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Mês de transição, março terá temperaturas mais amenas e menos chuva, prevê Simepar

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O mês que marca a chegada do outono trará temperaturas mais amenas e menos chuva ao Paraná. Março de 2026, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), terá temperaturas mais baixas ao amanhecer e mais dias nublados na faixa Leste. Não há previsão de ondas de calor severas no período. 

O outono astronômico terá início às 11h46 do dia 20 de março, mas as mudanças meteorológicas já demonstram desde o início do mês que trata-se de um período de transição entre as estações. “Março ainda é considerado um mês do verão. No Interior do Paraná, com maior predomínio de sol, teremos ainda vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 30°C, principalmente no Norte e Oeste do Estado, mas no Leste e no Extremo Sul já começamos a ter mudanças no tempo”, ressalta Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. 

Apesar de serem altas no Interior, as temperaturas serão inferiores às registradas em janeiro de 2026, quando várias cidades atingiram valores entre 35°C e 39°C. Ao longo do mês, as primeiras massas de ar frio começam a se aproximar do Sul do Brasil, transportando um ar um pouco mais seco e com temperaturas mais baixas para o Leste e o Sul do Paraná.

“Por isso começamos a perceber mais nuvens, principalmente no Litoral e na Região Metropolitana de Curitiba. Nestas regiões os dias já amanhecem com temperaturas um pouco mais baixas, e isso favorece para que os dias sejam menos abafados. Mesmo assim, ao longo do mês, podemos registrar alguns dias com temperaturas elevadas”, explica Reinaldo. 

Devido à redução da umidade e do calor na atmosfera, em março historicamente chove um pouco menos do que os valores registrados em janeiro e fevereiro, no Paraná. “A tendência é de que em março de 2026 tenhamos chuvas ligeiramente abaixo da média, principalmente na faixa Oeste do Estado. Mas isso não quer dizer que o tempo vai ser seco. O que muda é que teremos maiores períodos sem chuva do que as precipitações típicas do verão, que ocorreram quase que diariamente em algumas regiões em dezembro e janeiro”, detalha.

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Já no Centro e no Leste do Paraná, principalmente entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, os acumulados de chuva devem ficar próximos da média histórica em março de 2026.  

CALOR – A temperatura média, ou seja, a média de todas as temperaturas registradas no dia, em março historicamente é mais alta em todo o Noroeste e extremo Oeste, bem como no Litoral Norte e ao redor de Cornélio Procópio até a divisa com São Paulo, ficando entre 24°C e 26°C. A mais baixa é especificamente em General Carneiro, entre 16°C e 18°C.

Ao redor de Curitiba, de Guarapuava e até a região de Palmas, a temperatura média historicamente em março fica entre 18°C e 20°C. Nas outras regiões dos Campos Gerais e Centro Sul do Estado, em Cascavel e na parte Leste da Região Metropolitana de Curitiba, já perto da Serra do Mar, a temperatura média historicamente em março fica entre 20°C e 22°C. No resto do Estado, fica entre 22°C e 24°C. 

Com relação à média das temperaturas máximas, as mais altas são no extremo Oeste, no Noroeste e em toda a área que faz divisa com São Paulo, ultrapassando os 30°C. A região de Palmas até Cruz Machado possui a menor média de temperaturas máximas em março, na faixa de 24°C a 26°C. O Centro-Sul e a Região Metropolitana de Curitiba tem máximas médias em março de 26°C a 28°C. No resto do Estado, as máximas médias ficam entre 28°C e 30°C.

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A média das temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, é mais alta no Noroeste e no Litoral em março, onde ultrapassa os 20°C. Entre Palmas e Cruz Machado a média das mínimas em março é a mais baixa do estado: entre 14°C e 16°C. No Centro Sul, Campos Gerais e parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas médias em março ficam entre 16°C e 18°C. Em toda a faixa Oeste, na faixa Norte e na região da Serra do Mar, bem como nas outras áreas da Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas médias ficam entre 18°C e 20°C em março.

CHUVAS – Já sobre as chuvas, a região de Doutor Ulisses é a mais seca do Paraná historicamente em março, registrando um acumulado mensal entre 75 mm e 100 mm. Na parte norte da Região Metropolitana de Curitiba, incluindo a Capital, e nos Campos Gerais, bem como nas cidades que fazem divisa com o Mato Grosso do Sul e nas regiões de Vitorino e de Candói, a média de chuva em março é de 100 mm a 125 mm.

No Litoral a média de chuvas em março é a mais alta, chegando a valores entre 225 mm até mais de 300 mm. No resto do Estado, a média de chuva em março historicamente fica entre 125 mm e 200 mm.

Fonte: Governo PR

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Portos do Paraná impulsiona exportação de frango e acelera transição energética no complexo

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A liderança do Porto de Paranaguá na exportação nacional de frango congelado ganhou um novo impulso nos primeiros cinco meses deste ano. O complexo portuário paranaense registrou uma mega movimentação do produto, consolidando o estado como o principal corredor de escoamento dessa proteína para o mercado global. Um dos critérios fundamentais para sustentar esse volume histórico é a robusta infraestrutura de frio disponível dentro do porto, que passou por importantes ampliações voltadas à eficiência e à sustentabilidade.

Parte da estrutura que dá suporte às exportações do agronegócio é o pátio do terminal, equipado com 5.280 tomadas elétricas dedicadas aos contêineres refrigerados utilizados para acondicionar os mais variados tipos de proteínas de origem animal.

Toda a operação de refrigeração dessa estrutura é integralmente sustentada por energia elétrica de origem renovável, certificada internacionalmente por meio do sistema I-REC, que atesta o uso de fontes limpas. O modelo contribui diretamente para a redução da pegada de carbono no porto e reforça a política de sustentabilidade capitaneada pela empresa pública Portos do Paraná.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, destaca que a expansão reflete o compromisso da autoridade portuária em dar suporte ao crescimento sustentável das operações. “A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra a nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Unir essa eficiência logística ao uso de energia 100% renovável eleva o padrão de competitividade do nosso estado, garantindo uma cadeia de exportação mais limpa e segura”, afirma.

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No campo da transição energética da infraestrutura, foi implementado um projeto-piloto de eletrificação de equipamentos de pátio, com a conversão de três RTGs (guindastes sobre pneus utilizados na movimentação de contêineres) de operação a diesel para energia elétrica na área ferroviária. O terminal conta com 40 equipamentos desse tipo em operação, e a iniciativa representa a primeira etapa de testes para eventual ampliação do modelo sustentável no complexo.

A infraestrutura energética do porto inclui ainda uma nova subestação do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade isolada a gás para distribuição elétrica. O terminal, controlado pelo grupo CMPort, mantém um histórico recente de investimentos da ordem de R$ 500 milhões aplicados em expansão e modernização operacional. Um novo ciclo de aportes, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ser formalizado junto à autoridade portuária em etapa futura.

Garcia reforça que esse volume de investimentos consolida o planejamento estratégico desenhado para o complexo. “A modernização energética e os aportes estruturantes que acompanhamos no porto mostram que Paranaguá se antecipa às demandas globais. Nosso papel como autoridade portuária é garantir que essa expansão técnica aconteça em total sintonia com a eficiência operacional e o respeito ambiental, mantendo o Paraná na vanguarda da infraestrutura portuária nacional”, finaliza.

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CERTIFICADO – Alinhado à gestão eficiente de energia, o terminal possui certificação ISO 50001 e mantém metas relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa e ao aumento da eficiência operacional, em consonância com os padrões internacionais de sustentabilidade adotados pelo porto.

A movimentação logística do complexo atende uma das principais cadeias exportadoras do país, com destaque para o setor de proteínas animais destinadas a mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio e Europa.

As iniciativas fazem parte das ações de modernização da infraestrutura portuária de Paranaguá e ampliam a competitividade do sistema logístico paranaense no cenário internacional, com foco em eficiência, sustentabilidade e integração às cadeias globais de comércio.

Fonte: Governo PR

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