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Educação

MEC participa da 5ª Conferência de Promoção da Igualdade Racial

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Começou nesta segunda-feira, 15 de setembro, a 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir). Representando o Ministério da Educação (MEC), o ministro Camilo Santana participou da cerimônia de abertura no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O evento é realizado pelo Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) do Ministério da Igualdade Racial (MIR), e recebe apoio da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 

Na ocasião, foram assinados um protocolo de intenções para adesão do município de Fortaleza (CE) ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e para instalação da Casa da Igualdade Racial na cidade. 

Os cinco dias da conferência reunirão debates, painéis, plenárias, grupos de trabalho e lançamentos. Haverá também, apresentações culturais e a celebração dos 30 anos da Marcha Zumbi. O MEC contará com estande que apresentará as políticas voltadas ao combate às desigualdades étnico-raciais na educação. 

Ações do MEC – Segundo dados do Censo de 2022 do IBGE, cerca de 92,1 milhões de pessoas se declararam pardas, o equivalente a 45,3% da população do país. Outras 20,6 milhões se declaram pretas (10,2%), enquanto 1,7 milhões se declararam indígenas (0,8%) e 850,1 mil se declaram amarelas (0,4%). 

O MEC desempenha papel fundamental para inclusão dessas populações. Por meio de ações afirmativas, programas de valorização da cultura afro-brasileira e indígena, formação de professores para o enfrentamento ao racismo estrutural e incentivo à permanência e conclusão dos estudos por estudantes negros, indígenas e quilombolas, a pasta atua para reduzir desigualdades históricas e assegurar que a diversidade seja reconhecida como um valor fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. 

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Lançada em 2024, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq)tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. 

Uma das ações inclui o curso de extensão “Formação para Docência e Gestão em Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola”, iniciativa da Secadi em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e com a Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ). 

A pasta também criou, em 2025, Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) que visa garantir suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública socialmente desfavorecidos, seguindo os públicos-alvo da Lei de Cotas, que buscam ingressar na educação superior, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).   

A política garante R$200 por seis meses aos estudantes indicados pelos cursinhos para receberem o auxílio permanência. A CPOP ainda prevê apoio de até R$ 163.200,00 por cursinhopara a contratação de coordenadores e professores (7 meses) e apoio para atividades técnicas e administrativas.   

Para atender a estudantes mais jovens, do ensino fundamental, foi lançado o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Partiu IF), que tem como objetivo o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais na educação, por meio da oferta de aulas e atividades voltadas para a recuperação das aprendizagens de estudantes. 

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As aulas visam aumentar as oportunidades desses estudantes de ingressarem nos institutos federais de todo o país para a realização do ensino médio integrado à educação profissional e tecnológica (EPT) e são ofertadas a estudantes do 9º ano que cursaram integralmente o ensino fundamental na rede pública de ensino, negros, quilombolas, indígenas ou que tenham deficiência e renda familiar per capita de até um salário-mínimo.  

Cotas Em 2023, uma articulação do Ministério da Educação, através da Secadi, atualizou a Lei de Cotas, que completou 13 anos em agosto. A principal mudança foi no mecanismo de ingresso — no ordenamento anterior, o cotista concorria apenas às vagas reservadas, ainda que tivesse pontuação suficiente para ser aprovado em ampla concorrência. Agora, primeiramente são observadas as notas pela ampla concorrência e, posteriormente, as reservas de vagas para cotas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Ajuste do Fundeb 2025 garante mais R$ 710 milhões a entes

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A arrecadação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em 2025 superou as previsões iniciais e resultou em um reforço nos repasses da União para estados e municípios. Ao todo, o Fundo alcançou R$ 282,53 bilhões, o que representa R$ 13,49 bilhões a mais do que o estimado no início do ano passado (R$ 269,03 bilhões). 

Com a revisão, a complementação da União também foi ampliada. Após a dedução de R$ 3,053 bilhões destinados ao fomento de matrículas em tempo integral, conforme o inciso XIV do art. 212-A da Constituição Federal, o valor total passou de R$ 56,15 bilhões para R$ 56,29 bilhões.  

Os recursos adicionais foram distribuídos da seguinte maneira: R$ 26,68 milhões na complementação Valor Anual por Aluno (VAAF); R$ 24,51 milhões na complementação Valor Anual Total por Aluno (VAAT), e R$ 5,1 milhões na complementação Valor Anual por Aluno Resultado (VAAR).  

Portaria Interministerial MEC/MF nº 5/2026, publicada em 30 de abril, que apresenta os demonstrativos do ajuste anual, também atualizou os valores mínimos por aluno. O VAAF-MIN passou de R$ 5.669,79 para R$ 5.670,14, enquanto o VAAT-MIN foi reajustado de R$ 8.020,77 para R$ 8.024,31. A norma atualizou ainda as estimativas de complementação da União ao Fundeb para o exercício de 2026. 

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Os valores do ajuste foram creditados, em parcela única, nas contas de estados e municípios na última quinta-feira, 30 de abril. A medida foi coordenada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e reforça o compromisso do governo federal com o fortalecimento da educação básica pública. 

Com a complementação VAAF, foram beneficiados os fundos estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Já na complementação VAAT, 2.375 municípios receberam recursos, incluindo dois novos entes que passaram a atender aos critérios legais: Taguaí (SP) e Rubim (MG). 

Previsto na Lei nº 14.113/2020, que regulamenta o novo Fundeb, o ajuste anual tem como objetivo adequar os valores da complementação da União com base na arrecadação efetiva de impostos e transferências. Esses dados, apurados pela Secretaria do Tesouro Nacional, substituem as estimativas utilizadas ao longo do exercício anterior. 

A atualização fortalece diretamente as redes públicas de ensino, viabilizando investimentos em infraestrutura escolar, aquisição de materiais didáticos, transporte escolar e outras ações voltadas à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica. A medida também contribui para maior transparência, equidade e eficiência na gestão dos recursos educacionais.  

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Fundeb – O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é um fundo permanente, de natureza contábil e âmbito estadual, composto por 27 fundos (um por unidade da Federação). É formado por recursos provenientes de impostos e transferências dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, além da complementação da União. Os recursos do Fundeb são destinados exclusivamente à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica pública e à valorização dos profissionais da educação, independentemente de sua origem. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)  

Fonte: Ministério da Educação

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