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Mercado de soja pressiona preços e reduz margem do produtor brasileiro, aponta análise do setor

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O mercado de soja enfrenta um cenário desafiador em nível global, com ampla oferta e perspectivas favoráveis de produção pressionando as cotações. No Brasil, a combinação de queda nos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago e a valorização do real frente ao dólar tem desacelerado o ritmo de negócios.

Segundo analistas do setor, o momento exige cautela por parte dos produtores, especialmente diante da dificuldade em obter preços mais atrativos.

Excesso de oferta global impacta preços da soja

A atual conjuntura internacional é marcada por elevada disponibilidade da oleaginosa, o que tem limitado a recuperação das cotações no mercado global.

De acordo com Rafael Silveira, analista e consultor da Safras & Mercado, o principal desafio para o Brasil neste momento está relacionado à formação de preços. “Para o produtor brasileiro, o maior problema hoje é o preço”, destaca.

Estados Unidos e China influenciam perspectivas do mercado

Nos Estados Unidos, a demanda interna segue aquecida, impulsionada pelo bom desempenho do esmagamento. Além disso, o mercado acompanha a possibilidade de retomada das compras por parte da China, fator que pode trazer sustentação aos preços internacionais.

Para o Brasil, há expectativa de melhora no segundo semestre, caso os estoques norte-americanos diminuam e contribuam para a valorização das cotações na Bolsa de Chicago.

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Safra argentina avança sem problemas e reforça oferta global

Na Argentina, outro importante player do mercado, o cenário é considerado positivo. Segundo o analista Agustin Geier, não há sinais de atraso na colheita e a produção deve alcançar cerca de 49,8 milhões de toneladas.

A expectativa de uma safra robusta no país vizinho reforça o quadro de oferta elevada no mercado internacional.

Guerra no Oriente Médio eleva volatilidade nos subprodutos

O mercado de derivados da soja também tem sido impactado por fatores externos. A guerra no Irã elevou os preços do petróleo, trazendo suporte ao óleo de soja, que é utilizado como matéria-prima para biodiesel.

De acordo com o consultor Gabriel Viana, esse movimento tem gerado maior volatilidade nos preços dos subprodutos da oleaginosa.

Produção brasileira deve bater novo recorde na safra 2025/26

Apesar das dificuldades no mercado, a produção brasileira de soja segue em expansão. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 deve atingir 179,151 milhões de toneladas, crescimento de 4,5% em relação ao ciclo anterior.

A estimativa foi revisada para cima no 7º levantamento da safra, reforçando o potencial produtivo do país.

Indústria projeta recorde no processamento de soja em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) também revisou positivamente suas projeções para o complexo soja em 2026.

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O processamento interno deve alcançar 62,2 milhões de toneladas, avanço de 1,1% em relação à estimativa anterior. Esse crescimento reflete a forte oferta de matéria-prima e a expansão da demanda por derivados.

Produção de farelo e óleo deve crescer com maior valor agregado

Com o aumento do esmagamento, a produção de farelo de soja deve chegar a 47,9 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja está estimada em 12,5 milhões de toneladas.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor da Abiove, o desempenho reforça a resiliência da indústria nacional.

“A conversão da soja em produtos de maior valor agregado fortalece tanto a matriz energética quanto o abastecimento alimentar do país”, afirma.

Cenário exige atenção estratégica do produtor brasileiro

Mesmo diante de uma safra recorde e de uma indústria aquecida, o produtor brasileiro enfrenta um cenário desafiador, marcado por preços pressionados e margens reduzidas.

A combinação de fatores internos e externos reforça a necessidade de planejamento e estratégia na comercialização, especialmente em um ambiente de elevada volatilidade e incertezas no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de café do Brasil pode atingir recorde de 75,65 milhões de sacas na safra 2026/27

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A produção brasileira de café para a safra 2026/27 foi revisada para cima pela consultoria Safras & Mercado, que passou a estimar um volume recorde de 75,65 milhões de sacas de 60 kg. A projeção anterior era de 71 milhões de sacas.

O novo número representa um crescimento de 17% em relação à temporada passada, consolidando uma expectativa positiva para o setor cafeeiro nacional.

Condições climáticas favoráveis impulsionam produtividade das lavouras

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, o bom desempenho das lavouras está diretamente ligado às condições climáticas observadas nos primeiros meses do ano.

Segundo ele, o regime de chuvas adequado e temperaturas mais amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas, resultando em maior carga produtiva.

“Chuvas em bom volume e temperaturas mais amenas garantiram bom desenvolvimento das plantas, o que acabou se refletindo em uma carga produtiva mais elevada”, destaca o analista.

Esse cenário também confirmou as boas expectativas geradas durante o período de florada, reforçando o otimismo do mercado e justificando a revisão positiva da safra.

Café arábica lidera crescimento e se destaca na produção nacional

O principal destaque da revisão é o café arábica, cuja produção está estimada em 49,95 milhões de sacas, ante 46,70 milhões projetados anteriormente.

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Esse volume representa um avanço de 29% em relação à temporada passada, que foi fortemente impactada pela seca registrada em 2024.

Produção de conilon apresenta leve recuo, mas supera projeções iniciais

Já a produção de café conilon/robusta está estimada em 25,70 milhões de sacas na safra 2026/27, o que representa uma leve queda de 1,2% em relação ao ciclo anterior.

Apesar do recuo, o desempenho foi melhor do que o inicialmente projetado, que indicava queda de 6%. O resultado foi sustentado pelo crescimento da produção em Rondônia e por um desempenho acima do esperado no Espírito Santo.

Exportações de café recuam em março, com queda em volume e receita

No comércio exterior, o Brasil exportou 3,040 milhões de sacas de café em março, gerando uma receita cambial de US$ 1,125 bilhão, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve queda de 7,8% no volume embarcado e retração de 15,1% na receita.

Embarques acumulados também apresentam queda no ano-safra

No acumulado dos nove primeiros meses do ano-safra 2025/2026, as exportações brasileiras somaram 29,093 milhões de sacas, volume 21,2% inferior ao registrado no mesmo período anterior.

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Apesar da redução no volume, a receita cambial alcançou US$ 11,431 bilhões, alta de 2,9% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior, refletindo preços mais elevados no mercado internacional.

Desempenho no primeiro trimestre confirma retração nas exportações

No primeiro trimestre deste ano, os embarques brasileiros totalizaram 8,465 milhões de sacas, uma queda de 21,2% frente às 10,739 milhões exportadas no mesmo período do ano passado.

A receita cambial no período foi de US$ 3,371 bilhões, recuo de 13,6% em relação aos US$ 3,901 bilhões registrados nos três primeiros meses de 2025.

Mercado acompanha safra recorde e ritmo mais lento das exportações

O cenário atual do café brasileiro combina expectativas de safra recorde, impulsionada por condições climáticas favoráveis, com um ritmo mais lento nas exportações, influenciado por fatores de mercado e logística.

A combinação desses elementos deve seguir no radar dos agentes do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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