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BELÉM: Círio movimenta R$1,2 bi unindo fé e economia criativa

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O Círio de Nazaré 2025 encerrou-se nesta segunda-feira (27) com o tradicional Recírio, marcando o fim de mais uma edição histórica da maior manifestação católica do país. Com o tema “Maria, Mãe e Rainha de toda a criação”, a 233ª edição da festividade reafirmou a força da fé e da devoção do povo paraense, além de evidenciar a importância do turismo religioso como motor de desenvolvimento cultural e econômico para o Brasil.

Durante duas semanas, Belém recebeu milhões de fiéis e visitantes de todo o mundo. Na procissão principal, mais de 2,6 milhões de pessoas acompanharam a berlinda da Imagem Peregrina pelas ruas da capital paraense.

Pela primeira vez, o Círio de Nazaré contou com patrocínio direto do Ministério do Turismo, que destinou recursos federais à estrutura e à organização da festividade. O apoio do governo federal representa o reconhecimento do Círio como patrimônio cultural e religioso do Brasil, reforçando o compromisso com o fortalecimento do turismo de fé, um dos segmentos estratégicos do Plano Nacional de Turismo 2024–2027.

“O Círio de Nazaré é uma celebração que emociona o Brasil e o mundo. Ele expressa a força da fé do nosso povo, a beleza da cultura paraense e a hospitalidade da Amazônia. O apoio do governo federal reforça o papel do turismo como instrumento de integração, geração de emprego e promoção da nossa diversidade cultural”, afirmou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

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Para a professora Ana Rosa Gomes da Costa, de Maceió (AL), que participou pela primeira vez do Círio, a experiência foi como um encontro transformador.

“Já conhecia o Círio de Nazaré pela televisão, pelo rádio e pela internet – sempre me chamava atenção a grandiosidade e a fé das pessoas. O Pará é um dos primeiros estados da região Norte que conheço, e vir a Belém foi uma experiência muito especial”, contou.

A presença de visitantes de todas as regiões do país reforça o papel do Círio de Nazaré como vetor de integração nacional, movimentando setores como hotelaria, transporte, alimentação, comércio e artesanato local.

“Muita gente fala da fé do Círio, mas pouca gente percebe como ela também movimenta a economia. Nessa época, a cidade fica cheia, o comércio aquece e nós, empreendedores, sentimos isso de perto”, explicou Natasha Gouveia, que trabalha com brinquedos, chapéus e bolsas artesanais.

Com o encerramento do Recírio, os organizadores já iniciam os preparativos para o Círio de Nazaré 2026, que trará o tema “Maria, a missionária que nos dá Jesus”.

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SUSTENTABILIDADE NO CÍRIO – A Diretoria da Festa de Nazaré também reforçou o compromisso com o meio ambiente por meio do EcoCírio, projeto que há cerca de dez anos promove ações de coleta seletiva, destinação adequada de resíduos e geração de renda para cooperativas de catadores.

“O EcoCírio é um trabalho de educação e conscientização ambiental que busca tornar todas as atividades da Diretoria, da Paróquia e do Santuário de Nazaré mais sustentáveis. O objetivo é cuidar da cidade, valorizar quem trabalha nela e garantir que o Círio deixe um legado positivo para todos”, explicou o diretor-secretário da Festa de Nazaré, Sérgio Olíva Reis.

Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Em ação inédita, Ministério da Saúde leva prontuário eletrônico à Saúde Indígena do Ceará

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O Ministério da Saúde disponibilizou, nesta sexta-feira (12), o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS) para uso nas unidades básicas de saúde indígenas contempladas no Polo Base Maracanaú, no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Ceará. Segundo território-piloto beneficiado com a iniciativa, o Ceará passa a contar com a ferramenta em mais uma etapa da ação inédita do Governo do Brasil para fortalecer a saúde digital nos territórios indígenas, qualificar o cuidado ofertado à população indígena e ampliar a integração das informações com as bases nacionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, a medida representa a informatização dos registros e qualificação do cuidado na saúde indígena. “Com o PEC e-SUS APS, os profissionais passam a contar com informações organizadas em um único ambiente digital, incluindo histórico de atendimentos, evolução clínica, exames e demais registros de saúde. Além de reduzir retrabalho, a iniciativa garante continuidade da assistência e o acompanhamento individual dos usuários indígenas”, pontuou. 

Para o secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto, a implantação do prontuário eletrônico qualifica a organização da Atenção Primária nos territórios indígenas. “O prontuário eletrônico fortalece a gestão do cuidado ao integrar as informações às bases nacionais do SUS. Essa é uma ferramenta estratégica que vai promover ainda mais a Atenção Primária. Na saúde indígena, esse avanço significa resolutividade adequada à realidade de cada comunidade e monitoramento dos indicadores”, destacou.

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A chegada da ferramenta ao DSEI Ceará dá continuidade ao projeto piloto iniciado na Casa de Saúde Indígena (Casai) Brasília, onde a implantação ocorreu em maio. O sistema já está disponível para as unidades contempladas nesta fase, e o uso pelas equipes será ampliado conforme o avanço das capacitações presenciais, que já estão em andamento.

No DSEI Ceará, as equipes lotadas no Polo base Maracanaú e nas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) Dona Joaquina Vieira, e Pajé Barbosa, foram as primeiras a receberem treinamento no estado. 

 Sistema adaptado  

Atualmente, a Sesai utiliza como ferramenta oficial o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), uma plataforma que contém dados demográficos e epidemiológicos. Com a ampliação do PEC e-SUS APS, a expectativa é que haja a integração entre os mecanismos, além do reforço da confiabilidade e consistência das informações. Entre outros pontos, o prontuário eletrônico recebeu adequações específicas para a realidade dos povos originários como, por exemplo, inclusão do nome tradicional, informações sobre o DSEI, Polo Base, aldeia de referência, períodos de ausência do território indígena, entre outras informações relevantes para o acompanhamento da saúde dessa população.  

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Capacitação e expansão 

A expansão e utilização do prontuário está condicionada à realização de treinamentos coordenados por equipes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps). Até o momento, mais de 100 profissionais já foram qualificados para operar a ferramenta nas unidades consideradas piloto. 

A previsão é que o PEC e-SUS APS seja gradualmente implantado nos 34 Distritos Sanitários, respeitando as especificidades locais de infraestrutura tecnológica, conectividade, organização dos serviços e diálogo permanente com os povos indígenas. Na próxima etapa, a expectativa é que ação chegue ao DSEI Yanomami, distrito estratégico responsável pelas populações indígenas dos estados brasileiros do Amazonas e de Roraima. 

Leidiane Souza 
Raiane Azevedo

Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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