Agro
Preço da melancia recua no Brasil com queda da demanda e clima mais ameno no Sul e Sudeste
O mercado brasileiro de melancia registrou queda nos preços na última semana, pressionado principalmente pela redução da demanda nos principais centros consumidores do País. Segundo levantamento do Cepea, as temperaturas mais amenas nas regiões Sul e Sudeste diminuíram o consumo da fruta, impactando diretamente as cotações da melancia graúda, com peso acima de 12 quilos.
De acordo com pesquisadores da equipe Hortifrúti/Cepea, o enfraquecimento da procura levou à retração nos valores praticados no mercado atacadista e produtor. Mesmo assim, os preços seguem em patamares considerados elevados, mantendo-se acima de R$ 2,00 por quilo.
O cenário de sustentação ainda ocorre devido à oferta limitada da fruta no mercado brasileiro. Atualmente, a região de Uruana, em Goiás, é a principal responsável pelo abastecimento nacional, fator que restringe uma queda mais acentuada nas cotações.
Para os próximos dias, a expectativa é de continuidade do movimento de baixa nos preços da melancia. A previsão climática indica permanência das temperaturas mais frias no Sul e Sudeste, condição que tende a manter o consumo enfraquecido e limitar a reação do mercado.
Além do clima, agentes do setor avaliam que o ritmo mais lento das vendas pode aumentar a pressão sobre os produtores nas próximas semanas, especialmente diante da concentração da oferta em poucas regiões produtoras.
O comportamento do consumo nos grandes centros urbanos seguirá sendo decisivo para o direcionamento dos preços da fruta neste período de outono, marcado historicamente por redução na demanda por produtos mais refrescantes, como a melancia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes
O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.
O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.
O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.
A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.
O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.
Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.
Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.
A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.
Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.
Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.
Fonte: Pensar Agro
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