Agro
Milho avança em março impulsionado pelo petróleo, mas perde força no início de abril
Preços do milho sobem em março com apoio do mercado internacional
Os preços do milho registraram alta em março tanto no mercado internacional quanto no Brasil, impulsionados principalmente pela valorização do petróleo e por incertezas no cenário geopolítico global.
Os dados integram o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta também a influência dos custos de produção na formação dos preços.
Alta em Chicago reflete demanda por etanol nos Estados Unidos
Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho apresentou valorização média de 5,3% em março, alcançando USD 4,53 por bushel.
O principal fator de sustentação foi o petróleo em níveis mais elevados, o que melhora a rentabilidade das usinas de etanol nos Estados Unidos e aumenta a demanda pelo cereal.
Além disso, o mercado permaneceu atento às tensões no Oriente Médio e ao impacto dos custos de insumos sobre a safra 2026/27, o que contribuiu para manter os preços firmes ao longo do mês.
Queda do petróleo reduz preços do milho no início de abril
No início de abril, o cenário internacional mudou. A queda do petróleo, combinada a sinais de alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, reduziu o suporte ao milho via setor de etanol.
Com isso, na média da primeira quinzena, os preços recuaram 0,5%, ficando em USD 4,50 por bushel.
Mercado brasileiro acompanha alta em março com apoio de fatores internos
No Brasil, o milho também registrou valorização em março, acompanhando o movimento externo e refletindo fatores domésticos.
Entre os principais pontos de sustentação estiveram:
- Atraso no plantio em regiões da segunda safra
- Oferta mais restrita por parte dos produtores, focados na colheita da safra de verão
- Aumento dos custos logísticos, impulsionados pela alta do diesel e dos fretes
Na região de Campinas (SP), referência para o mercado, os preços subiram 4,4% no mês, atingindo R$ 71 por saca.
Abril começa com pressão sobre os preços no mercado interno
Na primeira quinzena de abril, o mercado doméstico passou a registrar pressão negativa sobre os preços.
Entre os fatores que contribuíram para esse movimento estão:
- Avanço da colheita da primeira safra
- Melhora das condições climáticas para a segunda safra
- Valorização do real, que reduz a competitividade das exportações
Com isso, os preços em Campinas recuaram para abaixo de R$ 70 por saca, enquanto os compradores passaram a atuar com maior cautela e estoques mais confortáveis.
Segunda safra evolui bem e clima favorece lavouras
Apesar da recente pressão nos preços, a segunda safra de milho apresenta desenvolvimento positivo no país.
Segundo o Itaú BBA, as chuvas recentes contribuíram para reduzir o estresse hídrico, especialmente em regiões como o oeste do Paraná.
Atualmente:
- A maior parte das lavouras está em fase vegetativa
- Cerca de um terço da área, concentrada em Mato Grosso, já entrou na fase de floração
Essa etapa é considerada crítica, pois exige maior disponibilidade de água para garantir o potencial produtivo.
Perspectivas: mercado atento ao petróleo, clima e câmbio
O comportamento dos preços do milho nos próximos meses deve seguir condicionado a fatores externos e internos.
Entre os principais pontos de atenção estão:
- Oscilações nos preços do petróleo
- Evolução do clima nas principais regiões produtoras
- Dinâmica do câmbio e competitividade das exportações
A combinação desses fatores continuará determinando o ritmo do mercado, tanto no Brasil quanto no cenário internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Meliponicultura ganha força no Rio Grande do Sul e destaca papel das abelhas sem ferrão na produção de alimentos
A meliponicultura, atividade voltada à criação racional de abelhas sem ferrão, voltou a ganhar destaque em São Paulo das Missões, no Rio Grande do Sul. A iniciativa tem mobilizado estudantes, idosos e técnicos em ações de educação ambiental e conscientização sobre a importância desses insetos para a polinização, a biodiversidade e a sustentabilidade da produção agropecuária.
Nos últimos dias, encontros promovidos no município reuniram diferentes gerações em atividades de capacitação e troca de conhecimentos sobre as espécies nativas de abelhas sem ferrão e sua contribuição para os ecossistemas e para a agricultura.
As ações ocorreram em escolas e comunidades rurais da região. No dia 17 de junho, participaram integrantes do Grupo da Terceira Idade e alunos do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cristo, localizada na Linha Lavina. Já no dia 10 de junho, a temática foi debatida com grupos da terceira idade e estudantes da Escola Estadual de Educação Básica Professor Francisco José Damke, na comunidade de Linha Dona Helena Sul.
Abelhas sem ferrão são fundamentais para a polinização
Durante os encontros, o engenheiro agrônomo e supervisor microrregional da Emater/RS-Ascar, Joney Braun, apresentou informações sobre as principais espécies de abelhas sem ferrão encontradas na região, os diferentes tipos de mel produzidos e a relevância desses polinizadores para a manutenção da agrobiodiversidade.
Segundo o especialista, as abelhas desempenham papel essencial na reprodução de inúmeras espécies vegetais e contribuem diretamente para a produtividade agrícola, favorecendo culturas alimentares e a conservação dos recursos naturais.
Braun também destacou uma importante novidade para os meliponicultores gaúchos. A partir deste ano, a Declaração Anual de Rebanho, coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), passou a incluir o registro das abelhas sem ferrão. O cadastramento é obrigatório para produtores que mantêm criações animais no Estado e deve ser realizado até o dia 30 de junho.
Rio Grande do Sul possui 24 espécies nativas utilizadas na meliponicultura
O Rio Grande do Sul abriga uma rica diversidade de abelhas sem ferrão, com 24 espécies nativas utilizadas na meliponicultura. Entre as mais conhecidas estão:
- Jataí;
- Uruçu;
- Mandaçaia;
- Guaraipo;
- Iraí;
- Borá;
- Canudo;
- Manduri;
- Boca-de-sapo;
- Irapuã;
- Mirim-preguiça;
- Mirim-emerina.
Além da produção de mel diferenciado e de alto valor agregado, essas espécies exercem função estratégica na polinização de plantas nativas e culturas agrícolas, contribuindo para o equilíbrio ambiental e a segurança alimentar.
Projeto ambiental une gerações em defesa das abelhas
As atividades desenvolvidas em São Paulo das Missões fazem parte de uma parceria entre a Emater/RS-Ascar, grupos da terceira idade e a Federação Estadual dos Clubes da Terceira Idade do Rio Grande do Sul (Fectirgs).
O trabalho integra o projeto ambiental “Um Planeta Melhor para Nossos Netos e Bisnetos”, desenvolvido anualmente pela entidade em diversos municípios gaúchos. Em 2026, o foco das ações está voltado à preservação das abelhas e à conscientização sobre a importância da polinização para a produção de alimentos, a manutenção dos ecossistemas e a qualidade de vida das futuras gerações.
A iniciativa reforça que a proteção das abelhas sem ferrão vai além da conservação ambiental, representando também um investimento estratégico para a agricultura sustentável e para o fortalecimento da biodiversidade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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