na etapa viva-voz, a concessionária ofereceu desconto de 19% sobre a tarifa básica de pedágio e aplicará R$ 13,16 bilhões, pelos próximos 30 anos, na BR-116/251/MG, conhecida como Rotas Gerais.

As propostas iniciais apresentaram descontos de 13,5% pela EcoRodovias e 13,7% pelo Consórcio Atlas Rodovias, o que evidenciou forte competitividade entre os participantes. Já o consórcio Brasil Rodovias foi eliminado ainda na primeira fase, ao ofertar um desconto de apenas 0,01% e ficou de fora da etapa decisiva.

“O leilão livre garante ao Brasil transparência e competitividade e, ao cidadão, os melhores preços. Nos três últimos anos, foram realizados 23 leilões, com 50 propostas apresentadas, um indicativo claro de concorrência, envolvendo 27 grupos diferentes. Se havia dúvidas sobre a existência de players no mercado, os resultados recentes demonstram que há, sim. Ao todo, foram 16 vencedores distintos”, declarou o ministro dos Transportes, Renan Filho.

Além da ampliação de capacidade e segurança, o contrato estabelece descontos na tarifa de pedágio para moradores que transitam frequentemente no trecho, com cobranças apenas a partir da entrega das obras, e prevê a adesão ao programa Carbono Zero.

Rotas Gerais

A Rotas Gerais é composta por dois importantes corredores logísticos. A BR-116/MG é o principal eixo de integração entre a região Sudeste e Nordeste, com elevado fluxo de tráfego, cargas pesadas, produção agrícola, mineral, industrial e bens.

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A BR-251/MG, por sua vez, integra o norte de Minas, a região do Vale do Jequitinhonha, na divisa com a Bahia, e se constitui em um importante corredor entre regiões de produção mineral e agroindustrial em direção aos portos e centros de consumo. Os municípios ao longo do trajeto somam cerca de R$ 26 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e atendem uma população de 1,173 milhão de habitantes.

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A EcoRodovias é uma das principais operadoras de concessões rodoviárias do país, com atuação em diferentes corredores logísticos no Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Somos um operador de infraestrutura das antigas. Conhecemos o Brasil, o setor regulatório e as agências. É um dos mercados mais evoluídos do mundo, onde tem competição, tem segurança jurídica e vem evoluindo muito bem. Esse é um ativo que, para nós, é muito importante. Ele é sinérgico com as concessões que já operamos. Conhecemos bem a região e o altíssimo potencial que ela tem”, afirmou o CEO da EcoRodovias, Marcello Guidotti.

As obras vão eliminar gargalos críticos, como o alto número de trechos sinuosos na BR-251/MG, que ocasionam sinistros de trânsito e geram tensões aos motoristas, além de melhorar a fluidez do tráfego em pontos estratégicos na BR-116/MG. A expectativa é reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade de Minas Gerais.

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Máxima histórica

Essa é a última agenda do ministro Renan Filho à frente da pasta dos Transportes. Nos últimos três anos, o alagoano consolidou o maior recorde de concessões rodoviárias realizadas na história do Governo do Brasil. Com este, são 23 leilões realizados, que garantem a aplicação de R$260,16 bilhões em investimentos privados na infraestrutura do país.

Para 2026 ainda está prevista a realização de mais 12 certames rodoviários, com expectativa de contratar cerca de R$ 135,94 bilhões em investimentos. A carteira inclui ainda oito projetos ferroviários para reforçar a estratégia de atração de recursos em infraestrutura.

“Desde 2023, realizamos 23 leilões e devemos encerrar 2026 com 35, frente a seis na gestão anterior. Ao fim do governo, vamos alcançar R$ 400 bilhões em investimentos contratados. É desse volume que o Brasil precisa para que a infraestrutura deixe de ser um gargalo e passe a impulsionar a economia, capaz de acelerar o crescimento do país”, projetou o ministro dos Transportes.

Com este leilão, Minas Gerais chega a mais de nove concessões realizadas em trechos estratégicos da malha viária. O objetivo é ampliar a participação do estado na economia nacional, atualmente em torno de 9% do PIB, por meio da melhoria da infraestrutura e da redução dos custos de transporte.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems

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O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios. 

Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.

O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.

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Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”

Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.

Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.

Vigilância epidemiológica

No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.

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A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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