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Educação

MEC lança painel sobre diplomas revalidados

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), disponibilizou um novo painel público com dados consolidados sobre revalidação e reconhecimento de diplomas estrangeiros no Brasil. Integrada à Plataforma Carolina Bori, a ferramenta amplia a transparência e fortalece a gestão baseada em evidências na política pública de validação de títulos obtidos no exterior. 

O painel apresenta, de forma interativa, informações sobre o número de processos protocolados, situação das solicitações, resultados, prazos e distribuição por instituições de ensino superior responsáveis pela revalidação (graduação) e pelo reconhecimento (pós-graduação). O acesso é aberto e não exige cadastro, permitindo que estudantes, pesquisadores, gestores públicos e órgãos de controle acompanhem os dados de maneira simples e direta. 

Para o ministro da Educação, Camilo Santana, a iniciativa reforça o compromisso do MEC com a transparência e a gestão de dados baseada em evidências. “O painel democratiza o acesso às informações sobre os processos de revalidação e reconhecimento de diplomas estrangeiros no Brasil, amplia o alcance de dados qualificados e fortalece a formulação e a execução de políticas públicas educacionais mais justas e eficientes”, afirmou. 

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O novo painel consolida dados em ambiente virtual, facilitando a sua leitura e a identificação de tendências nacionais. Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, a iniciativa é um avanço na governança da política pública. “O painel demonstra o compromisso do MEC com a transparência e com a qualificação da gestão. Com os dados acessíveis e organizados, ampliamos a previsibilidade para os requerentes e fortalecemos o monitoramento das instituições que realizam a revalidação e o reconhecimento de diplomas”, afirmou o secretário. 

Segundo ele, a ferramenta também contribui para o aprimoramento contínuo do sistema. “A disponibilização dos indicadores permite análises mais precisas sobre fluxos, demandas e prazos, subsidiando decisões e eventuais ajustes normativos para dar mais eficiência ao processo”. 

A disponibilização do painel representa um avanço na transparência ativa do MEC, organizando dados. A ferramenta facilita o acompanhamento das informações e amplia a compreensão sobre o funcionamento da política de revalidação de diplomas no país. 

O painel está disponível na área de monitoramento e indicadores do portal do MEC. 

Plataforma Carolina Bori – A plataforma é um sistema informatizado criado pelo MEC, no âmbito da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), para a gestão e o controle dos processos de revalidação (graduação) e reconhecimento (pós-graduação stricto sensu) de diplomas obtidos no exterior no Brasil. 

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Por meio da plataforma, o requerente reúne a documentação, protocola o pedido e acompanha as etapas de análise até a decisão final das instituições responsáveis. Centralizando procedimentos e dados, a iniciativa busca dar mais agilidade, transparência, coerência e previsibilidade à tramitação desses processos em nível nacional. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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