Educação
MEC participa de encontro nacional sobre polos de inovação
O Ministério da Educação (MEC) participou nos dias 11 e 12 de maio, em Belo Horizonte (MG), do III Encontro Nacional das Fundações de Apoio e Polos de Inovação (Enfapi) da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A programação abordou financiamento, marco legal e estratégias de gestão, além de debates sobre compras em fundações de apoio, capacitação para novos polos e utilização das Leis de TICs e da Lei do Bem em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O evento é uma iniciativa conjunta do MEC com o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG).
O diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica, Sérgio Pedini, destacou a atuação dos polos de inovação, “que, há dez anos, constroem pontes entre o conhecimento público e a inovação industrial”. Pedini afirmou que o modelo polo de inovação/unidade Embrapii tem atuado como instrumento de indução à gestão profissional da inovação tecnológica, aproximando instituições públicas de ensino do setor produtivo.
Segundo o dirigente, o MEC aportou R$ 634,6 milhões entre 2013 e 2025 em contratos de gestão voltados ao fortalecimento das unidades Embrapii. “A Rede Federal deixou de atuar com experiências isoladas e passou a consolidar uma infraestrutura nacional de inovação integrada ao desenvolvimento industrial e tecnológico do país”, afirmou.
O diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Charles Okama de Souza, destacou o recente investimento de R$ 9 milhões do MEC para a expansão de três novos polos de inovação vinculados aos Institutos Federais. O diretor também destacou o edital que será publicado em breve, de R$ 50 milhões, voltado ao financiamento de equipamentos de laboratórios. “Nosso objetivo é fortalecer a relação entre os polos de inovação e as instituições, envolvendo cada vez mais os estudantes”, afirmou Okama.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec e do IFMG
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC debate papel do Enem na avaliação da educação básica
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) se reuniram com secretários estaduais de educação e equipes técnicas das redes de ensino para discutir estratégias de engajamento no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltadas a estudantes concluintes. O encontro, realizado em Brasília, contou com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e enfocou também o novo papel do exame como parte da avaliação da educação básica brasileira.
Regulamentado pelo Decreto nº 12.915/2026, o Enem passa a funcionar como um exame único, com três funções estruturantes: certificar a conclusão do ensino médio, organizar o ingresso à educação superior e avaliar a qualidade da educação básica em todo o território nacional, como parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A proposta reforça o caráter integrador do exame e amplia seu uso como instrumento estratégico da política educacional brasileira.
“A gente sabe que o engajamento do Enem é muito maior que qualquer outra prova de avaliação do ensino médio. A nossa ideia é usar o Enem como a avaliação do Saeb ainda neste ano”, explicou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. “Essa mudança no Saeb está em processo de evolução desde a década de 1990 e é algo invejável no mundo inteiro. A avaliação é uma parte muito importante para a construção e o planejamento das políticas educacionais”, completou.
Durante a reunião, o Inep apresentou estudos que demonstram a viabilidade da articulação entre o Enem e o Saeb e falou sobre a definição de padrões de desempenho associados às áreas de conhecimento. O objetivo é alinhar o exame às aprendizagens essenciais esperadas ao final da escolarização básica, fortalecendo a coerência entre currículo e avaliação, além de qualificar o uso dos resultados produzidos pelo Enem.
A experiência prevista para 2026 tem caráter transitório. Os resultados dessa edição não serão utilizados para fins de financiamento da educação básica, notadamente o Fundeb, permanecendo como referência, para esse efeito, os resultados do Saeb de 2025.
Ao promover o diálogo com as redes estaduais de ensino, o MEC reforça o papel do Enem como instrumento central de avaliação da qualidade da educação básica, além de fortalecer a articulação federativa necessária à implementação das mudanças previstas no novo marco normativo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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