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Educação

Webinários abordam prevenção das violências nas escolas

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro, a série de webinários “Escola que Protege: planejar, implementar e cuidar”, com transmissão ao vivo e simultânea pelos canais do YouTube do MEC e do Conviva Educação, em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Os encontros fazem parte das ações do Programa Escola que Protege (ProEP) e buscaram orientar secretarias de educação e equipes gestoras na adoção de estratégias de prevenção das violências e de promoção da cultura de paz no ambiente escolar. 

As discussões buscaram auxiliar as unidades de ensino na compreensão do programa e municípios no planejamento e na implementação do ProEP, com foco na governança intersetorial; no diagnóstico dos territórios; na elaboração dos Planos Territoriais Intersetoriais de Enfrentamento das Violências nas Escolas (Planteves); e na aplicação prática de ações de prevenção. Além das transmissões, o MEC disponibilizou na página do Escola que Protege uma série de documentos orientadores para complementar as orientações apresentadas nos encontros. 

Governança e diagnóstico – No primeiro dia (10), o webinário “Primeiros passos no Escola que Protege para secretarias de educação: governança e diagnóstico” apresentou os fundamentos do programa e do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave), com ênfase na organização da governança intersetorial nos territórios e na realização do diagnóstico local e do autodiagnóstico das escolas. 

Foram detalhados os papéis das secretarias de educação, das comissões intersetoriais e da articulação com o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, além do uso de dados educacionais e intersetoriais para subsidiar decisões estratégicas, definir prioridades e planejar ações de enfrentamento às violências. 

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Durante a transmissão, a coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas do MEC, Thais Dias Luz, destacou a importância do protagonismo dos municípios: “A violência nas escolas não é um problema só da escola. O município é o ente mais próximo do território, das famílias, da rede de proteção. O Escola que Protege não é para ser uma ação isolada, é para articular e fortalecer o que já existe. Queremos integrar prevenção, resposta e reconstrução, operacionalizar esse sistema, mas sempre com respeito à autonomia municipal, colocando à disposição elementos para deixar mais robusta a governança e coordenação federativa”. 

Como apoio às secretarias, foram apresentados cinco tópicos estratégicos: estratégias pedagógicas; governança intersetorial; diagnóstico e planejamento territorial; apoio direto às escolas; e protocolos com foco na cultura de paz e mobilização da rede. 

Planteves – No segundo dia (11), o webinário “Planejamento e construção do Planteves no ProEP para secretarias de educação” deu continuidade às discussões, demonstrando como transformar os resultados do diagnóstico em objetivos, metas, ações, prazos e indicadores. O encontro trouxe orientações sobre pactuação intersetorial, territorialização das ações, priorização de problemas e uso do ciclo contínuo de planejamento, execução, monitoramento e ajustes. 

Os Planos Territoriais Intersetoriais de Enfrentamento das Violências nas Escolas (Planteves) foram apresentados como instrumentos para fortalecer a prevenção e a resposta à violência escolar, promovendo a cultura de paz, a formação de profissionais e a integração entre áreas como educação, saúde, assistência social, segurança pública e justiça. 

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Segundo Thais Dias Luz, “um dos aspectos das ações intersetoriais é a elaboração do Plano Territorial de Enfrentamento às Violências nas Escolas, que precisa ter responsabilidade compartilhada com as lideranças das secretarias de educação e com demais pastas, com apoio do Executivo”. 

Também foi detalhada a atuação da Comissão Municipal Intersetorial de Enfrentamento às Violências nas Escolas (Cieve), responsável por construir o plano a partir do diagnóstico situacional do território e executar as ações de forma compartilhada. 

Uma rota com dez etapas orientou as secretarias desde a governança ativa até o monitoramento e o compartilhamento de práticas — garantir governança ativa; realizar o diagnóstico territorial e escolar; planejar com base no diagnóstico; estruturar o plano por dimensões pedagógicas e intersetorial; pactuar e registrar; executar as ações pactuadas; monitorar continuamente; avaliar; executar as ações pactuadas e compartilhar práticas e aprendizados. 

Implementação – Encerrando a série, nesta quinta-feira (12), o webinário “Escola que Protege na prática: para secretarias de educação e equipes gestoras das escolas”, buscou sensibilizar e estimular o engajamento das equipes escolares na implementação de estratégias pedagógicas intersetoriais. 

Foram apresentadas as dez etapas de implementação do Programa Escola que Protege, que incluem: assumir um compromisso institucional; definir um articulador escolar; fortalecer a escuta e a participação; promover ações pedagógicas; preparar respostas a situações de crise; integrar a rede de proteção local; criar comissões escolares; e compartilhar práticas e aprendizados. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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Enem 2026: participantes de Santa Catarina ganham mais tempo para pedir isenção

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Os participantes do estado de Santa Catarina que desejam solicitar a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 podem fazer o pedido até 30 de abril. O novo prazo vale também para as justificativas de ausência no Enem 2025. A ampliação foi anunciada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nesta sexta-feira, 24 de abril, data que marcava o fim do período.

O pedido de isenção, bem como a justificativa de ausência, deve ser realizado na Página do Participante, com o login único do Gov.br. O Inep prevê a gratuidade para pessoas que se enquadrem nos seguintes perfis:

  • Estar matriculado no último ano do ensino médio em escola pública (em 2026); 
  • Ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada, com renda de até 1,5 salário mínimo por pessoa da família;
  • Estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por serem de família de baixa renda, com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); 
  • Ser participante do programa Pé-de-Meia. 

Independentemente do pedido de isenção, o estudante precisará fazer a inscrição no Enem. O período de inscrição será divulgado pelo MEC.

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A justificativa de ausência é destinada ao participante que conseguiu a isenção da taxa de inscrição no Enem 2025, mas faltou aos dois dias de aplicação e deseja solicitar isenção na edição de 2026. 

Pé-de-Meia – Os participantes do Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem podem receber um incentivo adicional de R$ 200. O pagamento do incentivo extra será efetuado após confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para as demais parcelas do programa.    

CadÚnico – O participante do Cadastro Único (CadÚnico) que solicitar isenção no Enem precisa estar com a situação cadastral regular. O benefício integra o sistema de programas sociais que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda. A falta de atualização no CadÚnico pode levar ao indeferimento da isenção no Enem.

A aprovação da justificativa de ausência no Enem 2025 e/ou da solicitação de isenção da taxa de inscrição no Enem 2026 não garante a efetivação da inscrição no Enem 2026. Os interessados devem acompanhar a publicação do edital específico, com disposições, procedimentos e prazos.

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Confira o novo calendário do edital de isenção:

  • Pedido de isenção da taxa e justificativa de ausência: até 30 de abril
  • Resultado dos pedidos: 13 de maio
  • Prazo para entrar com recurso: de 13 a 19 de maio

Resultado dos recursos: 25 de maio

Enem  Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Fonte: Ministério da Educação

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