Brasil
Ministério da Saúde agiliza e moderniza programas de Apoio à Oncologia e à Saúde da Pessoa com Deficiência
O Ministério da Saúde publicou a nova Portaria que regulamenta os Programas Nacionais de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD). A normativa, que traz um novo modelo para os programas, foi apresentada em um webinário nesta quarta-feira (17) e representa um marco para o fortalecimento da governança dessas políticas públicas, garantindo maior alinhamento das iniciativas às prioridades do Governo Federal, além de ampliar a eficiência, a transparência e a participação social.
Entre as principais mudanças, destaca-se a possibilidade de habilitação das instituições diretamente pela plataforma TransfereGov, substituindo o modelo de credenciamento. Com isso, o processo de apresentação dos projetos torna-se mais ágil e transparente, permitindo que as instituições permaneçam aptas a participar dos ciclos seguintes. Outro avanço importante é a criação de Mesas Técnicas, que asseguram maior qualidade dos projetos e promovem o alinhamento às políticas nacionais voltadas à atenção oncológica e à saúde da pessoa com deficiência.
A diretora do Departamento de Cooperação Técnica e Desenvolvimento em Saúde (Decoop), Aline Costa, reforçou os benefícios da nova plataforma para as instituições. “Hoje, ela nos assegura maior segurança e agilidade no envio das propostas, uma simplificação na obtenção de informações, uma rastreabilidade e transparência na aplicação dos recursos, processos que visam, ao final, a ampliação do acesso aos usuários do SUS”, disse. Ela também destacou que a mudança de credenciamento para habilitação vai reduzir o tempo de análise de propostas e de aprovação.
A nova Portaria também reinstitui o Comitê de Gestão e Governança, em caráter permanente, com a participação de secretarias finalísticas do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O colegiado será responsável por fortalecer a gestão integrada, a inovação e o controle social.
O secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou que a abertura do diálogo com a sociedade resultou na melhoria da portaria. “A nova regra é resultado de uma consulta pública que teve mais de 1.924 contribuições, que foram analisadas e incorporadas quando pertinentes”, disse o secretário. Ele ressaltou ainda que esse processo “reflete um governo democrático e participativo, que busca ter a participação da sociedade na construção das suas normas”.
Outras medidas previstas incluem a simplificação e modernização de processos, a criação de comissões especializadas de seleção, monitoramento e avaliação de projetos, além da publicação de editais temáticos.
Para apresentar as mudanças da normativa e tirar dúvidas, o Ministério da Saúde promoveu um webinário. O evento, que teve participação dos secretários e diretores envolvidos com os programas (Secretaria Executiva – SE, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde – SECTICS, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde – SAES e Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES), foi transmitido ao vivo no canal do DataSUS no YouTube. O objetivo foi abrir um canal de diálogo entre a pasta e as instituições que apresentam e executam os projetos no âmbito dos programas.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
“Queremos levar certificações a mais pessoas”, afirma Luiz Marinho durante entrega de certificados a jovens em Heliópolis (SP)
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou, nesta segunda-feira (29), em São Paulo (SP), da cerimônia de certificação de 250 jovens que concluíram cursos de qualificação social e profissional do Programa Manuel Querino, no Instituto Baccarelli, em Heliópolis. A iniciativa do MTE tem como objetivo ampliar as oportunidades de acesso ao mundo do trabalho, com foco na inclusão produtiva e no fortalecimento da autonomia profissional dos participantes.
Os cursos de formação profissional foram realizados pelos institutos Benevolência, Muda Brasil e Capacitando, com atividades voltadas ao desenvolvimento de competências e à preparação dos jovens para novas oportunidades profissionais. Os formandos destacaram a importância da iniciativa para o crescimento pessoal e profissional e para a entrada no mercado de trabalho.
Luiz Marinho ressaltou a relevância social das iniciativas comunitárias, como as realizadas em Heliópolis, e destacou a importância da ampliação das políticas públicas de qualificação. “Estamos reconstruindo as políticas públicas. Queremos fazer esses e outros cursos em comunidades, ampliar esse projeto e levar certificações a mais pessoas para que possam conquistar seu espaço no mercado de trabalho. As comunidades representam a solidariedade, o que é possível quando valorizamos a coletividade”, afirmou.
O evento contou com a participação de familiares e lideranças comunitárias, que acompanharam a entrega dos certificados aos alunos das entidades. As alunas Bruna Vieira e Alexandrina receberam os certificados em nome da turma e agradeceram a oportunidade de qualificação. “Isso muda nossa perspectiva”, afirmaram.
Para Elaine Alonso Sanches, do Instituto Muda Brasil, a certificação representa um momento de novas oportunidades. “Nós celebramos esse momento de novas oportunidades na vida. O curso ampliou nossos conhecimentos e nos preparou para o mercado de trabalho”, ressaltou.
Além da certificação, os estudantes também tiveram acesso a oportunidades de contratação oferecidas por empresas locais, ampliando as possibilidades de inserção profissional após a conclusão dos cursos.
Programa Manuel Querino
O Programa Manuel Querino integra a estratégia do Ministério do Trabalho e Emprego de ampliar o acesso à qualificação social e profissional, com prioridade para trabalhadores e trabalhadoras em situação de vulnerabilidade social.
A iniciativa atende públicos como jovens, mulheres, pessoas com deficiência, população negra, indígenas, quilombolas, migrantes, refugiados, apátridas, trabalhadores informais e pessoas com baixa escolaridade ou fora do mercado formal de trabalho.
A política associa formação profissional, inclusão produtiva, fortalecimento de competências básicas e preparação para oportunidades concretas de inserção, permanência ou reinserção no mundo do trabalho. As ações são financiadas pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), por meio de parcerias firmadas com entidades formativas.
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