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Mercado de bioinsumos no Brasil cresce 21% ao ano e alcança R$ 5 bilhões, impulsionado por inovação e sustentabilidade no agronegócio

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O mercado de bioinsumos no Brasil vem registrando expansão acelerada e já se consolida como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio. Na safra 2023/2024, o setor movimentou aproximadamente R$ 5 bilhões, com crescimento médio anual de 21% nos últimos três anos — índice quatro vezes superior à média global, segundo dados da CropLife Brasil.

A projeção é de que o mercado brasileiro alcance R$ 9 bilhões até 2030, enquanto o volume global pode chegar a US$ 30 bilhões no mesmo período, reforçando o protagonismo do Brasil na adoção de soluções biológicas aplicadas à produção agrícola.

Bioinsumos ganham espaço como alternativa estratégica no campo

O avanço dos bioinsumos — que incluem biofertilizantes, bioinseticidas, biofungicidas e inoculantes — está diretamente ligado à busca por sistemas produtivos mais eficientes, sustentáveis e menos dependentes de insumos importados.

De acordo com a ABCBio, o segmento de biocontrole cresce 5,3 vezes mais rápido que o mercado de defensivos químicos, evidenciando uma mudança estrutural no modelo de manejo agrícola.

A combinação entre biológicos e fertilizantes tradicionais tem permitido ao produtor manter níveis elevados de produtividade, ao mesmo tempo em que reduz custos operacionais e impactos ambientais.

Dependência externa impulsiona adoção de soluções biológicas

Segundo especialistas do setor, a ampliação do uso de bioinsumos também está relacionada à necessidade de reduzir a dependência de insumos importados e de maior exposição às oscilações do mercado internacional.

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Para Fellipe Parreira, responsável por Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro, o movimento representa uma mudança estratégica para o agro brasileiro.

“Dependemos de insumos, defensivos e moléculas químicas que vêm do exterior, o que nos torna vulneráveis a oscilações geopolíticas. Os bioinsumos mudam esse cenário: são produzidos no país e fortalecem a resiliência da agricultura frente a crises globais”, afirma.

A GIROAgro tem investido no desenvolvimento de soluções que integram fertilizantes e biológicos, apostando na sinergia entre tecnologias para maior eficiência agronômica.

Tecnologia e drones ampliam escala de aplicação no campo

A incorporação de tecnologias como drones agrícolas tem acelerado a adoção de bioinsumos no Brasil. A aplicação aérea permite maior precisão, redução de perdas e ganho de escala, tornando o uso de biológicos viável até em áreas extensas.

Esse avanço tecnológico contribui para democratizar o acesso a soluções antes restritas a grandes propriedades, ampliando o potencial de adoção em diferentes perfis de produtores.

Integração entre biológicos e fertilizantes ganha protagonismo

Embora ainda exista no setor uma divisão conceitual entre biológicos e fertilizantes, empresas vêm adotando uma abordagem integrada, desenvolvendo soluções compatíveis entre as duas frentes.

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A estratégia busca unir eficiência agronômica, facilidade de aplicação e estabilidade de resultados, atendendo a um produtor cada vez mais exigente e orientado por produtividade e sustentabilidade.

Marco regulatório impulsiona inovação no setor

A aprovação da Lei de Bioinsumos em 2024 representa um marco importante para o segmento, ao reduzir burocracias e estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O novo ambiente regulatório fortalece a cadeia produtiva e cria condições mais favoráveis para a expansão do mercado no Brasil, alinhando o país às tendências globais de agricultura sustentável.

Projeções indicam crescimento contínuo até 2030

De acordo com a ANPII Bio, o mercado brasileiro de bioinsumos deve crescer cerca de 60% até 2030, superando R$ 9 bilhões em faturamento.

Já a consultoria DunhamTrimmer estima que o mercado global alcance US$ 30 bilhões até o fim da década, com o Brasil respondendo por mais de 20% do crescimento no segmento de biocontrole.

Com expansão acelerada, avanço tecnológico e integração entre soluções, o setor de bioinsumos consolida sua posição como um dos pilares da agricultura moderna no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita da safrinha de milho avança no Centro-Sul, mas estiagem reduz potencial produtivo em importantes regiões

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A colheita da segunda safra de milho 2026 começou a ganhar ritmo no Centro-Sul do Brasil, impulsionada principalmente pelo avanço dos trabalhos em Mato Grosso. No entanto, enquanto algumas regiões projetam produtividades elevadas, outras já enfrentam impactos significativos da estiagem, que compromete o potencial produtivo das lavouras.

Levantamento divulgado pela AgRural aponta que, até a última quinta-feira (28), a colheita da safrinha havia alcançado 2,4% da área cultivada na região Centro-Sul do país. O percentual representa avanço em relação aos 0,9% registrados na semana anterior e supera os 1,3% observados no mesmo período do ano passado.

Mato Grosso lidera a colheita da safrinha

Maior produtor nacional de milho, Mato Grosso segue ditando o ritmo da colheita brasileira. As condições climáticas favoráveis e o bom desenvolvimento das lavouras permitiram o avanço das máquinas em diversas regiões do estado.

O Paraná aparece na sequência, embora em ritmo mais lento. A elevada umidade em parte das áreas produtoras ainda limita o andamento dos trabalhos, exigindo maior cautela dos produtores para preservar a qualidade dos grãos.

Além de Mato Grosso e Paraná, as expectativas de produtividade permanecem positivas em Mato Grosso do Sul e no sul de São Paulo, regiões que foram beneficiadas por melhores condições climáticas durante o ciclo da cultura.

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Estiagem preocupa produtores em Minas Gerais e Goiás

Se por um lado algumas áreas caminham para resultados satisfatórios, por outro a falta de chuvas tem causado preocupação crescente em importantes polos produtores do país.

No norte de São Paulo, em Minas Gerais e em Goiás, produtores já iniciaram os cálculos das perdas provocadas pela estiagem prolongada registrada nos últimos meses. A redução da umidade no solo durante fases decisivas do desenvolvimento das plantas comprometeu o enchimento dos grãos e limitou o potencial produtivo de parte das lavouras.

Técnicos do setor relatam que os impactos variam conforme a região e a época de plantio, mas há expectativa de reduções expressivas na produtividade em áreas mais afetadas pelo déficit hídrico.

Mercado acompanha definição da safra brasileira

O desempenho da segunda safra de milho é acompanhado com atenção pelo mercado interno e pelos importadores internacionais. A safrinha responde por aproximadamente 75% da produção nacional do cereal e tem papel fundamental no abastecimento doméstico e nas exportações brasileiras.

Nas próximas semanas, o avanço da colheita permitirá uma avaliação mais precisa dos resultados produtivos em cada estado, especialmente nas regiões atingidas pela seca.

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Analistas destacam que, apesar das perdas localizadas, o potencial de boa produção em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e parte de São Paulo pode contribuir para manter o Brasil entre os maiores exportadores mundiais de milho em 2026.

Clima seguirá determinando os resultados finais

A reta final da colheita será decisiva para consolidar o tamanho da safra brasileira. Enquanto produtores das regiões mais favorecidas aguardam produtividades acima da média, aqueles que enfrentaram estiagem seguem revisando suas projeções e calculando os impactos econômicos sobre a rentabilidade da temporada.

O comportamento climático das próximas semanas também será importante para garantir o avanço dos trabalhos de campo e preservar a qualidade dos grãos colhidos, fator essencial para a comercialização no mercado interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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