Educação
MEC participa de reunião de alta cúpula do Pisa
O Ministério da Educação (MEC) participa de reunião da alta cúpula do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que ocorre entre os dias 7 e 10 de abril, em Brasília. O encontro reúne delegados de mais de 60 países com o objetivo de garantir que as avaliações educacionais sejam comparáveis internacionalmente para subsidiar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na elaboração do Pisa. Além de coordenadora da avaliação, a OCDE é responsável por discutir o atendimento às necessidades educacionais dos países participantes do programa.
Representando o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, deu as boas-vindas ao grupo. “Ao sediar esta reunião, o Brasil conecta suas avaliações aos diferentes tempos e movimentos das aprendizagens, levando em conta a diversidade do nosso país, para melhorar os resultados educacionais. Para nós, as avaliações não se resumem a esses resultados – elas precisam estar inseridas em estratégias pedagógicas sólidas”, destacou.
No Brasil, a instituição responsável por conduzir e executar o programa é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC. “A participação do Inep nas avaliações educacionais é significativa. Estamos em condições de utilizar as melhores propostas e práticas de avaliação educacional. Trata-se de um momento de trocar ideias, encontrar parceiros e definir propostas de trabalho”, disse o presidente da instituição, Manuel Palácios.
Referência internacional para estabelecimento de metas educacionais, o Pisa tem um significado especial para o Brasil, país vanguardista no tema. Ao avaliar os estudantes brasileiros com 15 anos de idade, o levantamento serve para pensar estratégias sistêmicas para estabelecer objetivos de desenvolvimento educacional e de qualidade que tenham um parâmetro compartilhado com outros países. O diretor de Habilidades Educacionais da OCDE, Andreas Schleicher, destacou a expertise do Brasil em avaliações: “O Brasil foi um dos primeiros países a participar do Pisa e a avaliação deve garantir o futuro dos alunos para o avanço nos estudos”.
As reuniões do Conselho Diretor do Pisa (PGB) são realizadas semestralmente e o local de realização é rotativo, passando pelos países participantes. Os grupos formadores do programa realizam reuniões prévias à plenária geral, a fim de organizar demandas, trabalhos, discussões e encaminhamentos a respeito do estudo. No restante dos dias, são debatidos assuntos como inteligência artificial, bem como questões ambientais e de sustentabilidade, destaques nesta edição do evento.
Pisa – O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é um estudo comparativo internacional realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A ideia é fornecer informações sobre o desempenho de estudantes na faixa etária dos 15 anos, em matemática, leitura e ciências. A última aplicação ocorreu em 2025. No Brasil, a avaliação foi digital, com exceção dos questionários dos pais e responsáveis. Participaram do Pisa 2025 um total de 10.798 estudantes de 599 escolas das redes pública e privada.
OCDE – A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) dedica-se a analisar, comparar e melhorar políticas educacionais globalmente. Através de dados como o Pisa e o Education at a Glance, ela ajuda países, incluindo o Brasil, a aprimorar o desempenho, o financiamento e a equidade na aprendizagem.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
Educação
PDDE Equidade: prazo de adesão é ampliado até 10 de junho
O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até 10 de junho o prazo de adesão ao Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade). O anúncio foi feito nesta terça-feira, 2 de junho, durante webinário promovido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), com transmissão pelo canal do MEC no YouTube.
Durante o evento, que reuniu gestores e representantes de redes de ensino de diversas regiões do Brasil, a equipe técnica do MEC respondeu dúvidas acerca do processo de adesão ao programa. A transmissão faz parte de uma série de webinários realizada com o objetivo de auxiliar estados, municípios e o Distrito Federal no preenchimento das informações e na utilização do sistema.
“A gente sabe que o processo de adesão pode ser cheio de dúvidas, é um sistema novo para muita gente. Então, temos feito o possível para responder as dúvidas com maior brevidade”, explicou o coordenador-geral de Equidade Educacional do MEC, Caio Callegari. Após o encerramento do primeiro ciclo de adesões, o MEC realizará um segundo ciclo para novas escolas elegíveis.
Em 2026, o PDDE Equidade contará com investimento de cerca de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos para aproximadamente 30 mil escolas públicas. A iniciativa destina recursos financeiros suplementares para as escolas públicas de educação básica, a fim de promover a melhoria das condições de oferta, da infraestrutura e da qualidade do ensino em contextos de maior vulnerabilidade social e educacional.
O programa é uma iniciativa do MEC em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Regulamentado pela Resolução nº 8, de 7 de maio de 2026, o PDDE Equidade tem como objetivo fortalecer a equidade educacional nas redes estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Mudanças – Em 2026, o programa manteve sua estrutura geral de funcionamento da descentralização orçamentária, mas adequou rotas, incluindo maior precisão na categorização da natureza da despesa; redução de desafios com a prestação de contas; aperfeiçoamento de critérios de elegibilidade e priorização de cada subprograma e eixo; e fortalecimento e monitoramento da política.
Um dos ajustes nos critérios de elegibilidade diz respeito à ampliação do acesso institucional – incluindo Unidades Executoras (UEx) consorciadas e, também, a articulação com políticas estruturantes do MEC, como a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e o Novo Pronacampo.
Em relação aos critérios de priorização, houve ajustes como a consideração do histórico de atendimento pelo programa, a fim de garantir que mais escolas, sobretudo aquelas que nunca receberam o recurso, sejam priorizadas, e a inclusão de indicador de priorização por vulnerabilidade educacional. Muitas dessas mudanças visam fortalecer o potencial redistributivo dos recursos, facilitar o recebimento dos repasses pelas escolas e qualificar a articulação de políticas de educação com equidade do MEC.
Contudo, o programa não mudou seus eixos principais: modelo de adesão; papéis e responsabilidades das escolas, redes e demais órgãos envolvidos; e valores repassados por escolas.
Em decorrência da boa alocação de recursos no ano passado, com mais de 92% da execução financeira, o PDDE Equidade manteve seu orçamento de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos da seguinte maneira em 2026:
- PDDE Água, Campo e Agroecologia: R$ 93,0 milhões;
- PDDE Diversidades (considerando os eixos de educação bilíngue de surdos; educação de jovens e adultos; educação escolar indígena; educação escolar quilombola; educação para as relações étnico-raciais): R$ 84,9 milhões;
- PDDE Sala de Recursos Multifuncionais: R$ 200,3 milhões.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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