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Educação

MEC promove Seminário Formação de Profissionais da EPT

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O Ministério da Educação (MEC) promoveu, nesta quarta-feira, 6 de maio, o Seminário Formação de Profissionais da Educação Profissional e Tecnológica, no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do MEC (Cetremec), em Brasília (DF). A programação envolveu mesas redondas e oficinas com o objetivo de fortalecer as políticas de formação inicial e continuada voltadas aos profissionais que atuam na educação profissional e tecnológica (EPT), por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB). A abertura e as atividades da manhã tiveram transmissão pelo canal do MEC no YouTube

O secretário substituto de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Sérgio Pedini, destacou que a educação profissional ganha cada vez mais ênfase nos cenários nacional e mundial. “A EPT é considerada, hoje, uma ferramenta de desenvolvimento socioeconômico e de valorização dos profissionais, na medida em que permite, por exemplo, que os nossos trabalhadores tenham acesso a mais bem-estar social, econômico e qualidade de vida. Essa política tão bem-sucedida é o tempo todo citada, convocada e referenciada”, afirmou. 

“É fundamental garantir não só a permanência e êxito de alunos, mas a permanência e êxito dos profissionais, sua valorização, porque são eles quem estão na ponta, trabalhando a EPT nos estados. A gente não pode perder a oportunidade de ter uma oferta de EPT que valorize esses profissionais”, acrescentou Pedini, ressaltando que o mundo atual exige capacitação permanente dos trabalhadores e adequação ao novo perfil dos estudantes que chegam à sala de aula. 

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Segundo o vice-presidente de Gestão de Pessoas do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Rafael Bastos, a EPT tem grande poder de transformação social e, por isso, quem a ensina precisa ser bem-qualificado. “A educação profissional e tecnológica é a cara do Brasil. Então, é importante que haja essa formação para que a gente realmente faça algo qualificado e que, de fato, acrescente onde a gente se faz presente e se faz necessário. Somos importantes para a sociedade. Isso tem que ficar claro a cada momento”, completou. 

Zilmar Rodrigues, vice-presidente do Conselho Nacional de Dirigentes das Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais (Condetuf), acrescentou que além da formação técnica, é preciso formar os profissionais para um ensino crítico. “Precisamos de profissionais não apenas tecnicamente qualificados, mas também críticos e capazes de atuar em cenários de constante transformação. Nesse contexto, os profissionais da EPT assumem um papel fundamental como mediadores entre tecnologia e formação humana”, afirmou. 

Ao longo do dia, o evento contou, ainda, com a apresentação sobre o Programa do Mestrado Profissional em Docência na Educação Profissional e Tecnológica (ProfDocência-EPT), que será lançado em breve pelo MEC em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Além disso, foram realizadas uma mesa redonda sobre o perfil e diretrizes dos profissionais da EPT e duas oficinas sobre oferta, currículo, articulação e infraestrutura da EPT. Ao final, foi discutido texto da futura Política de Formação de Profissionais da EPT.

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec 

Fonte: Ministério da Educação

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Enem possibilita que estudantes façam exame em Classe Hospitalar

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Um problema de saúde que necessita de um longo tratamento ou uma doença que exige o isolamento não precisa ser um impeditivo para que o estudante consiga participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para esses casos, o Ministério da Educação (MEC) possibilita que o participante faça a prova no ambiente hospitalar, sem necessidade de deslocamento e com toda a estrutura essencial para garantir a segurança e a tranquilidade dos pacientes. Para isso, é necessário que o participante tenha solicitado, no ato da inscrição, a aplicação em classe hospitalar e que o hospital tenha emitido uma declaração garantindo a aplicação em espaço escolar e com total segurança.

A estudante Ana Clara Martinez, 18 anos, de Mogi das Cruzes (SP), tem um tumor no nervo óptico que faz com que ela tenha dificuldades visuais nos dois olhos. Ela fará o Enem no hospital pela terceira vez e comentou sobre essa experiência. “Na primeira vez, no momento da inscrição, eu solicitei para fazer a prova ampliada, mas o meu déficit visual me atrapalhou muito e eu não consegui concluir a redação. No ano seguinte, em decorrência do meu problema de saúde, eu descobri que tinha direito não só à prova ampliada, mas também a um escriba, um leitor e tempo extra de prova, o que melhorou muito minha experiência com o Enem. Neste ano, eu vou seguir por esse caminho mais uma vez, com o objetivo de conseguir cursar psicologia”, completou.

Ana Clara recebe diploma da Escola Móvel
Ana Clara recebe diploma da Escola Móvel

Anualmente, cerca de 50 candidatos solicitam a aplicação do exame em hospitais, por motivos que vão desde o tratamento de um câncer a patologias que exigem imunossupressão ou transplantes. No momento da inscrição no Enem, o estudante deve realizar o pedido de atendimento especial, contendo laudo médico assinado, com diagnóstico e justificativa da internação. Na solicitação, precisa constar uma declaração do hospital informando a disponibilidade de instalações adequadas à realização da prova e a confirmação da internação do estudante. 

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Classe Hospitalar – As Classes Hospitalares surgiram para garantir a continuidade ao processo de aprendizagem de estudantes que estejam impossibilitados de frequentar a escola em razão de tratamento de saúde. A modalidade foi criada para atender à legislação educacional que reconhece que a condição clínica do estudante não pode representar obstáculo ao acesso, à permanência e à continuidade da vida escolar. Cabe às redes de ensino garantirem aos educandos o atendimento educacional em ambiente hospitalar, segundo suas singularidades e demandas, contando com professores e equipes multiprofissionais.  

Próximo de completar o 3º ano do ensino médio, o estudante João Paulo da Cruz, 18 anos, de São Paulo, foi aluno da Escola Móvel do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) durante o tratamento de tumor e participará do exame pela segunda vez. A mãe dele, Rosangela da Cruz, destacou o papel da classe hospitalar na trajetória do filho. “Em decorrência do tratamento, João precisou ficar dois anos afastado da escola comum. Nesse período, ele conseguiu seguir com estudos por meio da classe hospitalar, que se preocupa não só em cuidar dos pacientes, mas também garantir que eles não tenham atrasos educacionais, que estejam preparados para regressar ao ensino regular e até que consigam realizar o Enem”, finalizou.

João Paulo e Rosangela na comemoração de 18 anos do estudante
João Paulo e Rosangela na comemoração de 18 anos do estudante
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Para aderir a uma Classe Hospitalar, o estudante precisa estar matriculado na escola de ensino regular, que manterá contato constante com as equipes que atuam nas unidades de saúde. Os profissionais que trabalham nos hospitais enviarão informações pedagógicas, como relatórios, notas e registros de frequência, para as escolas, com o objetivo de assegurar o alinhamento de conteúdos, facilitar o retorno dos estudantes, dar continuidade ao ensino e evitar a reprovação por faltas ou atrasos pedagógicos. 

Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é utilizado como mecanismo de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do Enem como critério único ou complementar em seus processos seletivos. As notas individuais do exame podem, ainda, ser utilizadas em processos seletivos de instituições de educação superior portuguesas que possuem acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para o aproveitamento dos resultados do Enem. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

Fonte: Ministério da Educação

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