Agro
Menos itens no carrinho mudam operação dos supermercados e pressionam margens no varejo alimentar
Inflação dos alimentos altera comportamento de consumo no varejo
A alta dos preços dos alimentos voltou a impactar diretamente a operação dos supermercados no Brasil. Em março, o grupo alimentação e bebidas registrou alta de 1,56%, exercendo forte influência sobre a inflação oficial, segundo dados do IBGE.
Apesar de o consumo doméstico seguir em crescimento, o comportamento do consumidor mudou de forma significativa, com compras mais frequentes, menor volume por visita e maior sensibilidade a preço.
Consumidor compra menos itens e pressiona estratégia dos supermercados
O novo padrão de consumo tem exigido adaptação rápida do varejo alimentar. O cliente continua indo aos supermercados, mas está colocando menos itens no carrinho, comparando preços com mais frequência e substituindo marcas com maior facilidade.
Para o setor, essa mudança reduz previsibilidade de vendas e aumenta a pressão sobre margens, exigindo uma gestão mais eficiente de estoque, preços e operação.
Segundo especialistas, o modelo baseado apenas em volume de vendas perdeu força, dando lugar a uma gestão mais analítica e focada em rentabilidade.
“Loja cheia não significa lucro”, alerta especialista do setor
De acordo com Márcio Goulart, especialista em gestão de supermercados e porta-voz da Meta Contabilidade, o setor vive uma mudança estrutural na forma de operar.
“O supermercadista precisou abandonar qualquer lógica automática de operação. Hoje, a sobrevivência está ligada à capacidade de entender o comportamento do consumidor e ajustar a loja com rapidez, sem perder margem”, afirma.
Segundo ele, a alta movimentação nas lojas pode mascarar resultados financeiros, já que tickets médios menores reduzem a rentabilidade geral.
Revisão de estoque e precificação ganham prioridade na gestão
Diante do novo cenário, redes de supermercados têm intensificado ajustes operacionais para reduzir perdas e preservar margens. Entre as principais estratégias adotadas estão:
- Revisão de mix e estoques: A redução de itens de baixo giro e baixa rentabilidade se tornou prioridade para melhorar o uso do capital de giro e evitar desperdícios.
- Ajustes mais frequentes de preços: A volatilidade dos alimentos exige revisão constante de preços para manter competitividade e evitar erosão de margem.
- Controle mais rigoroso de custos: Despesas operacionais como energia, logística, perdas e vencimentos passaram a ter maior impacto no resultado final.
- Promoções mais direcionadas: As redes estão substituindo descontos generalizados por ações mais segmentadas, com foco em fidelização e recorrência de compra.
Margem se torna principal indicador de sobrevivência no varejo
Para Márcio Goulart, o setor precisa abandonar a leitura baseada apenas em fluxo de clientes e passar a monitorar indicadores mais amplos de desempenho.
“Muitas lojas seguem cheias, mas com tickets pressionados e compras fragmentadas. Quem não acompanha margem, giro e custo operacional pode ter uma falsa percepção de crescimento”, explica.
Segundo o especialista, o novo comportamento do consumidor exige decisões mais técnicas e menos intuitivas dentro da gestão supermercadista.
Varejo alimentar entra em fase de adaptação estrutural
O cenário aponta para uma mudança estrutural no varejo alimentar brasileiro, em que eficiência operacional, controle de custos e inteligência comercial passam a ser determinantes para a sobrevivência do setor.
De acordo com especialistas, empresas que não se adaptarem a essa nova lógica podem perder competitividade gradualmente, mesmo mantendo bom fluxo de clientes nas lojas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja no Tocantins: Fazenda de cooperado da Castrolanda atinge 76 sacas por hectare na safra 2025/26
A safra de soja 2025/2026 na Fazenda Tropical, propriedade de um cooperado da Castrolanda Cooperativa Agroindustrial localizada no Tocantins, encerrou com produtividade média de 76 sacas por hectare, equivalente a cerca de 4.560 kg/ha. No total, foram produzidas aproximadamente 2.600 toneladas em uma área de 570 hectares.
O resultado é considerado positivo diante dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ciclo produtivo, especialmente na fase inicial de implantação da lavoura.
Plantio da soja no Tocantins enfrentou irregularidade de chuvas
O plantio da soja teve início em 13 de outubro e se estendeu até 10 de dezembro, dentro da estratégia de aproveitar a janela ideal da cultura.
Segundo o engenheiro agrônomo da Castrolanda no Tocantins, João Nestálio Teixeira Schuster, o principal desafio ocorreu no começo do ciclo, devido à instabilidade das chuvas.
Ele explica que, embora as primeiras precipitações tenham ocorrido em outubro, o regime irregular afetou a umidade do solo e provocou perdas pontuais na implantação da cultura em algumas áreas.
Desenvolvimento da lavoura e manejo fitossanitário foram satisfatórios
A partir de dezembro, as condições climáticas se estabilizaram, favorecendo o desenvolvimento da lavoura de soja.
De acordo com a equipe técnica, o manejo fitossanitário ocorreu dentro do planejado, com controle adequado de pragas e doenças durante o ciclo produtivo, o que contribuiu para a manutenção do potencial produtivo da cultura.
Excesso de chuva no final do ciclo impactou segunda safra
No encerramento do ciclo, entre fevereiro e abril, o aumento do volume de chuvas trouxe novo desafio ao sistema produtivo.
As precipitações, embora tenham favorecido o enchimento de grãos, dificultaram o planejamento da safrinha, atrasando a implantação das culturas subsequentes.
A colheita ocorreu entre 9 de fevereiro e abril, totalizando cerca de 60 dias de operação, período semelhante ao do plantio.
Produtividade da soja ficou abaixo de anos anteriores, mas dentro do esperado
Apesar da leve queda em relação a safras anteriores, a produtividade foi considerada satisfatória diante do cenário regional, que também enfrentou perdas climáticas.
Segundo a equipe técnica, praticamente todos os produtores da região registraram redução de rendimento devido ao comportamento irregular das chuvas ao longo do ciclo.
Mesmo assim, o desempenho da Fazenda Tropical foi avaliado como positivo e dentro das expectativas para as condições enfrentadas.
Tocantins reforça posição como fronteira agrícola da soja
O desempenho da propriedade reflete o avanço da produção agrícola no Tocantins, que vem se consolidando como uma das principais fronteiras do agronegócio brasileiro.
Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra 2025/2026 no estado deve se aproximar de 10 milhões de toneladas de grãos, com destaque para a soja, principal cultura de expansão regional.
Sistema produtivo inclui soja, milho, sorgo, braquiária e abacaxi
Além da soja, a Fazenda Tropical adota um sistema diversificado de produção.
Atualmente, cerca de 320 hectares são destinados à safrinha, com aproximadamente 60% da área ocupada por milho ou sorgo. O restante é utilizado para braquiária, além de 15 hectares destinados ao cultivo de abacaxi, cultura de ciclo longo.
Segundo a equipe técnica, a diversificação contribui para a sustentabilidade produtiva e melhora o aproveitamento das janelas agrícolas da região, especialmente quando o plantio da soja ocorre dentro do período ideal entre outubro e novembro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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