Agro
Mercado do boi gordo inicia 2026 com preços firmes e exportações em alta
Recuperação do mercado após turbulência com a China
O mercado físico do boi gordo encerra janeiro com preços firmes nas principais praças brasileiras, após um início de mês marcado por incertezas. A instabilidade foi provocada pelas salvaguardas impostas pela China, que restringiram temporariamente as importações de carne bovina de alguns países, incluindo o Brasil.
Segundo o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, o setor processou as mudanças e se adaptou à nova estrutura de cotas de importação estabelecida por Pequim. “Depois do impacto inicial, o mercado retomou sua trajetória natural de alta, sustentado por uma demanda externa aquecida e pela baixa oferta de gado para abate”, explicou.
Com isso, a tendência é de que o boi gordo feche janeiro com cotações firmes em praticamente todo o país, apontam os levantamentos mais recentes da consultoria.
Cotações regionais mostram estabilidade e valorização
De acordo com dados de 29 de janeiro, os preços médios da arroba a prazo registraram avanço consistente em várias regiões produtoras:
- São Paulo (Capital): R$ 330,00/@ — alta de 3,13% frente aos R$ 320,00 de dezembro.
- Goiás (Goiânia): R$ 315,00/@ — aumento de 0,64%.
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00/@ — valorização de 1,59%.
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315,00/@ — preço estável.
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310,00/@ — aumento de 3,33%.
- Rondônia (Vilhena): R$ 280,00/@ — sem variações.
Os ajustes refletem o equilíbrio entre oferta limitada e forte procura, principalmente pelas exportações de carne bovina no início do ano.
Atacado registra recuperação nos preços da carne bovina
No mercado atacadista, o mês também foi de valorização nos principais cortes. Segundo Iglesias, houve avanço nos preços do dianteiro e do traseiro bovino.
O quarto dianteiro foi negociado a R$ 18,00/kg, alta de 3,15% em relação aos R$ 17,45/kg do mês anterior. Já o traseiro bovino atingiu R$ 26,00/kg, representando aumento de 2,36% sobre os R$ 25,40/kg de dezembro.
Esse movimento indica recuperação gradual da margem da indústria frigorífica, que vinha pressionada pela volatilidade das exportações e pelo custo do gado vivo no início do mês.
Exportações disparam e sustentam o mercado interno
As exportações de carne bovina brasileira continuam em forte ritmo em 2026. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país já movimentou US$ 1,024 bilhão em embarques de carne fresca, congelada ou refrigerada nos primeiros 16 dias úteis de janeiro.
A média diária foi de US$ 64,05 milhões, com 183,78 mil toneladas exportadas — o equivalente a 11,48 mil toneladas por dia.
O preço médio da tonelada atingiu US$ 5.576,80, registrando aumento de 10,9% frente ao mesmo período de 2025. Na comparação anual, houve alta de 55,4% no valor médio diário exportado e crescimento de 40,1% na quantidade embarcada.
Esses números reforçam a força da demanda internacional, especialmente da China e de novos mercados asiáticos, que seguem impulsionando a pecuária brasileira e ajudando a equilibrar o mercado interno.
Perspectivas para fevereiro e influência do cenário econômico
Com o real oscilando próximo de R$ 5,00, segundo o Boletim Focus do Banco Central do Brasil, o câmbio continua favorecendo as exportações brasileiras. A expectativa do mercado financeiro é de Selic a 9,25% e inflação projetada em 3,8% para 2026, criando um ambiente de estabilidade macroeconômica que beneficia o agronegócio exportador.
Para fevereiro, analistas esperam manutenção dos preços firmes do boi gordo, sustentados por estoques baixos e demanda internacional contínua.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Hambúrguer e pescado de Ribeirão Preto podem ser comercializados em todo o Brasil
Duas agroindústrias de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, passaram a ter autorização para comercializar seus produtos em todo o território nacional após o reconhecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) do município pelo Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). A equivalência foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio de portaria publicada no dia 8 de setembro.
As empresas produzem pescado pronto para preparo em fritadeiras elétricas e hambúrgueres. Para os empreendimentos, a mudança permite buscar clientes fora do mercado atendido anteriormente pelo serviço municipal.
Uma das empresas produz tilápia, surubim, tilápia recheada com provolone, croquete de tilápia e camarão. Os produtos são comercializados por meio de delivery, empórios, lojas de conveniência, boutiques de carne, bares e restaurantes, além de vendas entre empresas.
Com a ampliação da área de comercialização, a empresa pretende desenvolver novos canais de distribuição e, conforme a formalização de contratos, aumentar a produção e o número de funcionários.
Na indústria de hambúrgueres, a integração ao Sisbi-POA também abre a possibilidade de comercialização para estabelecimentos de outros estados. A empresa já atende clientes e recebe demanda de hamburguerias de São Paulo, Minas Gerais e outros estados próximos. A produção é automatizada, e novos investimentos estão previstos para 2027.
As duas empresas autorizadas a utilizar o selo deverão incluir nas embalagens a inscrição Sisbi, do Mapa, indicando que a inspeção foi feita pelo município, mas equivalente àquela feita pelo Mapa.
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