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Brasil

Ministério dos Transportes debate a importância da participação social e da sustentabilidade na construção do PNL 2050

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Com o objetivo de elaborar as diretrizes, a médio e longo prazo, para o setor de infraestrutura de transportes, o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 avançou, nesta sexta-feira (12), com um debate sobre a importância de um processo construído com a participação da sociedade e alinhado à questão ambiental.

“Do ponto de vista de sustentabilidade, temos macro objetivos que queremos implementar ao longo da elaboração do plano. Um deles é trazer mais resiliência climática para a nossa infraestrutura, para que a gente consiga se preparar melhor frente a eventos extremos”, destacou a subsecretária de Fomento e Planejamento do Ministério dos Transportes, Gabriela Avelino.

O encontro contou com representantes da sociedade civil, da academia e de órgãos do governo, que também contribuíram sobre indicadores, métodos e propostas de integração entre aspectos socioambientais e econômicos na seleção de corredores logísticos.

“O PNL tem a missão de dizer quais são as infraestruturas que precisam ser aprimoradas ou implementadas até 2050 para atendermos a demanda que o Brasil tem, tanto em transporte de cargas quanto em transporte de pessoas”, explicou Avelino.

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O plano, que está em elaboração, já foi discutido em Brasília, São Paulo e Curitiba e na próxima semana chegará a Porto Alegre. Até o fim do ano, quando será concluído, o debate terá percorrido 10 capitais brasileiras. Essa escuta da sociedade busca tornar mais assertiva a construção do PNL 2050.

“Acreditamos na participação social nas etapas intermediárias, precisamos debater enquanto ainda há tempo de influenciar a decisão final, temos algo para ser construído”, completou Avelino.

Opinião compartilhada pelo diretor da área de Governo Aberto e Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), Marcelo Vidal.

“É uma satisfação muito grande ver a área de infraestrutura aberta para a participação da sociedade, possibilitando essa participação no processo decisório”, reforçou.

Já o diretor-executivo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), André Luís Ferreira, destacou a importância de integrar a dimensão socioambiental ao planejamento.

“Historicamente, os planos de logística deixaram as questões socioambientais para serem resolvidas apenas no licenciamento, o que gerou conflitos e problemas. O passo dado hoje pelo ministério, ao incluir esse debate desde a fase de planejamento, é um enorme avanço”, avaliou.

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Planejamento integrado

O PNL 2050 está em fase de diagnóstico, com levantamento das principais deficiências da rede de transportes e escuta ativa da sociedade civil e do setor produtivo. A iniciativa também incorpora uma visão regionalizada dos desafios logísticos, com atenção especial à redução das desigualdades e ao fortalecimento da competitividade de áreas com alta densidade de exportação. O plano será concluído em dezembro deste ano.

A elaboração do PNL 2050 faz parte do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), instituído pelo Decreto nº 12.022/2024. O PIT é o instrumento que organiza, em ciclos quadrienais, os planos estratégicos e operacionais do setor de transportes, com a missão de orientar investimentos, integrar diferentes modais e apoiar o desenvolvimento regional de forma sustentável.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Brasil

Brasil e Alemanha assinam acordos para fortalecer cooperação em economia circular e combate ao crime ambiental

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Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider, assinaram os atos em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu na cidade.

Os países também firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor  – leia mais aqui.

Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos

Um dos atos cria o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. O objetivo é fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular, instrumento considerado pelas nações como importante para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

O Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

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O intercâmbio entre os países se dará em três frentes. Primeiro, no aumento da circularidade e da eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave – especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais, entre outros – e em categorias de produtos selecionadas ou setores-chave, como eletrônicos, têxteis e embalagens. Para subsidiar a primeira área, podem ocorrer trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, tais como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os países podem discutir padrões ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor de categorias de produtos selecionadas e materiais-chave.



No texto, as partes destacam a intenção de trabalhar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a ONU, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover a realização de padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais sustentável, eficiente e circular de materiais e recursos naturais.

O Diálogo deve ser conduzido por autoridades de alto nível dos países. Sua governança ficará a cargo de um Comitê Diretivo Conjunto, que se reunirá anualmente e terá a tarefa de supervisionar o trabalho realizado no âmbito da iniciativa. Poderão participar outros ministérios envolvidos no tema, assim como o setor privado.



O plano de ação deve ser aplicado inicialmente por um período de cinco anos.

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Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais

O segundo ato assinado nesta segunda-feira institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Por meio dela, Brasil e Alemanha reconhecem que os crimes ambientais – como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres e de resíduos e a mineração e pesca ilegais – são forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional, que gera lucros ilícitos substanciais para organizações criminosas e possui impactos ambientais significativos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, da mudança do clima e da poluição, o que representa ameaça a povos indígenas e comunidades locais.

A cooperação entre os países na área pode ocorrer na forma de intercâmbios bilaterais, envolvendo os ministérios relevantes de ambos os países; fortalecimento da coordenação em processos multilaterais relevantes, a fim de aprimorar a cooperação internacional; e a discussão de caminhos para um engajamento mais amplo e direcionado de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil, entre outras.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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